segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Provocações de Raimundo
NÃO LHE SOLTO MAIS (Antônio Barros/Ceceu)
Moreno não faça isso
Deixe desse reboliço
Não mexa comigo não, viu
Quero respeito comigo
Já cortaram o meu umbigo
Não sou mais menino não, viu
Eu sou duro,
Sou maduro,
E também muito seguro
Ainda posso dar no couro
Você vai gostar
Vai se apaixonar
Vai cair no choro
Mais é aí que o couro come
Vou mostrar que sou é homem
Como é que um homem faz
Dou-lhe uma rasteira
Lhe castigo na esteira
Não lhe solto mais
Depois não adianta
Você gemer
Você gemer
Você chorar
A gente bebe água
Quando sente sede
Cabelo se assanha
Quando o vento dá
Olha moreno esse teu cheiro
Se juntar com o meu tempero
Vai ser bom demais
Dou-lhe uma rasteira
Lhe castigo na esteira
Não lhe solto mais!
Moreno não faça isso
Deixe desse reboliço
Não mexa comigo não, viu
Quero respeito comigo
Já cortaram o meu umbigo
Não sou mais menino não, viu
Eu sou duro,
Sou maduro,
E também muito seguro
Ainda posso dar no couro
Você vai gostar
Vai se apaixonar
Vai cair no choro
Mais é aí que o couro come
Vou mostrar que sou é homem
Como é que um homem faz
Dou-lhe uma rasteira
Lhe castigo na esteira
Não lhe solto mais
Depois não adianta
Você gemer
Você gemer
Você chorar
A gente bebe água
Quando sente sede
Cabelo se assanha
Quando o vento dá
Olha moreno esse teu cheiro
Se juntar com o meu tempero
Vai ser bom demais
Dou-lhe uma rasteira
Lhe castigo na esteira
Não lhe solto mais!
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
PADRE CÍCERO É O TEMA DO FESTIVAL DO MINUTO
Festival do Minuto 2009: Faça um vídeo de até 1 minuto sobre o PADRE CÍCERO e concorra a R$ 3 mil em prêmios. Inscrições até 30 de novembro!
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CULTURA COMO DIREITO - Entrevista com Célio Turino

O secretário de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura, Célio Turino, lançará na próxima quarta-feira, dia 11, o livro Ponto de Cultura, o Brasil de cima para baixo, no Itaú Cultural, em São Paulo. Ele fala a Cultura e Mercado sobre sustentabilidade dos Pontos, sobre os entraves burocráticos e aponta para uma nova relação entre Estado e Cultura.
Celio Turino responde o ping-pong de Buenos Aires, onde esteve negociando a implantaçao de Pontos de Cultura na América Latina, como demanda dos movimentos sociais. Ele diz que já existe projeto de lei no parlamento, de autoria da senadora Marisa Severo, do PSDB, o que atesta a amplitude e aceitação do programa.
Turino conta que no recente Congresso de Cultura Ibero-americana e na reuniao de cúpula, com os ministros, saiu a resolução de adotar o programa Cultura Viva como política pública para todos estes países. O tema vai para a pauta do encontro de chefes de estado, em Lisboa, daqui um mês.
Leonardo Brant - O Cultura Viva é comemorado, inclusive internacionalmente, como a grande novidade em termos de políticas culturais. O que muda na relação entre Estado e cultura com o programa?
Célio Turino - É isso que tento explicar no livro. Está acontecendo um processo de transformação não somente da sociedade, como também do Estado, que se molda a partir de baixo, daí o título.
LB - Na sua avaliação, o programa conseguiu cumprir o que propôs, não em termos de metas quantitativas, mas em termos de empoderamento da sociedade civil, de conquista de autonomia dos grupos culturais?
CT - Acredito que sim, ainda é um processo, mas percebo este empoderamento, tanto que são os próprios pontos que estão assumindo diversas questões, como a Lei Griô.
LB - Como você enxerga a sustentabilidade futura dos pontos de cultura?
CT - Uma vez Ponto, sempre Ponto. Cultura é processo.
LB - Eles dependerão sempre do suporte do Estado?
CT - Sim, cultura como direito e centralidade nas políticas sociais. Cabe ao Estado garantir este fluxo contínuo.
LB - Existe lugar no mercado para ações culturais fora do eixo?
CT - Sem dúvida, mas principalmente a partir das novas relações econômicas (comercio justo, trabalho colaborativo, economia solidária).
Leia a entrevista completa AQUI.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
A IDÉIA MAIS IDIOTA DA SEMANA
Externando sua homofobia, o vereador do município de Serra Talhada José Pereira de Souza apresentou projeto que torna crime contra o patrimônio público o uso pejorativo dos elementos culturais do cangaço, visando com isso atingir o movimento de ativistas homossexuais de Serra Talhada, responsável pela versão estilizada dos cangaceiros de Lampião - o CANGAGAY.A notícia foi divulgada no blog do jornalista de Afogados da Ingazeira, Magno Martins, que também não disfarçou seu preconceito contra o movimento: "A iniciativa do vereador de Serra Talhada tem lá suas razões: na recente passeata gay do município, o evento só virou notícia nacional porque o movimento Cangagay se vestiu de rosa e usou todos os elementos da indumentária do bando de Lampião. Até os cantis de metal que o rei do cangaço usava nas suas fugas da polícia pela caatinga ganharam a forma de cabaças cor-de-rosa. Puro deboche!"
Ou seja, deboche contra homossexuais pode. Deboche de homossexual não pode!
No blog de Nill Junior, que reproduziu a nota, o leitor Gilberto Moura, que não homossexual nem é ativista do movimento, deixou o seguinte comentário:
"Elementos culturais do cangaço" é a frase mais idiota do dia, que está apenas começando. Desde quando vereador tem competencia para legislar em materia penal? Agora danou-se! Esse povo de Serra Talhada deveria era estudar melhor a história desse bandido pois assim o fazendo iria tomar conhecimento de muito do que se ocultou por trás daqueles bailes no meio do mato, regados a conhaque Napoleon e uisque White Horse, onde dançavam macho com macho e o fuzuê depois que estavam todos de pileque".
"Elementos culturais do cangaço" é a frase mais idiota do dia, que está apenas começando. Desde quando vereador tem competencia para legislar em materia penal? Agora danou-se! Esse povo de Serra Talhada deveria era estudar melhor a história desse bandido pois assim o fazendo iria tomar conhecimento de muito do que se ocultou por trás daqueles bailes no meio do mato, regados a conhaque Napoleon e uisque White Horse, onde dançavam macho com macho e o fuzuê depois que estavam todos de pileque".
MOSTRA DE CINEMA EM AFOGADOS DA INGAZEIRA
Afogados da Ingazeira recebe a Mostra de Cinema Bela Caatinga no Cine Teatro São José, Conjunto Residencial Miguel Arraes e comunidade rural da Varzinha, nesta quarta (04) e quinta-feira (05). O objetivo da Mostra é levar à população do semi-árido longas e curtas que tem a Caatinga como cenário e o homem da região como personagens. A exibição de filmes coloca em evidência a potencialidade cultural, ambiental e econômica da Região.O projeto foi idealizado pelo Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga, recebe o patrocínio do Banco do Nordeste e Fundarpe; e tem o apoio da Loja Maçônica Arquitetos da Paz e Secretaria Municipal de Educação.
A Mostra de Cinema é gratuita e aberta a toda população.
Serviço:
QUARTA-FEIRA (04/11)
LOCAL: Cine Teatro São José
HORÁRIO: Das 10 ás 12h e das 14 às 18h
LOCAL: Povoado da Varzinha
HORÁRIO: Às 20h
QUINTA-FEIRA (05/11)
LOCAL: Cine Teatro São José
HORÁRIO: Das 09 ás 12h e das 14 às 18h
LOCAL: Conjunto Residencial Miguel Arraes
HORÁRIO: Às 20h
Fonte: ASCOM/ Assessoria de Comunicação
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
MAIS PONTOS DE CULTURA EM PERNAMBUCO

Grupos e associações culturais têm até 26 de novembro para inscreverem seus projetos no Edital de Seleção para Implementação de Pontos de Cultura em Pernambuco 2009.
O edital objetiva a implementação descentralizada do Programa Mais Cultura do Ministério da Cultura no Estado de Pernambuco, visando à criação de mais 40 Pontos de Cultura, por meio do apoio a projetos de entidades sem fins lucrativos, de caráter cultural ou com histórico de atividades culturais comprovadas.
A iniciativa faz parte da política de interiorização das ações de cultura em todas as 12 Regiões de Desenvolvimento do Estado, desenvolvida pela FUNDARPE desde 2007. Nesse segundo momento, serão destinados R$ 7,2 milhões para o fomento e desenvolvimento de atividades nas regiões da Mata Sul; Agrestes Central, Setentrional e Meridional; e Sertões do Moxotó, do Pajeú, Central, do Arararipe, do São Francisco e de Itaparica. Cada entidade contemplada receberá um repasse de R$ 180 mil, em três parcelas anuais, para manutenção e registro dos trabalhos que vêm sendo realizados na localidade.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Flávio Rocha, ator do Pajeú (Tuparetama) no elenco de Besouro
Dia 30 deste mês entra em circuito nacional, BESOURO - O filme -longa-metragem do diretor João Daniel Tikhomiroff sobre Besouro Mangangá, o lendário herói da capoeira brasileira. Nosso conterrâneo Flávio Rocha (primeiro à esquerda, em foto com outros atores na premiére do filme) está no elenco.-
Clique aqui para ver o site oficial do filme
sábado, 24 de outubro de 2009
Escola de Sertânia (PE) ganha prêmio VIVALEITURA 2009

A cerimônia de entrega do Prêmio Vivaleitura 2009 aconteceu na noite de quinta-feira, 22 de outubro, no Museu da Língua Portuguesa, Estação da Luz, em São Paulo.
Na abertura da solenidade, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, falou da importância da formação de leitores no Brasil e destacou o objetivo do projeto, que é tornar o Brasil um país de leitores, e o papel da escola nessa ação. Também citou a importância das bibliotecas como grandes centros culturais em evolução, bastante ativos, além de enfatizar a relevância dos Pontos de Leitura. Para o ministro Juca Ferreira, o brasileiro ainda lê muito pouco, cerca de 1,7 livro per capita/ano. “O livro e a leitura precisam ser melhor apresentados nas escolas para que não sejam considerados pelos alunos uma tarefa árdua e chata”, disse.
Uma iniciativa da sociedade como o Prêmio Vivaleitura, segundo o ministro da Cultura, é uma demonstração de que o livro faz parte da contemporaneidade, “não é uma ferramenta superada diante das novas tecnologias”. Ele atribuiu à família, à escola e às bibliotecas a tarefa de aumentar o número de leitores, creditando um peso maior às escolas.
Quinze projetos finalistas concorreram à premiação nas categorias Bibliotecas Públicas e Privadas, Escolas Públicas e Privadas e Instituições e/ou Pessoas Físicas. Em cada uma, os contemplados receberam o prêmio de R$ 30 mil. Conheça os vencedores:
Bibliotecas Públicas e Privadas
O projeto vencedor foi O Caminho da Leitura, de Campinápolis (MT). A iniciativa combate o analfabetismo entre os indígenas da região através de uma biblioteca que professores e caciques construíram dentro da aldeia Xavante “Semente Viva”. O índio Ciro José Sahairo, responsável pelo trabalho, recebeu o prêmio na cerimônia e declarou que o direito à educação é de todos os brasileiros. Com o valor recebido do Vivaleitura, prometeu construir um galpão para abrigar um acervo ainda maior.
Escolas Públicas e Privadas
O projeto vencedor foi o trabalho Flis - Festival Literário do Sertão, de Sertânia, município do interior de Pernambuco situado no sertão de Moxotó, área que representa um dos índices mais baixos de IDH do estado. O festival é realizado pela escola pública, Olavo Bilac, para valorizar a produção literária local e a identidade cultural da região. Em suas duas primeiras edições, o Festival promoveu atividades como saraus, palestras, leitura de contos, poesias e encenações sobre autores e artistas locais. Mais de duas mil pessoas, entre alunos, professores, pais e responsáveis já foram beneficiadas pelo projeto. Segundo o professor de português e literatura da escola, Josessandro Batista de Andrade (na foto), que também é o idealizador do Flis, os resultados são visíveis: “desde 2007 registramos um aumento contínuo no número de livros retirados em empréstimo na biblioteca da escola, os alunos criaram um jornal de poesia, chamado “O Nascer do Poeta”, com obras próprias e dos professores, e com o apoio de comerciantes locais realizamos encontros de autores e poetas da região”, diz. Segundo o professor, o próximo Flis acontecerá no mês que vem, entre os dias 15 e 17, sob o tema “Os 60 anos da escola Olavo Bilac - uma usina de talentos”.
Instituições e/ou Pessoas Físicas
O trabalho Poesia Viva - A Poesia Bate à sua Porta, de Mariana (MG) venceu na terceira categoria do prêmio. Idealizado pela artista plástica, Andréia Aparecida Silva Donadon Leal, o projeto bate de porta em porta, nas casas, estabelecimentos comerciais e escolas da cidade e municípios vizinhos, para ler contos, romances e poesias às pessoas. Com a verba do prêmio, Andréia pretende publicar as obras dos poetas da associação e ampliar o acervo de livros que é distribuído pelo projeto. Atualmente, o “Poesia Viva” acontece em Mariana, Ouro Preto, Santa Bárbara, Belo Horizonte e Ipatinga.
(Fonte/texto: Ministério da Cultura)
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
domingo, 11 de outubro de 2009
SOBRE ODÍLIA RENATA e seu espetáculo DECRIPOLOU TOTEPOU

Belo texto e crítica sensível sobre o espetáculo da nossa GRANDE Odília Renata, atriz, palhaça e mãe de VIOLETA! Texto de Juliene Codognotto no site REVISTA BACANTE:
"Decripolou, a primeira peça que assisti no Festival Internacional de Comicidade Feminina Esse Monte de Mulher Palhaça, remete a uma maneira poética e singela de levar a palhaçaria ao palco do teatro. Poética? Singela? Você pode me perguntar o que, afinal, eu quero dizer com esses adjetivos, uma vez que adjetivos sozinhos costumam dizer muito pouco. Vamos lá. Uso poético e singelo neste caso para caracterizar uma apresentação que, mesmo utilizando muita técnica (mágica, malabares e manipulação de bonecos) e contando com muitos objetos cênicos, deixa sobressair dois elementos: a poesia das falas – poesia mesmo, com rima e tudo, mas direta, em vez de rebuscada – e, sobretudo, a simplicidade da presença viva, do estar no palco com todos os sentidos abertos ao redor, sinceramente, sem afetação.
Para ser ainda mais direta, a palhaça vivida por Odília Nunes reage a tudo em volta, o tempo todo. Algo como os choques recebidos por Michel Melamed em Regurgitofagia, mas sem a necessidade do recurso aplicado por ele. E a cada resposta que dá às reações da platéia ou ao acaso presente na própria cena (uma mágica que não funciona, por exemplo), a palhaça desperta a sensação de que o roteiro ali é o de menos. Para que o palhaço seja capaz de se revelar e nos revelar, o melhor planejamento é estar aberto ao inesperado, as melhores oportunidades são justamente as que escapam ao script. Ok, parece pura teoria de clown. Mas em Decripolou isso se efetiva mesmo e acabamos por rir muito mais do imprevisível do que das ações marcadas e planejadas.
Então, escolho para desenvolver neste texto, dois momentos complementares – um planejado, outro surpreendente... ( LEIA O TEXTO COMPLETO )
TUPARETAMA GANHA PRÊMIO MYRIAM MUNIZ
A Fundação Nacional de Artes (Funarte) do Ministério da Cultura divulgou a lista de projetos contemplados pelo Prêmio de Teatro Myriam Muniz 2009. Foram selecionados, nas cinco regiões brasileiras, 86 projetos, que vão receber entre R$ 40 mil e R$ 150 mil.De Pernambuco foram selecionados apenas três projetos: Mostra 2010 de Teatro em Tuparetama (Tárcio Oliveira); Guerreiras em Circuito de Guerra - Recife PE e A Visita da Velha Senhora - Olinda PE
Saiba mais sobre o prêmio AQUI
Edital Prêmio Culturas Populares 2009 recebe quase três mil inscrições
Com quase três mil projetos inscritos até o momento, o Prêmio Culturas Populares - Edição 2009, que homenageia a artesã ceramista do Vale do Jequitinhonha Dona Izabel Mendes da Cunha, surpreende com a participação expressiva em relação às edições anteriores. Na sua primeira edição, o Prêmio Culturas Populares 2007 - Mestre Duda: 100 anos de Frevo, recebeu 791 iniciativas, sendo 260 contempladas. Na edição Mestre Humberto de Maracanã - 2008, o número de inscritos foi de 826, com 239 contemplados.
Ao todo, a Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SID/MinC), desde a sua criação, em 2005, já investiu aproximadamente R$ 9 milhões em prêmios e convênios nos editais para as culturas populares.
Fruto das discussões entre a sociedade civil, instituições vinculadas ao MinC e protagonistas dessa vertente cultural, os editais de premiação respondem a uma reivindicação da “Carta das Culturas Populares”, elaborada em Brasília durante o I Seminário Nacional de Políticas Públicas para as Culturas Populares, em 2005.
De acordo com a equipe da Coordenação-Geral de Fomento à Identidade e Diversidade Étnica da SID/MinC, o sucesso do número de inscrições neste ano deveu-se, sobretudo, à parceria com as Representações Regionais do MinC, com os governos estaduais e municipais e com a sociedade civil, que colaboraram muito na realização das mais de 30 Oficinas de Capacitação em diversas cidades do Brasil. Elas serviram para convidar e instruir a população sobre como participar do edital e fizeram parte da estratégia de ampliação e divulgação adotada pela Secretaria. O apoio dos agentes e instituições locais ocorreu não só na infraestrutura mas, principalmente, pelo esforço de mobilização. Em alguns casos, como na oficina realizada em Campo Grande (MS), algumas prefeituras do interior do estado facilitaram o deslocamento de mestres e colaboradores até o local do evento.
Além disso, as oficinas colaboram para sensibilizar os governos locais a adotarem iniciativas semelhantes, como já acontece em diversos estados e municípios brasileiros, que criaram prêmios inspirados na experiência da SID/MinC. Nesse ano foram priorizadas as localidades que tiveram baixos índices de inscrição (absoluto e/ou per capita) nas edições anteriores, como Acre, Amapá, Roraima, Rio Grande do Sul e Bahia.
Para a SID, esses são momentos importantes pelo contato direto com o público-alvo da ação. São momentos de escuta dos grupos e pessoas que compõem os segmentos que as políticas da Secretaria buscam alcançar. Ali são ouvidos diretamente os depoimentos, elogios e as dificuldades que compõem tão diferentes realidades em cada região do país, o que traz elementos importantes para reflexão, avaliação e aperfeiçoamento dos editais de premiação e de outros mecanismos adotados pela SID.
As formas de participação foram facilitadas e algumas inovações, como a inscrição oral, foram adotadas, contribuindo para o maior acesso dos mestres e membros das comunidades brincantes ao edital. A desburocratização também foi uma das diretrizes apontadas na Carta das Culturas Populares, pois o segmento ainda é muito pouco institucionalizado, o que dificulta a participação nas políticas públicas.
Para José Evangelista de Carvalho, mais conhecido como Mestre Zé de Bibi, que teve sua iniciativa contemplada no Prêmio Culturas Populares de 2007 - Edição Mestre Duda, projetos como esses são muito importantes para o país. “O edital serve de estímulo para a promoção das culturas populares”, diz o Mestre. “Com o prêmio que recebi, no valor de 10 mil reais, organizei o Museu do Cavalo Marinho”, completa. Mestre Zé de Bibi, é o único mestre de Cavalo-Marinho de bombo da região nordeste. Há mais de 40 anos está em atividade na cidade de Glória do Goitá/PE. Formou seu grupo de atores e dançarinos com mais de 20 integrantes na comunidade do sítio de Malícia. Suas apresentações despertam nos moradores do local o verdadeiro interesse por sua cultura.
O primeiro Museu do Cavalo Marinho no Brasil está localizado no município de Glória do Goitá (PE), localizado a 66 km de Recife, e este ano foi agraciado também com o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan/MinC), na categoria Salvaguarda de Bens de Natureza Imaterial. Com pouco mais de 25 mil habitantes, o município já teve cinco iniciativas contempladas no Prêmio Culturas Populares.
As inscrições para o concurso foram encerradas no dia 12 de setembro último. Mais iniciativas ainda estão chegando pelos Correios. A lista das iniciativas habilitadas para concorrer será divulgada em outubro, enquanto a lista final dos contemplados está prevista para dezembro.
Fonte: Comunicação/SID
Ao todo, a Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SID/MinC), desde a sua criação, em 2005, já investiu aproximadamente R$ 9 milhões em prêmios e convênios nos editais para as culturas populares.
Fruto das discussões entre a sociedade civil, instituições vinculadas ao MinC e protagonistas dessa vertente cultural, os editais de premiação respondem a uma reivindicação da “Carta das Culturas Populares”, elaborada em Brasília durante o I Seminário Nacional de Políticas Públicas para as Culturas Populares, em 2005.
De acordo com a equipe da Coordenação-Geral de Fomento à Identidade e Diversidade Étnica da SID/MinC, o sucesso do número de inscrições neste ano deveu-se, sobretudo, à parceria com as Representações Regionais do MinC, com os governos estaduais e municipais e com a sociedade civil, que colaboraram muito na realização das mais de 30 Oficinas de Capacitação em diversas cidades do Brasil. Elas serviram para convidar e instruir a população sobre como participar do edital e fizeram parte da estratégia de ampliação e divulgação adotada pela Secretaria. O apoio dos agentes e instituições locais ocorreu não só na infraestrutura mas, principalmente, pelo esforço de mobilização. Em alguns casos, como na oficina realizada em Campo Grande (MS), algumas prefeituras do interior do estado facilitaram o deslocamento de mestres e colaboradores até o local do evento.
Além disso, as oficinas colaboram para sensibilizar os governos locais a adotarem iniciativas semelhantes, como já acontece em diversos estados e municípios brasileiros, que criaram prêmios inspirados na experiência da SID/MinC. Nesse ano foram priorizadas as localidades que tiveram baixos índices de inscrição (absoluto e/ou per capita) nas edições anteriores, como Acre, Amapá, Roraima, Rio Grande do Sul e Bahia.
Para a SID, esses são momentos importantes pelo contato direto com o público-alvo da ação. São momentos de escuta dos grupos e pessoas que compõem os segmentos que as políticas da Secretaria buscam alcançar. Ali são ouvidos diretamente os depoimentos, elogios e as dificuldades que compõem tão diferentes realidades em cada região do país, o que traz elementos importantes para reflexão, avaliação e aperfeiçoamento dos editais de premiação e de outros mecanismos adotados pela SID.
As formas de participação foram facilitadas e algumas inovações, como a inscrição oral, foram adotadas, contribuindo para o maior acesso dos mestres e membros das comunidades brincantes ao edital. A desburocratização também foi uma das diretrizes apontadas na Carta das Culturas Populares, pois o segmento ainda é muito pouco institucionalizado, o que dificulta a participação nas políticas públicas.
Para José Evangelista de Carvalho, mais conhecido como Mestre Zé de Bibi, que teve sua iniciativa contemplada no Prêmio Culturas Populares de 2007 - Edição Mestre Duda, projetos como esses são muito importantes para o país. “O edital serve de estímulo para a promoção das culturas populares”, diz o Mestre. “Com o prêmio que recebi, no valor de 10 mil reais, organizei o Museu do Cavalo Marinho”, completa. Mestre Zé de Bibi, é o único mestre de Cavalo-Marinho de bombo da região nordeste. Há mais de 40 anos está em atividade na cidade de Glória do Goitá/PE. Formou seu grupo de atores e dançarinos com mais de 20 integrantes na comunidade do sítio de Malícia. Suas apresentações despertam nos moradores do local o verdadeiro interesse por sua cultura.
O primeiro Museu do Cavalo Marinho no Brasil está localizado no município de Glória do Goitá (PE), localizado a 66 km de Recife, e este ano foi agraciado também com o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan/MinC), na categoria Salvaguarda de Bens de Natureza Imaterial. Com pouco mais de 25 mil habitantes, o município já teve cinco iniciativas contempladas no Prêmio Culturas Populares.
As inscrições para o concurso foram encerradas no dia 12 de setembro último. Mais iniciativas ainda estão chegando pelos Correios. A lista das iniciativas habilitadas para concorrer será divulgada em outubro, enquanto a lista final dos contemplados está prevista para dezembro.
Fonte: Comunicação/SID
sábado, 19 de setembro de 2009
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
SEMINÁRIO SOBRE CANGAÇO NO CARIRI
I SEMINÁRIO CARIRI CANGAÇO
De 22 a 26 de Setembro de 2009
Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha e Missão Velha
O Cangaço se configura como um dos fenômenos mais intrigantes da história do povo nordestino. Com uma duração de quase 80 anos, teve no Cariri um de seus principais cenários. As cidades de Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha, Jati, Jardim, Aurora, Porteiras e Missão Velha, fizeram parte importante dessa história que teve seu auge na figura de Virgulino Ferreira da Silva, vulgo Lampião.
O Cariri cearense, a partir das cidades de Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha e Missão Velha, irão receber no mês de setembro de 2009, as maiores autoridades sobre o tema Cangaço, no Brasil. (LEIA MAIS AQUI)
De 22 a 26 de Setembro de 2009
Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha e Missão Velha
O Cangaço se configura como um dos fenômenos mais intrigantes da história do povo nordestino. Com uma duração de quase 80 anos, teve no Cariri um de seus principais cenários. As cidades de Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha, Jati, Jardim, Aurora, Porteiras e Missão Velha, fizeram parte importante dessa história que teve seu auge na figura de Virgulino Ferreira da Silva, vulgo Lampião.
O Cariri cearense, a partir das cidades de Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha e Missão Velha, irão receber no mês de setembro de 2009, as maiores autoridades sobre o tema Cangaço, no Brasil. (LEIA MAIS AQUI)
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
AMANHÃ COMEÇA O FESTIVAL DE TEATRO "CENA ABERTA" EM ARCOVERDE
Grupos e Espetáculos:
2. TROPA DO BALACO BACO – Arcoverde - PE - A PAIXÃO E A SINA DE MATEUS E CATIRINA e VADE RETRO – A HISTÓRIA DO HOMEM QUE VENDEU A ALMA AO DIABO...
3. GRUPO MANDA LÁ DE TEATRO - ASSOCIAÇÃO ESTAÇÃO DA CULTURA – Arcoverde - PE- FEDERIKA – O ARLEQUIM GUERRILHEIRO
4. GRUPO DA GENTE – GRUDAGE – Cabo de Santo Agostinho - PE - O CAVALO QUE DEFECAVA DINHEIRO e VIVA A NAU CATARINETA
5. COLETIVO ENAMORADOS DE TEATRO – CURSO REGULAR DE TEATRO – Recife – PE - ENAMORADOS - A DEMANDA DO AMOR
6. GRUPO ARTE EM CENA – Caruaru – PE - DEUS DANADO
7. LOUCOS E OPRIMIDOS DA MACIEL – Recife – PE - DO MOÇO E DO BÊBADO LUNA
8. – TROUPE PUXINCÓI, TEATRO E VARIEDADES - Tuparetama – PE - DECRIPOLOU TOTEPOU
9. – TROUP ERRANTE – Petrolina – PE - A DONA DA HISTÓRIA
10. TEATRO DE LIROVSKI – Recife-PE / São Paulo-SP - MERCADORIAS E FUTURO
11. O PESSOAL DO TARARÁ – Mossoró-RN - A PELEJA DO AMOR DO AMOR NO CORAÇÃO DE SEVERINO DE MOSSORÓ e O INSPETOR GERALDO
12. CIA. VICE-VERSA – Rio Branco - AC - PEQUENIQUE NO FRONT
13. CIA. DU P’TIT DOIGT – FRANÇA - TOURS LES JOUR EST UM VOYAGE
14. GRANDE COMPANHIA DE MYSTÉRIOS E NOVIDADES - CÍCLOPE
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
TODA COZINHA FALA...
Toda cozinha fala das raízes e simboliza a região de sua origem. É o resultado quase mágico da mistura de raças, crenças, idéias e ingredientes locais. Quanto mais presentes e em maiores doses os ingredientes dessa mistura, mais nos deparamos com aquilo que comumente se chama de cozinha típica. Por vias tão tênues como as fumaças dos tachos, caldeirões e panelas que acomodam cores, sabores e perfumes, chega-se à fama geral no lastro da aceitação pública(não é assim com a comida baiana e a mineira ?) ou resguarda-se no nicho do exótico. Toda cozinha típica, qualquer que seja sua aceitação, oferece tempero suficiente para bons livros. Ou pelo menos para uma crônica avulsa como esta.
Quando estávamos coletando material para a publicação de “TUPARETAMA–O LIVRO DO MUNICÍPIO” fomos à procura dessas receitas mais significativas, do modo como eram preparadas antigamente, ensinadas de mãe para filha. Algumas delas nos transmitiu Jacinta Valentim, antiga proprietária de hotel, fabricante de divinos queijos-de-manteiga, broas-de-goma, alfenins e doces-de-leite cujos sabores e qualidades sobrevivem nos resguardos da nossa memória. A família Valentim, aliás, é sinônimo de boa comida desde os tempos em que Tuparetama era apenas o povoado Bom Jesus de Afogados da Ingazeira.
De sabor tradicional temos, por exemplo, o Sarapatel e o já citado Queijo de manteiga. O sarapatel é um prato salgado feito com sangue e fígado de bode, carneiro ou porco, este último sendo considerado o mais delicioso para o prato; o sangue e fígado são escaldados, picados em pedaços pequenos e temperados a gosto; cozinha-se com água até reduzir o caldo, acrescentando-se na finalização sebo torrado. O preparo do queijo de manteiga é mais complicado, mais demorado e exige aquela pitada de talento e aptidão natural para a arte, coisas que nenhum livro de culinária ensina e que, ausente do preparo e do preparador, põe muita comida a perder. Coloca-se o leite para coalhar de véspera. No dia seguinte retira-se a nata, coloca-se a coalhada no fogo brando para ‘ficar esperta’(amornar). A coalhada morna é colocada numa mochila de algodão e dependurada para que todo o soro escorra. Quando adquirida uma grande quantidade de coalhada (este processo pode ser feito durante três dias, sempre acrescentando a nova coalhada à coalhada escorrida já existente na mochila) retira-se toda a coalhada escorrida da mochila. A coalhada é esfarelada e vai para o fogo -com um pouco de leite para retirar o ‘azedo’- num tacho de bom tamanho. Repete-se esse processo colocando mais leite e um pouco de água, mexendo com uma colher de pau até dar o ‘ponto’. Retira-se essa massa cozida do fogo e após esfriar, espreme-se até retirar todo o soro azedo. Em seguida a massa é colocada de volta num tacho, aberta e salgada a gosto. Levada novamente ao fogo brando, vai-se colocando manteiga de gado e mexendo até obter o ponto do queijo.
De origem vegetal nada é mais sertanejo que a imbuzada (detesto essa moda recente entre nós de trocar o velho “i” pelo “u”, “umbuzada ) e doce algum é mais de cá quanto o chouriço. Não dou a receita agora, fico devendo pra depois. Você não está sentindo uma vontade danada de parar essa leitura e beliscar qualquer coisa na cozinha?
terça-feira, 18 de agosto de 2009
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