sexta-feira, 22 de junho de 2007

Eita, como é bom cantar essa!

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Nas alturas

O JORNAL HOJE desta quarta-feira exibiu uma boa matéria de Beatriz Castro enfocando o trabalho e o espetáculo junino da CDPT em pernas-de-pau. Mostrou em poucos minutos a importância cultural da Cia de Danças Populares de Tuparetama e a alegria contagiante dos artistas. Quem não viu o vídeo ou deseja revê-lo pode acessar a página do Jornal ou o vídeo da reportagem.]

terça-feira, 12 de junho de 2007

É HOJE

Estou curioso para ver essa série de 5 capítulos e para conferir a participação do meu conterrâneo e amigo Flávio Rocha, do elenco. Falamos sobre a série, sobre o livro e sobre Flávio num post de janeiro, do blog anterior.

JABÁ.

UI, UI, UI !


Forrozim sacaneador esse do Ton!
Mas quem de nós nunca dançou conforme essa música?!
O Prefeito

Ton Oliveira

Mamãe, agora eu quero ser prefeito
Garanto que vou me candidatar
Do jeito que já sei mentir bastante
Acho que de hoje em diante minha vida vai mudar

Pra quem me apoiar eu dou abraço
Se falar mal de mim eu dou dinheiro e ele muda
E vai ficar tudo do mesmo jeito
Se eu ganhar para prefeito
É o mesmo "deus-nos-acuda"

E vai ficar tudo do mesmo jeito
Se eu ganhar para prefeito
É o mesmo "deus-nos-acuda"

É a cidade esburacada (ai ai ai)
E o povo vivendo mal (ui ui ui)
Mas quando a coisa ficar preta
Eu invento uma micareta
E faço aquele carnaval

Trago um conjunto da Bahia (ai ai ai)
Pago mais do que ele merece (ui ui ui)
Se pagar 100, digo que foi 500
Desviando os 400 meu saldo banqueiro cresce

Aí o povo esquece tudo (ai ai ai)
E no embalo desse som (ui ui ui)
A cidade fica feliz
E ainda tem gente que diz:
"Eita, que prefeito bom!"

A cidade fica feliz
E ainda tem gente que diz:
"Eita, que prefeito bom!"

sábado, 2 de junho de 2007

Não à Lei Rouanet para "Templos Religiosos"

imagem/divulgação da campanha: Arte Mútua
Está mais do que na hora de as pessoas envolvidas e/ou preocupadas com a verdadeira cultura em nosso País, reagirem e tomarem uma providência.

ASSINE A LISTA CONTRA O PROJETO INDECENTE

sexta-feira, 18 de maio de 2007

DOIS POEMAS DE AMAZAN


A REVOLTA DAS JUMENTAS

Quem primeiro inventou greve
Aqui em cima do chão
Foi um lote de jumentas
Até com certa razão
É que Deus tava criando
Seus animais e soltando
Uns com urro, outros com berro
E por muito ter trabalhado
Sentiu-se um pouco cansado
Porque ninguém é de ferro.

Deus estava terminando
De inventar o jumento
Mas resolveu descansar
Determinado momento
Chamou um anjo importante
Que era seu ajudante
E amigo particular
E lhe disse com capricho
Termine aqui esse bicho
Que eu vou ali descansar.

E quando Deus retornou
Do seu descanso sagrado
Deu de cara com o jumento
Que já tava terminado
Mas notou logo um defeito
E disse assim desse jeito:
"Rapaz num tem jeito não,
só dá tempo eu me ausentar,
pro negócio desandar
no setor da criação."

É que o seu ajudante
Concluindo o animal
Deixou aquele negócio
Meio desproporcional
Metro e "mei" de comprimento
Maior do que o jumento
Chega passava da venta
Deus disse: "Num presta não,
que não vai ter posição
dele subir na jumenta."

O anjo disse: "Eu ajeito,
Comigo não tem fracasso,
É só pegar uma faca
E tirar aqui um pedaço."
As jumentas escutando,
Foram logo se juntando
E num desejo comum,
Disseram logo em seguida:
"Vê se arruma outra saída,
cortar? De jeito nenhum."

E fizeram uma assembléia
Colocaram em votação
Ganhou por unanimidade
A frase do "corta não"
Com a confusão criada
Deus viu que da enrascada
O anjo não sairia,
Aí entrou em ação
Pra mostrar a dimensão
Da sua sabedoria.

A marreta de dois quilos
Pediu para alguém trazer
E disse: "Segura o jegue,
que a gente vai rebater."
Aí baixou a pancada
Dava cada marretada
Chega esquentava a marreta
E o jegue até hoje em dia
Possui a mercadoria,
Da forma de uma corneta.
0-0-0

O RICÃO DO CABARÉ

Raimundo de Chico Inácio
É um cabra lá do sertão
E o mais estrategista
Que já deu na região
Com os próprios camaradas
Pregava várias ciladas
Ganhou diversas apostas
E com o seu jeito hilário
Dizia que o otário
Tem sempre o bolso nas costas.
Socorro de Margarida
Saiu lá de Conceição
Para morar em Campina.
E no bar do Serrotão
Começou fazer programa
Vendendo o corpo na cama
Fazendo da vida um show
Quando de uma certa vez
Chegou por lá um freguês
Que por ela procurou.
Tinha umas quinze mulheres
No salão do cabaré
O cidadão foi entrando
E perguntando quem é
Socorro de Margarida
?
Uma morena nutrida
Disse assim: -sou eu amigo
E foi ficando de pé
Ele disse: _ quanto é
Pra você ficar comigo
?
Ela foi lhe respondeu
- "é só cinqüenta reais.
O quarto é por minha conta
Não precisa nada mais
".
Ele aceitou sem demora
E na hora de ir embora
Coçou a ponta da venta
E disse: foi bom demais
E deu trezentos reais
Ao invés de dar cinqüenta.
Socorro barreu a quenga
Ficou pra lá e pra cá
O cara disse- amanhã
Eu tornarei a voltar
.
Quando foi no outro dia
Qu'ele chegou já havia
Vinte donas no salão
Uma olhava, outra sorria
Querendo saber quem ia
Se abufelar com o ricão.
E pra surpresa de todas
Ele escolheu novamente
Socorro de Margarida
Que ficou muito contente
E na hora de pagar
Ele pegou perguntar
Quanto lhe devo meu bem?
Socorro olhou para um lado
E de rosto desconfiado
Disse: basta me dar cem.
O cara meteu a mão
Assim no bolso de trás
E arrastou novamente
Outros trezentos reais.
Disse: pegue aqui rainha!
Socorro ficou branquinha
Da cor da casca de um ovo
Disse o cara: _ eu vou embora
E amanhã na mesma hora
Estarei aqui de novo
.

No outro dia o salão
Ficou bastante enfeitado
Botaram até na entrada
Um tapetão encarnado
Cada cabocla bonita
Sorria, fazia fita
Cada qual mais atraente
Imaginem que o plebeu
A mulher que escolheu
Foi Socorro novamente.

As outras mulheres todas
Ficaram de baixo astral
Sem saber o que Socorro
Tinha de especial
E depois da furunfada
Socorro desconfiada
Na hora do pagamento
Que ele disse quanto é?
Ela respondeu: "seu Zé".
Hoje basta dar duzento
."

O cabra foi novamente
Com a mão no bolso de traz
E tirou para ela a quantia
De quatrocentos reais
Quando fez o pagamento
Socorro disse: um momento
Hoje eu quero saber
O que tem em mim que lhe atrai
Daqui o senhor só sai
Depois de me responder
.
Ele disse: eu sou Raimundo
De Chico Inácio, querida
Venho lá de Conceição
E sua mãe Margarida
Vendeu lá duas vaquinhas
,
Um bode e umas galinhas
E pediu pr'eu lhe procurar
Pagou a minha passagem
E mandou com muita coragem
Mil reais pra lhe entregar.
Poemas do site oficial do artista
Amazan é sanfoneiro, cantor, compositor, poeta e declamador de primeira qualidade

segunda-feira, 14 de maio de 2007

HOJE TEM FORRÓ NO CÉU


O Nordeste está mais triste hoje com a morte de Marinês, voz marcante da música brasileira, nossa RAINHA DO XAXADO, RAINHA DO FORRÓ. Ao contrário dos outros estilos de música brasileira onde se pode enumerar muitos nomes de vozes femininas, o forró possui ainda hoje poucas intérpretes. Nesta rara galeria, Marinês foi um das pioneiras e influenciou com seu estilo e sua personalidade marcantes toda as gerações posteriores de forrozeiras.

"Filha do ex-cangaceiro do bando de Lampião Manoel Caetano de Oliveira e da dona de casa Josefa Maria de Oliveira, dona Donzinha, a menina Maria Inês Caetano de Oliveira nasceu em 1936, em São Vicente Ferrer, Pernambuco. Mas criou-se na Paraíba em Campina Grande, para onde a família se mudou em 1940. Ali viveu a infância, a mocidade, o começo da carreira e a união com o sanfoneiro Abdias.
As músicas que mais atraiam a sua atenção eram os sucessos do Rei do Baião, divulgadas pelo altos falantes em postes das difusoras de Campina Grande. Qui nem Jiló, Respeita Januário, Xanduzinha, No Ceará não Tem disso não e Asa Branca, eram apenas algumas músicas que ela já sabia de cor por lhe tocarem a alma de sertaneja.
A primeira vez que viu "seu"Luiz , influência capital no desenvolvimento de seu estilo foi em 1950 , comício para escolha do Governador da Paraíba. Luiz Gonzaga estava animando o comício do candidato Argemiro de Figueiredo e do candidato a senador pela UDN Pereira Lyra, que encomendaram a ele e a Humberto Teixeira a música da campanha, chamada "Paraíba", hoje considerado uma espécie de segundo hino do estado.

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