segunda-feira, 14 de maio de 2007

QUER FESTA?

Tuparetama receberá Os Nonatos no próximo dia 18 com um show acústico no Clube e Pousada do Vale à partir das 22:00hs. Adquira seu ingresso, forme sua caravana e venha cantar/dançar com a dupla. Os jovens poetas/repentistas/compositores vêm renovando com novos ares, boa poesia e um romantismo quase brega (influência do sertanejo do sudeste?) o repente e as canções populares do nordeste. Informações sobre o show pelo telefone : (87) 3828-1059 com Graça Souza ou Lima Junior.

Uma amostra das letras dos Nonatos, ASTRONAUTA, grande sucesso da dupla:
Eu como astronauta visitei planetas
transpus os limites do céu multicor,
viajei a bordo dos meus pensamentos,
fiz do coração um disco voador,
em meio às galáxias do mundo universo,
encontrei em Marte a musa do amor.

Seu nome possui sinônimo de água,
mas ela parece ser mesmo é de Marte,
madeixas da noite, estéticas de estrela,
beleza que igual não tem em outra parte.

Eu estou em órbita entre a Terra e Júpiter,
vigiando os astros que seguem seu passos,
no céu de sua boca meus lábios decolam,
e a nuvem de beijo encobre os espaços,
e essa massa cósmica que envolve os planetas,
constituem os elos dos nossos abraços.

Seu nome possui sinônimo de água,
mas ela parece ser mesmo é de Marte,
Madeixas da noite estéticas de estrela,
beleza que igual não tem em outra parte.

Na mitologia Marte é o deus guerra,
Mas ela é a deusa da minha paixão,
seu rosto tem traços da face da lua,
seus olhos tem brilho de constelação,
e ela como a nave Discovery já fez,
uma aterrissagem no meu coração.

OUTRA DICA DECENTE:

Excelente grupo de forró pé-de-serra, com formação de jovens músicos de Arcoverde, Os Pariceiros vai fazer forró na Casa da Rabeca do mestre Salustiano em Olinda próximo dia 18 junto com o Coco Raízes de Arcoverde. Vamos todo mundo pra lá... !

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TODO DIA É DIA DE CUIDAR DAQUILO QUE A GENTE TEM DE MAIS PRECIOSO: A NOSSA MÃE NATUREZA.

sexta-feira, 11 de maio de 2007

O PAPA ESTÁ ENTRE NÓS. MELHOR RIR, PRA QUE CHORAR?


Sim, estamos todos cansados deste assunto, mas fazer o que?
Ainda nos encontramos no meio da visita papal que nos "abençoa" com sua presença, "trazendo exemplos de esperança e paz", o "representante de Deus entre nós", e por aí segue nessa ladainha capenga da mídia nacional, nos programas de tv, nos telejornais, nos intervalos, nas novelas, nos comerciais onipresentes das Casas Bahia...
Eu que nem vejo tanto assim a tv já estou vendo o rosto de Bento até na minha gata persa!

E o papa, santificado logo que pôs os pezinhos com Prada no Brasil, não tem passado, não tem podres, não tem deslizes, não tem cara feia, não tem preconceitos... então já que a imprensa nacional nos desinforma e endeusa o alemão, eu recorro às informações mais sérias e mais hilárias disponíveis na Internet. Minhas leituras selecionadas pelo SUPAPO - Serviço de Utilidade Para Poucos - do Raimundo Pajeú:

-
SEXY-PINK

E para encerrar, engrosso a corrente do apelo sincero à Padroeira do Brasil, já que o mesmo apelo ao representante de Pedro não terá efeito algum:

quinta-feira, 10 de maio de 2007

TUDO QUANTO EU QUERIA VINHA DELA

Versos do poeta VALDIR TELES

MÊS DE MAIO É O MÊS DA MÃE DE CRISTO
A MULHER QUE SOFREU MAIORES DORES
FICOU GRÁVIDA FOI MÃE POR UM MILAGRE
MAS NÃO TEVE CONTATOS SEDUTORES
TEVE UM FILHO CHAMADO DE JESUS
QUE COM SANGUE LAVOU A PRÓPRIA CRUZ
E MORREU PRA SALVAR OS PECADORES.

NESTE MÊS MARIANO NOSSAS MÃES
TÊM TAMBÉM UMA DATA DE ALEGRIA
O SEGUNDO DOMINGO DESTE MÊS
NÓS LOUVAMOS AS MÃES E Á MARIA
EU NÃO SEI SE ESTOU CERTO OU ESTOU LOUCO
MAS UM DIA PRAS MÃES EU ACHO POUCO
DEVERIA SER DELAS TODO DIA.

NOVE MESES NO VENTRE O FILHO PASSA
E A MÃE ANCIOSA DE PRAZER
FICA FRÁGIL, PESADA E NÃO RECLAMA
NINGUÉM VÊ UMA MÃE SE MALDIZER
SOFRE DESDE HORA QUE ENGRAVIDA
É CAPAZ DE ARRISCAR A PRÓPIA VIDA
PRA LHE DAR O DIREITO DE NASCER.

MINHA MÃE FEZ POR MIM O QUE PODIA
DEU-ME ROUPA, CARINHO, CASA E PÃO
MEDICOU-ME NA HORA DA DOENÇA
ENSINOU-ME NA HORA LIÇÃO
TUDO QUANTO EU QUERIA VINHA DELA
PODERIA FALTAR TUDO PRA ELA
MAS SOBRAVA O AMOR NO CORAÇÃO.

NESTE DIA DAS MÃES O FILHO RICO
DÁ PRA DELE UM PRESENTE SATISFEITO
JÁ O FILHO DA POBRE QUER LHE DAR
MAS NÃO PODE COMPRAR, NÃO TEM DIREITO
GUARDA DENTRO DO PEITO ESSE DESEJO
PEDE A BÊNÇÃO, LHE ABRAÇA E DÁ-LHE UM BEIJO
E ELA FICA FELIZ DO MESMO JEITO.

quarta-feira, 9 de maio de 2007

UMA QUESTÃO DE MACHISMO?

DESERTO AQUI TÃO PERTO

Foto de Leopoldo Nunes/JC

Semi-árido brasileiro precisa de R$ 1 bilhão por ano para escapar da desertificação.

O Painel Intergovernamental de Mudança Climática (IPCC) da ONU, foi claro ao alertar de que o semi-árido brasileiro corre o risco de se transformar em semi-deserto nos próximos 60 anos. Não é para menos, já que, a região, onde mais de 30 milhões de pessoas sofrem com a seca carece de recursos governamentais. O coordenador do Programa de Combate à Desertificação (PAN) do Ministério do Meio Ambiente (MMA), José Roberto Lima, afirma que seria necessário quase R$ 1 bilhão por ano, até 2020, para recuperar a região. Detalhe que a quantia equivale quase que ao total gasto pelo MMA com todas as ações da Pasta no ano passado (R$ 1,3 bilhão). Apesar do alerta e da demanda por mais recursos, o PAN, nos últimos três anos (2004 2005, 2006) gastou apenas R$ 3,5 milhões dos R$ 10,4 milhões autorizados em orçamento. A quantia é insignificante diante do tamanho do problema.
[...]
De acordo com Antônio Rocha Magalhães, pesquisador do IPCC, com o processo de desertificação do semi-árido, a tendência é de que a população local fique mais pobre, já que a seca afeta diretamente a agricultura de subsistência. O pesquisador acredita que é preciso tomar duas providências: amenizar o processo de desertificação, diminuindo a emissão de gases na atmosfera, e preparar a população para se adaptar às mudanças climáticas.
[...]
Lima acredita que é possível evitar que o semi-árido vire um semi-deserto em 60 anos, mas que não tem como frear, de vez, o processo de desertificação. Segundo ele, a temperatura da região deve aumentar entre quatro e seis graus Celsius nesse período.

Leandro Kleber
Do Contas Abertas

A COR DE CORDEL

imagem do blog do projeto


Cor de Cordel são releituras plásticas e literárias de doze clássicos da literatura de cordel. Os cordéis relidos tem temas variados: amor, aventura, humor, crítica. As releituras "trazem" a história para os dias atuais, imaginando como aqueles personagens e histórias seriam hoje. Temas transversais como ética, ecologia, história e sociologia são abordados. O PROJETO COR DE CORDEL foi patrocinado pela Lei de Incentivo à Cultura do Estado do Ceará e apoiado pela HIDRACOR . A tiragem foi de 1.500 exemplares, dentre os quais 1.000 foram doados a escolas públicas no Ceará.

Um exemplo:

por MAJELA COLARES E TÁRSIO PINHEIRO
Releitura de AS PROEZAS DE ZÉ LIMEIRA de Orlando Tejo


Quando a última onça suçuarana
esturrou por aqui no sec’lo três
cada índio virou um japonêse
foi fundar um Japão na Ingarana:
e viviam de arroz, de fumo e cana
a comer macarrão e macaxeira;
a quentura era tanta que a fogueira
se acendia com o cheiro do mormaço.
Eu querendo cantar, eu também faço
de repente igualzinho a Zé Limeira.

Quando a Itália perdeu pra nós a copa
nós ganhamos metade de Veneza
foi assim que viramos a princesa
deste vale sem armas e sem tropa.
Assim sendo, nos veio da Europa
João bracim, gondoleiro de primeira,
e o segredo do pão pelos Nogueira
e a buchada de Adélia, tripa e baço.
Eu querendo cantar, eu também faço
de repente igualzinho a Zé Limeira.

Notas sobre a Guerra da Transposição

imagem: iadb.org
O semi-árido brasileiro, com quase um milhão de km2, praticamente se confunde espacialmente com o bioma caatinga. Se é um semi-árido, significa que tem uma pluviosidade entre 300 e 800 milímetros por ano e um solo que não é deserto em sua composição. Vale lembrar que a pluviosidade média é de 750 milímetros por ano, embora variada no tempo e no espaço, o que significa a precipitação de aproximadamente 750 bilhões de metros cúbicos de água todos os anos sobre o semi-árido. Essa precipitação é segura. Por isso, ele é o mais chuvoso e mais populoso entre os biomas do gênero do planeta. O que falta à população é o acesso a uma capacidade de infra-estrutura capaz de guardar essa água dos tempos chuvosos para os tempos que não chove. Esta é uma tarefa do Governo. De toda essa água que cai, temos infra-estrutura para armazenar apenas 36 bilhões de metros cúbicos. Os restantes 720 bilhões se perdem para o mar ou pela evaporação.
[...]
Como sustentar a indústria da seca senão existir a seca? Não pensem a indústria da seca como apenas a do carro pipa. Esse é seu primo pobre. A principal é a das grandes obras feitas em nome do povo, mas que enriquecem uma elite restrita e privilegiada. Esse é o dilema que se encontra a nova oligarquia Nordestina, justamente quando ela propõe a maior de suas obras, que transita da indústria da seca para o agro e hidronegócio no Nordeste, isto é, a transposição do rio São Francisco. Primeiro conseguiram dividir o semi-árido em dois, como se os problemas e desafios fossem apenas do Ceará, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. Insistem em ignorar que Bahia, Sergipe, Piauí, Alagoas, Maranhão e Norte de Minas têm os mesmos desafios. Esquecem ainda que a região mais pobre de água do Brasil – embora ainda esteja num nível suficiente segundo padrões da ONU – é o sertão pernambucano. Portanto, pasmem, a região mais pobre de água do Brasil encontra-se no Vale do São Francisco.
[...]
Pessoas costumam ir a Juazeiro/Petrolina e se encantar com o que vêem; isto é, a produção de frutas irrigadas (praticamente reduzidas hoje à uva e manga) e com o verde das áreas irrigadas. Costumam propor essa vitrine como modelo para o resto do Nordeste. Porém se esquecem, ou desconhecem, que os estudos da Embrapa indicam que apenas 5% dos solos do semi-árido são irrigáveis e existe água para irrigar apenas 2%. Portanto, 95% do semi-árido serão sempre semi-árido. Ainda mais, a agricultura de sequeiro, juntamente com a criação de animais de pequeno porte, embora abandonada, é quem põe a mesa do nordestino. O feijão, mandioca, a carne de bode, de galinha, etc., tudo vem da agricultura familiar de sequeiro, não da irrigada. Por mais saborosas que sejam, ninguém vive de chupar manga e uva. Se a irrigação tem um papel, ele sempre será restrito e jamais generalizável.
[...]
Um bom marketing da transposição exigia uma satisfação aos críticos de sua concentração de terra e água, por conseqüência, de poder. Como resposta, o governo acena com assentamento de reforma agrária ao longo dos canais da transposição. É um presente de grego. Ali o cristalino está à flor da terra. Em outros termos, é pura pedra, salvo pequenas manchas férteis. Enquanto oferecem essas terras para assentamentos, o grande capital já se movimenta no vale do Apodi (Rio Grande do Norte) e ao longo dos canais na Paraíba, procurando o povo para adquirir suas terras. Os pequenos agricultores do Apodi e da Paraíba estão preocupados com seu próprio destino. Não é para menos. Em Juazeiro e Petrolina, os pequenos proprietários foram postos de fora, perderam suas terras para os empresários estrangeiros, do sul e do sudeste. Hoje formam um exército de mão de obra barata na cana e na fruticultura irrigada, morando nas periferias dos perímetros irrigados ou nos bairros periféricos das duas cidades. O que se desenha para o futuro está evidente: grandes volumes de água e melhores solos para os empresários do agro e hidronegócio. Para o povo, as pedras.


TRECHOS do artigo "Na Guerra da Transposição não há inocentes" Por Marina dos Santos, Roberto Malvezzi e Temístocles Marcelos . Leia texto completo AQUI
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