domingo, 12 de dezembro de 2010

TUPARETAMA RECEBE "VÉU- UMA POÉTICA DO SÓ" PROJETO CULTURAL QUE DISCUTE A VIOLÊNCIA CONTRA MULHER


A cidade de Tuparetama estará recebendo nesta semana (de 15 a 17 – quarta, quinta e sexta-feira) o Projeto Véu- uma poética do só da COMPANHIA UMA de Salvador-BA.

O projeto propõe a realização de atividades ligadas ao espetáculo solo Véu – uma poética do só, que faz uma reflexão acerca da vida das mulheres dentro do contexto contemporâneo, com foco na violência contra o gênero feminino. Pautada no teatro físico, a concepção artística do espetáculo solo ressalta questões ligadas a violência doméstica, a repressão contra a mulher, a submissão feminina e o sistema patriarcal instituído socialmente, o confronto entre a fé e a dor, os sonhos e a realidade, a infância e a maturidade, trazendo, inclusive, dados estatísticos referentes a este universo para a cena.

Além do espetáculo solo Véu – uma poética do só – que em Tuparetama será apresentado na quinta-feira (dia 16) o projeto também traz para a cidade um conjunto de atividades lúdicas e educativas relacionadas a violência contra a mulher:
- Realização de oficina de teatro onde serão trazidos jogos e dinâmicas que despertam o imaginário dos participantes, além de exercícios que diminuam a timidez, criando um espaço para revelação de histórias e construção de uma dramaturgia particular
- Oficina de criação de bonecas manufaturadas (através de mecanismos de criação de bonecas, será instaurado um espaço para o diálogo, afim de discutir a temática central do projeto, a partir de histórias dos participantes)
- Debates sobre o tema: violência contra a mulher, considerando as esferas familiar, social e trabalhista, alertando a comunidade sobre caminhos e possibilidades de denuncia/ajuda em caso de violência;
- Entrevistas com pessoas da comunidade através de um questionário básico onde são levantadas questões sobre a violência contra a mulher.

O projeto, com a orientação da pesquisa de Fábio Vidal e atuação de Luiz Antônio Jr. foi contemplado com o Prêmio BNB de Cultura 2009 – Parceria com BNDES e projeto vai circular por 09 cidades nordestinas: Picos (PI), Arapiraca (AL), Mossoró (RN), Crato (CE), Arari (MA), Ilhéus (BA), Lagarto (SE), Campina Grande (PB) e Tuparetama (PE).

SERVIÇO:
OFICINA GRATUITA DE TEATRO: Vagas:20 / Local: Teatro Municipal / Data: dia 15 de dezembro (quarta-feira) / Horário: 19:00 horas – Inscrições: Casa da Cultura e Ponto de Cultura Dançando nas Alturas

OFICINA DE BONECAS: Vagas: 20 / Local: Centro de Convivência da 3ª Idade- Centro da Juventude / Data: Dia 16 de dezembro (quinta-feira) / Horário: 14:00 horas – Inscrições na Casa da Cultura, Ponto de Cultura Dançando nas Alturas, CRAS MUNICIPAL

ESPETÁCULO SOLO “ VEU- UMA POÉTICA DO SÓ” – Data: Dia 16 (quinta-feira) / Horário: 19:30 horas / Local: Teatro Municipal (Casa da Cultura) / ENTRADA GRATUTIA – Leve 01 kg de alimento para doação.

Em Tuparetama o projeto conta com o apoio e articulação do PONTO DE CULTURA DANÇANDO NAS ALTURAS.



A QUESTÃO DA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

Nove em cada dez mulheres lembram de ter assistido ou ouvido campanhas contra a violência á mulher na TV ou rádio, segundo dados da pesquisa citada anteriormente. Mesmo assim, as mulheres só buscam ajuda depois de terem sido agredidas dez vezes, em média; para cada caso denunciado há vinte casos sem denúncia, por medo, vergonha de se expor, intenção de proteger a família ou por não acreditarem na vítima – segunda a mesma pesquisa referida anteriormente.

No Brasil, quatro mulheres são agredidas por minuto (Núcleo de Opinião Pública da Fundação Perseu Abramo); sendo que 70% dos casos acontecem em casa e 90% das vezes, o agressor é alguém próximo, como o namorado, marido, padrasto, vizinho e irmão. Perguntados sobre o que acham que acontece quando a mulher denuncia, 33% dos entrevistados (Instituto Patrícia Galvão) afirmaram que “quando o marido fica sabendo, ele reage e ela apanha mais”; 27 % responderam que não acontece nada como agressor; 21 % crêem que o agressor vai preso; enquanto 12% supõem que o agressor recebe uma multa ou é obrigado a doar uma cesta básica. O que evidencia uma falta de credibilidade da população brasileira nos serviços de atendimento a casos de violência contra a mulher (54% acham que estes serviços não funcionam), e, também, de conhecimento, por parte da sociedade comum, acerca da legislação dos direitos humanos e do Código Penal. 

6,8 milhões de brasileiras já foram espancadas, entretanto existem apenas 392 delegacias especializadas no atendimento á mulher, número que não cobre nem 10% dos municípios brasileiros. Sem contar que os serviços de assistência às vítimas de violência localizam-se, maciçamente, nos grandes centros, onde também é maior a circulação de informações. E quanto às pequenas localidades urbanas, as comunidades e povoados, onde a tradição tende a ser mais evidente? É crescente a preocupação com a violência contra a mulher. 

Segundo dados estatísticos divulgados no site do CFEMEA – Centro Feminista de Estudos e Assessoria, de 2004 a 2006 aumentou o nível de preocupação com a violência doméstica em todas as regiões do país, menos no Norte / Centro-Oeste, que já tem o patamar mais alto (62%). Nas regiões Sudeste e Sul o nível de preocupação cresceu 7 e 6 pontos percentuais, respectivamente. Na periferia das grandes cidades esta preocupação passou de 43%, em 2004, para 56%, em 2006.  

(Com informações e fotos fornecidas pela UMA COMPANHIA e coordenação do Projeto)

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Pontos de Cultura encaminham pauta de reivindicações ao MinC

Do site do Ministério da Cultura:

Representantes da Comissão Nacional de Articulação dos Pontos de Cultura (CNPdC) reunidos na cidade de Pirenópolis (GO), entre os dias 26 e 28 de novembro, elaboraram a Carta de Sustentabilidade dos Pontos de Cultura, dirigida ao Ministério da Cultura (MinC) e a todas as unidades da rede. No documento, elencam uma série de reivindicações que consideram necessárias para a continuidade do projeto. Na ocasião, também constituíram o Conselho Executivo da Comissão.

Entre as reivindicações encaminhadas, destacaram a necessidade da criação de uma lei específica para o Programa Cultura Viva e para a Ação Griô (que trabalha com mestres da cultura popular), com vistas à continuidade do programa e a redução do nível de exigências contratuais na hora da concessão do apoio governamental ao setor.

A coordenadora do Ponto de Cultura da Comunidade Educacional de Pirenópolis (Coepi), Patrícia Ferraz, explicou que a comissão está reivindicando um tratamento diferenciado entre os repasses de recursos oficiais a pequenos projetos dos Pontos de Cultura e os concedidos em convênios com outras associações da sociedade civil, tais como ONGs e OCIPS. “Trabalhamos com pequenos grupos comunitários, com estrutura muito simples, que não se enquadram no perfil da Lei 8.666, que regulamenta esta área”, comentou a coordenadora.

Entre outras coisas, estão reivindicando a institucionalização das bolsas de ajuda de custo para os mestres de disseminação da Ação Griô, como mecanismo de valorização da cultura popular e de fortalecimento da cidadania. E também estão pleiteando junto ao Ministério da Cultura a negociação de um convênio com o Ministério da Educação que viabilize o ingresso de Griôs e Mestres da Cultura Popular nas universidades públicas, nas vagas que estejam ociosas.

Outra decisão tomada durante a reunião foi a definição do local onde será realizado o próximo Encontro Nacional dos Pontos de Cultura – Teia 2011. Foi escolhida a cidade do Rio de Janeiro, em data ainda a ser marcada.

Cerca de 60 pessoas, entre os membros efetivos da comissão e gestores culturais convidados, participaram do encontro em Pirenópolis. A coordenadora-geral de Mobilização e Articulação em Rede da Secretaria de Cidadania Cultural, Juana Nunes, foi a representante do MinC no evento.

Também foram escolhidos 16 representantes para compor o Conselho Executivo da Comissão, que irá coordenar os trabalhos da entidade. O Pontão de Articulação Nacional dos Pontos de Cultura é composto por 52 integrantes, sendo 27 representantes estaduais e 25 indicados pelos Grupos de Trabalho temáticos com atuação no projeto.

(Patrícia Saldanha, Comunicação Social/MinC)

Turma do Xaxado é tema de tese universitária na Itália


XAXADO é neto de um famoso cangaceiro que vivia com o bando de Lampião. Sensível, alegre e sempre atento às belezas e problemas da vida no campo, Xaxado é como um sol ao redor do qual circulam todas as outras personagens e histórias da turma.

A Turma do Xaxado é formada por personagens tipicamente brasileiros, cada um com seu jeito próprio de falar, pensar e agir, passando pelas várias classes econômicas, graus de instrução etc. É uma turminha heterogênea como o povo brasileiro, vivendo historias que falam da nossa terra, encantos e problemas, mas sem perder de vista a universalidade da experiência humana.
Antônio Cedraz, criador da Turma do Xaxado, me enviou o seguinte e-mail:
"Esta semana recebi um belo trabalho encadernado, um "livro" com uma tese feita na Itália. Você precisa ver o nosso Xaxado falando italiano.
Universitá Degli Studi di Trieste
Scuola Superiore de Lingue Moderne per Interpreti e Traduttori
Tese dei Laurea Specialistica in Traduzione
"A Turma do Xaxado" Proposta di Traducione di um Fumetto Brasiliano
Laureada: Alessandra Manti
Relatrice: Carla Valeria de Souza Faria
Correlatore: Salvador Pippa
Anno Accademico 2009/2010

"Caro Cedraz,
Me graduei no dia 12 de julho em tradução (de inglês e português) na Faculdade para intérpretes e tradutores de Trieste.
Encontrei o Xaxado por acaso; estava na internet a busca de algum quadrinho interessante e cheguei no site do Xaxado e gostei logo! Então, como tinha muitas particularidades lingüísticas e parecia perfeito para um trabalho de tradução, decidi estudá-lo em minha tese.
Acho que seria muito bonito ter as HQs da Turma da Itália, assim que as crianças (e, os adultos) poderiam ser introduzidos numa cultura tão rica, bonita e tão diferente da italiana como a brasileira! Então, caso em dia você decidisse exportar para a Itália suas HQs eu ficaria honrada de tr4aduzir para você.
Então... A tese consistia na tradução para italiano de "a Turma do Xaxado, vol. 3", na sua análise lingüística e na análise das diferenças culturais entre Brasil e Itália (como transpor a "brasilidade" para italiano e como adaptar coisas que não existem na Itália para que o leitor italiano entenda sem perder a brasilidade).
....
Foi muito bonito trabalhar com o Xaxado, porque tive que confrontar com uma cultura completamente diferente da minha, mas foi ajudada no trabalho da minha "relatrice" (professora), que é brasileira e me ajudou a compreender e aprender muitíssimo sobre o Brasil, suas tradições e seus problemas (e em particular os do Nordeste)."

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

EM CARNAÍBA, A 4ª EDIÇÃO DA FESTA “O DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA NEGRA”.



OS MEMBROS DO PONTO DE CULTURA MATRIZ CULTURAL QUILOMBOLA EM INTERAÇÕES CONTEMPORANEAS, DE CARNAÍBA-PE, CONVIDAM A TODOS PARA COMEMORAREM A 4ª EDIÇÃO DA FESTA “O DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA NEGRA”.

  • DIAS: 20 E 21 DE NOVEMBRO DE 2010
  • LOCAL: ASSOCIAÇÃO REMANESCENTE DE QUILOMBOLAS EUFLAUZINO JOSÉ DA SILVA – SITIO TRAVESSÃO DO CAROÁ – CARNAÍBA - PE

PROGRAMAÇÃO

DIA 20/11 – SAMBA DE COCO DURANTE TODA NOITE
DIA 21/11 –
9:00 - CHEGADA DA BANDA FILARMÔNICA MAESTRO ISRAEL GOMES
A PARTIR DE 9:20 - PALESTRAS, APRESENTAÇÕES CULTURAIS: COCO, PÍFANO, DANÇAS, BARRACAS DE COMIDAS TÍPICAS, EXPOSIÇÃO.

ATRAÇÕES:
- CABRAS DE LAMPIÃO DE SERRA TALHADA - PERNAS DE PAU DE TUPARETAMA (CDPT)
- HIP-HOP DE SERRA TALHADA - GRUPO DE CÔCO DE BUENOS AYRES
- GILSOM MALAQUIAS E ALLISON MALAQUIAS - LOLA SOUZA
- SIVUCA E NEGO CY - MANOELZINHO SANFONEIRO
- BACAMARTEIROS DE AF. INGAZEIRA - GRUPO DE CABOCLINHOS
- BANDA DE PÍFANOS RAIZES DO CAROÁ - GRUPO DE MARACATU
- GRUPOS DE MÚSICOS DO PONTO DE CULTURA
- GRUPO DE TEATRO DE CAUÊ RODRIGUES
- GRUPO DE CÔCO DAS ABELHAS
- GRUPO DE CÔCO DO LEITÃO DE CARAPUÇA
- BANDA DE PÍFANOS DE BUENOS AYRES (CUSTÓDIA)
- FILARMÔNICA MAESTRO ISRAEL GOMES
- GRUPO DE CAPOEIRAS
- GRUPO DE TEATRO TEÓPHIILOS DE TUPARETAMA
- ENCERRAMENTO COM CÍCERO SOUZA E A BANDA VERDES MARES

Fonte: Secretaria Municipal de Cultura de Carnaiba

terça-feira, 16 de novembro de 2010

PRA QUEM NÃO VIU AINDA, O VÍDEO DO POETA DEDÉ MONTEIRO, PREMIADO NA FLIPORTO.

O BLOG COM TRABALHOS DO ARTISTA TÁRCIO OLIVEIRA

Blog com trabalhos e contatos do
artista de Tuparetama, Tárcio Oliveira.
CLIQUE AQUI e confira.


POSE DE PLAYBOY, CÉREBRO DE MINHOCA...



Eu vi primeiro AQUI

SERÁ QUE DÁ PRA APRENDER A FAZER PROJETO CULTURAL ?

imagem daqui

A Fundarpe realizará em Serra Talhada (infelizmente as descentralizações das ações da Fundarpe são sempre "centralizadas" em Serra Talhada, Triunfo ou Petrolina) nos dias 18 e 19 deste mês o Projeto de Capacitação de Produtores de Artes e Gestores Públicos Municipais na área de cultura, com foco na elaboração de projetos.

PARA SABER MAIS, CLIQUE AQUI

NOITE DO XAXADO

LAMPIÃO NEM HERÓI, NEM BANDIDO- A HISTÓRIA

O Núcleo de Estudos do Cangaço da UBE/PE, a Associação dos Realizadores de Teatro de Pernambuco – ARTEPE e a Fundação de Cultura Cabras de Lampião realizam a Noite do Xaxado. Também faz parte da programação do evento: lançamento do documentário/DVD XAXADO: A DANÇA DE CABRA MACHO, e apresentação do Grupo de Xaxado Cabras de Lampião (filiado à ARTEPE)

A NOITE DO XAXADO será um evento com música, poesias do cangaço e o  lançamento do livro que tem apresentação de Raimundo Carrero: LAMPIÃO, NEM HERÓI, NEM BANDIDO. A HISTÓRIA, de Andilomá Willans de Souza.

É um conjunto de depoimentos de pessoas do sertão, postas em ordem cronológica, que contam histórias do Rei do Cangaço, numa linguagem coloquial, falando da sua família, seus desentendimentos com o vizinho fazendeiro, Zé Saturnino, a origem do apelido, quem eram os Nazarenos, a coragem e valentia do cangaceiro Meia-Noite, o que aconteceu no casamento de sua prima Licor, as principais cidades atacadas ou visitadas pelos cangaceiros em sete estados do Nordeste, como morreram seus irmãos, quem foi Sabino das Abóboras, uma entrevista com Sinhô Pereira, o advento do sexo feminino nas fileiras lampiônicas, enfim, várias passagens e aspectos de sua vida, culminando com a tragédia de Angicos. Trás uma série de depoimentos de cangaceiros, militares e testemunhos do massacre que pôs fim ao cangaço e a saga de Lampião.

São 240 páginas e um acervo de vinte fotografias.

ANILDOMÁ WILLANS DE SOUZA – Como todo bom sertanejo, de Serra Talhada, sertão do Pajeú, conterrâneo de Lampião, gosta de ouvir e contar histórias dos cabras valentes que povoaram esta região e somente quem vive neste universo do xiquexique e mandacaru pode falar com tanta precisão e clareza sobre o Rei do Cangaço.


Serviço:

O evento acontece dia 18 de novembro na União Brasileira de Escritores/ Secção-Pernambuco, Rua de Santana, 202 – Casa Forte, às 19h.


Contatos para entrevistas com o autor:
Izaltino Caetano (Presidente da ARTEPE)-3224 1692 / (81) 9237 0745

Microprojetos em Territórios de Paz. Para a diminuição da violência e da criminalidade

Serão destinados R$ 10,7 milhões para financiamento de 700 projetos artísticos e socioculturais

Fonte: SECOM
 
Moradores de comunidades de baixa renda e de elevados índices de violência, e que tenham entre 15 e 29 anos, poderão ser financiados por meio dos Microprojetos Mais Cultura para os Territórios de Paz. Projetos de hip hopgrafiterapteatro,literaturaartesanato e dançaprodução de vídeos e documentários e gravação de CDs de jovens artistas, são algumas das iniciativas que ação do Ministério da Cultura (MinC) realizada em parceria com o Ministério da Justiça (MJ), visa apoiar.
Ação do Programa Mais Cultura, do MinC, os Microprojetos nos Territórios de Paz vão viabilizar iniciativas que promovam inclusão social e contribuam para a diminuição da violência e da criminalidade. Outro objetivo é proporcionar maior dinamismo econômico às comunidades por meio de apoio financeiro aos artistas, escritores, grupos independentes e produtores culturais locais. As propostas contempladas vão receber de 1 a 30 salários mínimos (valor máximo de R$ 15,3 mil), conforme as ações propostas.

O edital, publicado nesta terça-feira (16) no Diário Oficial da União (DOU), vai destinar R$ 10,7 milhões para apoiar 700 projetos artísticos e socioculturais. A meta é contemplar 44 localidades, de 11 estados e do Distrito Federal, atendidas pelo Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). Podem concorrer pessoas físicas com idade igual ou superior a 18 anos e pessoas jurídicas sem fins lucrativos que desenvolvam projetos que contemplem jovens de 15 a 29 anos.

Dos 700 projetos a serem premiados pelo edital, 300 destinam-se à cidade do Rio de Janeiro, que concentra 24 localidades atendidas pelo Pronasci, como Rocinha, Boréu, Cidade de Deus, Santa Marta, Bangu e Manguinhos. O segundo estado em número de comunidades a serem beneficiadas é o Rio Grande do Sul, com nove bairros e 167 projetos. Na Bahia, as comunidades de Tancredo Neves/Beiru (Salvador) e PHOC I, II e III (Camaçari) terão 41 iniciativas contempladas. 

As inscrições para o edital Microprojetos Mais Cultura para os Territórios de Paz vão até 30 de dezembro e podem ser feitas por meio dos formulários eletrônicos disponíveis nos endereços

Áreas dos projetos sócio-culturais a serem apoiados

Artes Visuais
Artes Cênicas
Música
Literatura
Audiovisual
Artesanato
Cultura Afro-Brasileira
Cultura Popular
Cultura Indígena
Design
Moda
Artes Integradas

domingo, 31 de outubro de 2010

ENQUANTO A GENTE AGUARDA A HORA DA VITÓRIA...


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O DIA DECISIVO. E REFLEXÕES SOBRE A POLÍTICA BRASILEIRA.... DE BLOGS QUE VALEM A PENA A GENTE LER.

A primeira presidenta e um inédito reencontro com o passado

Poder-se-iam elencar 13 sólidas razões no campo da política, ou um motivo mais fundamental, que aludisse à alma da nação, ou um incontável rosário de números, fatos e dados para explicar a eleição de Dilma Rousseff. Poderíamos recorrer às doutas palavras do Enéas de Souza, da Fundação de Economia de Estatística/ RS: 

Ela foi uma espécie de Super-Ministro do Planejamento. Logo de saída, deu ordenação e coerência nas obras dos diversos ministérios. Deu unidade e tornou denso o trabalho do governo. Pois, antes de Dilma, as pernas estavam para um lado, os braços para outro, a cabeça jogada lá diante, e os calcanhares e os pés andavam sozinhos pela Esplanada dos Ministérios. Tudo existindo, mas, todas as partes dispersas.

Uma espécie de diáspora do governo Lula. Dilma fez como os mágicos: agregou um cenário ao conjunto e reuniu tudo num corpo só. E surgiu daí a envergadura do governo Lula. Era o que o político Lula precisava. Tinha que vir alguém que soubesse organizar as peças do governo numa cara de governo. Precisava de um ministro que planejasse e coordenasse as ações para que Lula se tornasse o estadista. E ele o foi. E é.
Assim, no final do Lula I, a população já tinha se dado conta que todo um projeto estava organizado: aumento de salário mínimo consistente, Bolsa Família, crédito consignado, ProUni. E Dilma, vindo do Ministério de Minas e Energia acrescentou o que faltava: Luz para Todos. [...]
O Luz para Todos. Se pensarmos bem foi um dos grandes projetos de Dilma. Pense o leitor e imagine. Na época, discutia com um amigo e lhe disse: “Ah, você acha que esse é um programa banal, é? Faça o seguinte, você que é classe média: apague as luzes da sua casa e fique uns 15 dias sem luz. Pense como será o seu dia; pense, sobretudo, como será a sua noite. Você está na Idade Média. São 15 milhões de pessoas que viajaram 500/600 anos” 

Poderíamos seguir elencando razões e fundamentos, mas com esse rol não esgotaríamos o significado da eleição de Dilma Rousseff, posto que é por demais poderoso e simbólico o que acontece no Brasil neste 31 de outubro. Para além de toda política, para além de todos os números do Bolsa Família, do ProUni e da ascensão à classe média, essa potente simbologia repousa em dois ineditismos extraordinários de Dilma: ela é nossa primeira presidenta e nosso primeiro reencontro de cabeça erguida com o passado traumático da ditadura (ela também será nossa primeira presidenteatleticana, mas o blogueiro concede que este fato é de importância ligeiramente menor que os outros dois).
O giro que descreve Enéas de Souza foi fruto, sem dúvida, da sintonia inaudita que se desenvolveu entre Lula e Dilma, já na época das Minas e Energia, mas especialmente depois que ela chega à Casa Civil em meio à tempestade de 2005, e arruma a casa no Ministério mais importante da Esplanada. O machismo com que foi representada essa sintonia na nossa mídia é mais um capítulo enlameado da história desta campanha (e razão pela qual nunca é demais recordar que os conglomerados midiáticos são os últimos a ter o direito de criticar a sujeira destas Presidenciais 2010).
Dilma Rousseff, mulher de classe média que, sem carecer, lançou-se a enfrentar a ditadura, foi barbaramente torturada e não delatou companheiros, levantou-se, sacudiu, deu a volta por cima, serviu como Secretária da Fazenda em Porto Alegre no mandato de Alceu Collares (PDT) que iniciou histórica hegemonia de esquerda em Porto Alegre, repetiu a dose como Secretária de Minas e Energia do Rio Grande do Sul, tanto sob Collares como sob Olívio Dutra (PT), ascendeu ao governo federal, consertou a calamitosa situação deixada pelos apagões de FHC nas Minas e Energia, assumiu a Casa Civil em meio à maior crise política desde o Collorgate e pilotou a maior redução da desigualdade da história da nação, essa, ninguém menos que essa mulher foi apresentada como “poste”, “desconhecida” ou, no máximo, “bem treinada”, quando surpreendia os preconceitos dos semiletrados jornalistas brasileiros com seu impressionante domínio dos números e dos mecanismos da máquina federal.
Para ir além do pobre sexismo das análises que vimos na mídia brasileira sobre a relação entre Lula e Dilma, há que se recordar a história do PT e o profundo incômodo que, com frequência, sentia Lula ante a atuação das alas “intelectuais” do partido, desde os seus economistas e sociólogos até os militantes de classe média oriundos da esquerda organizada. Dilma vem desse mundo, mas ela é, sobretudo, uma cabeça prática, executiva, que faz acontecer, com assombrosa capacidade de assimilação e processamento de dados. A combinação que realiza Dilma entre a paixão e a entrega militantes, por um lado e, por outro, o talento prático já desprovido das enrolações retóricas de tantos quadros da esquerda, absolutamente encantou e seduziu Lula, já antes da posse em 2003. Quando todos apostavam que Luis Pinguelli Rosa seria o escolhido para a pasta das Minas e Energia, surge Dilma, já destacando-se com seu laptop, domínio dos números e conhecimento prático da matéria. Lula encontrou ali uma alma gêmea, e é esse pé de igualdade na sintonia o que retrata esta foto, mais reveladora que todas as matérias e colunas:
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Também é da ordem do verdadeiro dito mais profundamente pela imagem que pela palavra a fotografia tirada por Ricardo Stuckert nesta sexta-feira, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde Lula visitava José Alencar e prometia: Zé, nós subimos a rampa juntos, vamos descer juntos. O carinho demonstrado nesta foto diz mais que todas as análises do lulismo como recomposição da aliança de classes no Brasil. Lula e Zé:

alencarlula.jpg

As duas fotos não estão, evidentemente, desvinculadas. A capacidade de gestão de Dilma e a facilidade com que ela conversa com os vários setores da sociedade são parte integrante do pacto de classes que se arma no Brasil do lulismo de resultados, e que tem nesse gesto de amor no Sírio-Libanês o seu mais acabado emblema.
O blog deseja um bom voto a todos na Pátria Amada, promete comentários em vídeo, ao vivo, durante o dia, e parabeniza Carlos Drummond de Andrade e John Keats por fazerem aniversário no dia em que o Brasil elegerá sua primeira presidenta.

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Cenas simbólicas de duas campanhas simbólicas e o comportamento das mídias.

Do Blog MARIA FRÔ  - Cenas simbólicas de duas campanhas simbólicas e o comportamento das mídiasDois presidentes, ambos cumpriram dois mandatos. Um terminou seu governo há oito anos,  o outro daqui a dois meses deixa o poder.
Um foi flagrado por um jornal da mídia velha fazendo campanha para o seu candidato em uma passeata em São Paulo, capital, o outro encerrando a campanha de sua candidata em Recife, Pernambuco, estado onde ele nasceu, não mereceu o mesmo tratamento.

Segundo a Folha, o  ex-presidente Fernando Henrique Cardoso não conseguiu caminhar  700 metros do percurso  originalmente planejado pelos organizadores da passeata: 1,5 km entre o Largo de São Francisco e a praça da República. Teve de abandonar a ‘tumultuada’ caminhada pró-Serra promovida pelo PSDBlo depois de perder a sola dos seus dois sapatos.
Falta de hábito? Não. Segundo FHC “É bom gastar sola de sapato em campanha, né?” Andou 700 metros. Depois das solas descoladas seguiu para seu instituto, o iFHC, também no centro de São Paulo. Quando a Folha perguntou  sobre sua participação na campanha de José Serra (PSDB), ele responde que fez “tudo que o Serra pediu”.
Quando examinamos a primeira foto da caminhada de FHC podemos ver os figurões do PSDB e do DEM: o governador eleito Geraldo Alckmin (PSDB) e o prefeito Gilberto Kassab (DEM). O atual  governador Alberto Goldman (PSDB), segundo a mesma Folha “discursou a cerca de três metros da escadaria do prédio da Secretaria de Estado da Educação” e chegou  a ficar alguns minutos na escada, com adesivos de Serra, mas saiu do prédio quando foi alertado sobre a ilegalidade de se  fazer campanha em prédios públicos. Impressiona o fato de o governador desconhecer que é ilegal fazer campanha  em prédios públicos e, segundo denúncias da Rede Brasil Atual, havia outras ilegalidades denunciadas pelos servidores públicos, intimados a participar da caminhada.
Ainda de acordo com a Folha a Polícia Militar informou que na passeata tucana cerca de 3.000 pessoas estiveram presentes na praça da República.  Isso porque os petistas fizeram uma grande publicidade gratuita desta passeata. A filósofa Marilena Chauí chegou inclusive a fazer um apelo no Ato da USP sobre os riscos de confusão organizada para  culpar petistas. Mas as confusões ao longo da caminhada vieram dos próprios organizadores: seguranças e jornalistas chegaram a se agredir e também houve confusão entre os próprios seguranças que escoltavam as autoridades presentes, de acordo com a Folha.
Falta povo nas fotos de São Paulo, sobram figurões. Corta a cena.
Vamos para Recife no mesmo dia (29/10/2010). Lá, chovia cântaros e o presidente Lula seguiu para uma  passeata. Advinhem? Lula arrastou 100 mil pessoas às ruas da capital. Perguntem-me: foi manchete nos jornalões? Não. Foi manchete nos portais dos jornalões? Não. Tinha fotos nos jornalões? Não.
A primeira das fotos abaixo consegui do @dilmanarede, única foto parece-me  ue mostra Lula antes de subir no carro para ser acompanhado pela multidão de cem mil pessoas.  A segunda foto é do IG que, além do Terra e dos jornais locais de Pernambuco, não escondeu o fato de nosso presidente ser amado pelo povo.

Lula arrasta 100 mil pessoas e é aclamado nas ruas do Recife
29/10/2010
Em desfile em carro aberto realizado nesta sexta-feira (29), no centro de Recife, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, foi recepcionado em sua terra natal para o último evento da campanha pró-Dilma antes do segundo turno das eleições.
Segundo estimativa da Polícia Militar de Pernambuco, mais de 100 mil pessoas acompanharam a passagem do petista pela cidade. Durante o trajeto os militantes gritaram: “Lula guerreiro do povo brasileiro”, uma referência a um coro feito para o ex-governador Miguel Arraes – avô do governador reeleito, Eduardo Campos – quando ele voltou do exílio.
Ao final da caminhada, o presidente Lula não falou com a imprensa, mas o senador eleito Humberto Costa (PT) disse que o presidente ficou emocionado com a caminhada. “Ele (Lula) estava muito emocionado com esta vinda a Pernambuco, sua terra natal. Ele disse que estava terminando a campanha neste local como uma homenagem a Miguel Arraes, o único político que ele veio recepcionar pessoalmente após o exílio”.
Durante todo o percurso, Lula enfrentou a chuva que caía na cidade. Militantes e populares também continuaram ao lado do carro, acenando para ele. No início do trajeto, o presidente utilizou um chapéu branco de vaqueiro – apetrecho peculiar nordestino. Uma bandeira do Brasil também foi lhe dada e ele exibiu algumas vezes durante o percurso. Já no final do evento, quando o cortejo passava sobre a Ponte do Duarte Coelho, no centro de Recife, os militantes cantaram “Parabéns para Você” para o petista, que fez aniversário na última quarta-feira (27).
Lula seguiu de Recife para São Paulo, onde acompanha o debate entre presidenciáveis que será realizado na noite desta sexta-feira pela Rede Globo.
Para encerrar, dá um pulo no blog do Esmael MoraesDepois me diga:  você leu ou viu a notícia que o jornalista Esmael dá sobre a passeata pró-Serra hoje no Paraná (lembre-se o candidato tucano foi eleito no primeiro turno naquele estado).
O silêncio na velha mídia é também muito revelador, não é mesmo?
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O DIA DECISIVO. E A PAZ DO DEVER CUMPRIDO

Do blog TIJOLAÇO
Chegamos ao dia decisivo.
Foram meses que ensinaram muito a todos nós.
Creio que o primeiro ensinamento foi algo que todos partilhamos: do mais humilde dos brasileiros ao próprio presidente Lula.
O de que não existe caminho para justiça social no Brasil que não passe pelo desenvolvimento econômico e pela afirmação de nossa soberania como nação.
Acho que todos entendemos que, reescrevendo a frase que ficou famosa nos tempos do “milagre econômico” da ditadura, o bolo só cresce se for mais bem dividido e só é mais bem dividido quando cresce.
Progresso econômico e progresso social são duas faces inseparáveis de um Brasil que quer e precisa crescer.
De fato, basta examinar todos os indicadores econômicos e sociais para que se veja que o governo Lula disparou em realizações e em popularidade no seu segundo mandato, ao assumir claramente sua natureza nacional e popular, deixando à beira do caminho aqueles que defendiam, embora com menos ferocidade, as mesmas regras neoliberais que marcaram o governo FHC.
Numa palavra, foi finalmente o governo Lula quem retomou a linha de afirmação nacional, econômica e social que marcou a vida brasileira nas décadas de 30, 40, 50 e até mesmo na década de 60, pois o progresso desse país tinha uma força inercial que nem mesmo a ditadura militar, embora com seus componentes entreguistas, conseguiu romper de imediato.
A década final do regime autoritário, marcada pela estagnação,  foi sucedida primeiro pela nulidade de Sarney, o energúmeno, e depois, pelo neoliberalismo privatista se afirmou com a nova ditadura: a do pensamento único.
Em 1995, com Fernando Henrique Cardoso, o viés subalterno que passou a comandar a vida brasileiro sentiu-se seguro ao ponto de rasgar o véu da hipocrisia e declarar que sua missão era sepultar definitivamente o que chamaram de Era Vargas, significando com isso o seu desejo de alienar todas as riquezas desta nação e conformar o Brasil a uma condição colonial.
Mas manter o Brasil como colônia, embora o venham conseguindo há cinco séculos, é algo que não se consegue se há liberdade.
Um grande e maravilhoso país, com um grande e generosa população só pode ser pequeno se nos aceitarmos assim, se nos desprezarmos como povo e como nação. Se vivermos na tristeza e no silêncio.
Foi por isso que suprimiram a liberdade em 64. Foi por isso que a deformaram, com o poder midiático, na eleição de Collor e, depois, com a ideia de que a história dos conflitos pela afirmação das nações era passado e a globalização e o mercado eram fenômenos divinos e invencíveis.
Daí nos vem o segundo ensinamento: se a liberdade de imprensa sempre foi uma ferramenta da rebeldia generosa e da decência humana, o direito à comunicação, que a engloba, é ainda maior: é o fundamento da liberdade e da democracia.
Controlá-lo, desde os tempos em que os livros dependiam do imprimatur dos senhores dos feudos terrestres e celestiais, sempre foi a chave do poder.
É verdade que os meios tecnológicos, pouco a pouco, foram eliminando estes “privilégios de impressão”, culminando nesta maravilhosa ferramenta que é a internet.
Mas um a um, o poder sempre procurou se apoderar deles e desvirtuar o seu sentido libertário, fazendo dele não apenas o que deve também ser, diversão e entretenimento, mas diversionismo e entorpecimento.
E, sejamos realistas, os espaços que abrimos aqui, na internet, ainda são pequenos e pouco significativos perto das estruturas de manipulação e mentira que dominam e que, também aqui, conseguem montar.
Um governo popular, no Brasil, tem de encarar a democratização da comunicação como a espinha dorsal de sua sobrevivência política.
Porque os inimigos de um Brasil popular contam com quase toda a comunicação, com suas máquinas de produzir mentiras, de distorcer verdades e de deformar consciências.
Outro dia, num evento na Carta Capital exortou os políticos a não terem medo da grande imprensa.
Concordo com ele, mas é preciso que o Governo também não a tema, como vem sendo tristemente verdadeiro há décadas.
Procurei praticar aqui, tanto quanto pude, este conselho.
Este pequeno espaço, que começamos a abrir há menos de um ano e meio, modestamente, procurou não ter este medo, nem viver em função de vantagens, poder ou sucesso eleitoral.Nunca, apesar dos conselhos para que o fizesse, deixei de lado as grandes lutas para cair no terreno estéril e falso da promessa, da cooptação, da formação de grupos de interesse.
Hoje, no dia em que se encerra uma etapa importante da luta histórica de nosso povo, o corpo está extenuado, mas a consciência serena.
Este mês, 1,2 milhão de acessos ao Tijolaço e , sobretudo, os mais de 15 mil comentários postados desde 1º de outubro mostram que este se tornou um lugar de encontro, para dividir ideias, angústias, revoltas e paixões.
Para dividirmos o que somos de verdade, pois é o que somos de verdade o melhor que podemos dar uns aos outros.
A minha gratidão a todos os que colaboraram neste processo, lendo, criticando, sugerindo, me dando até uns “foras” de vez em quando.
Carregar este sobrenome e escrever sob um título que identifica a luta de um grande homem é um enorme peso para alguém tão pequeno.
Mas se cada um de nós, nas nossas pequenas forças, pudermos, cada um, conduzir um grão de areia, é certo que juntos podemos fazer uma montanha.
A minha gratidão e reconhecimento a todos, e que o destino sorria a este povo tão sofrido.
Viva o povo brasileiro, razão de ser do Brasil!

Dilma representa luta que “vem de longe”

DO BLOG ESCREVINHADOR : Depois de lutar contra a ditadura em organizaçções de esquerda marxista, Dilma optou pelo PDT quando a democracia voltou, nos aos 80. Esteve ao lado de Brizola, foi secretária de Alceu Collares no governo gaúcho. E não renega essa história, assim como não renega o passado de resistência à ditadura.
Brizola, esse grande brasileiro, costumava dizer: “venho de longe, de muito longe”. A frase tinha um sentido duplo: ele queria dizer que vinha de uma cidadezinha lá do interior gaúcho, e ao mesmo tempo que representava uma corrente de lutas enraizada no imaginário popular. Era um contraponto ao PT – que na época imaginava que as lutas populares no Brasil tinham começadao em 79, com as greves do ABC.
Dilma vem de longe, sim!
Dilma representa as lutas sociais do Brasil, e poderíamos ir buscar esse fio da história lá nas lutas anti-coloniais e anti-escravistas – de Tiradentes e Zumbi. Mas fiquemos no passado mais recente. Dilma é o tenentismo que lutou contra a República Velha. Dilma é o trabalhismo de esquerda. Dilma é o nacionalismo de Vargas – com Petrobrás, BNDES e o fortalecimento do Estado. Não é à toa que o ódio da elite anti-nacional contra Vargas tenha reaparecido agora com o ódio contra Lula e Dilma.
A candidata petista vem de muito longe.
Dilma é a Campanha da Legalidade em 61 – movimento em que Brizola resistiu contra o golpe, entricheirando-se no Palácio do Piratini e convocando a Rede da Legalidade.
Dilma é Luiz Carlos Prestes. Dilma é Arraes. Dilma é Francisco Julião e suas Ligas Camponesas.
Dilma é a resistência ao Golpe de 64, a resistência à ditadura e ao AI-5. Dilma é Lamarca, é Marighella e a esquerda de armas na mão contra a ditadura. Mas Dilma é também o MDB de Ulysses e da luta pela democracia formal. Nos anos 70, parecia que essa duas vertentes não iriam se encontrar nunca. Mas elas se encontraram!
Dilma é a greve de 79. Dilma é Vila Euclides. Dilma é a Campanha das Diretas e a Constituição cidadã de 88.
Dilma é Brizola. Dilma é Lula.
Dilma vem de longe. Concentra em sua candidatura lutas históricas do povo brasileiro. Dilma é a defesa de um legado de  8 anos. Defesa de um governo que teve, sim, muitos erros. Mas significou um avanço tremendo nesse país de tradição oligárquica e conservadora.
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