quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Reuber Brandão: Antes de ser Agro, sou Bio!

Fonte: VIOMUNDO


por Reuber Brandão*, no blog O Eco, sugestão do sgeral/MST
Ninguém é contra o agro. Sempre achei esse tema extremante bobo e, por isso mesmo, sem graça para merecer um texto. No entanto, as falácias colocadas por setores do agronegócio, repetidas pelo movimento “Sou Agro”, me levaram a escrever esse texto.
Para começo de conversa, ninguém com um mínimo de sanidade mental nega a relevância, a beleza e a importância das atividades agrícolas. Não é esse o ponto. A agricultura e a pecuária são atividades imprescindíveis para toda a humanidade. A produção e a segurança no fornecimento de alimentos permitiram o crescimento das cidades e das sociedades. A pecuária afetou profundamente nossa resistência a doenças, garantiu a proteína na dieta, permitiu formar cavalarias, criou modalidades esportivas. A agricultura contribuiu com a segurança alimentar, permitiu a domesticação de diversas variedades de plantas e influenciou profundamente a cultura de muitos povos. Nos dias atuais, diversos produtos da agropecuária são relevantes artigos de exportação que ajudam, e muito, a fazer com que a balança comercial brasileira obtenha resultados positivos. Os benefícios da agricultura são muitos e conspícuos.
A agricultura e a pecuária tem ares de milagres. Trabalhar a terra, acompanhar o crescimento das plantas e dos animais, produzir alimentos, sentir o sol no rosto e o sal do suor na boca. Esperar a chuva na hora certa. Sofrer e se alegrar com o trabalho… Sem dúvida, o proprietário rural é um guerreiro valoroso. E, muitas vezes, parece que as regras e as normas governamentais existem mais para atrapalhar do que para ajudar aqueles que tanto trabalham para gerar alimentos.
Como alguns setores da sociedade brasileira se atrevem a contestar a agropecuária? Logo a agropecuária que tanto faz pelo país, que ajudou a ocupar regiões onde antes só havia mato e bichos! Logo a agropecuária, que produz as matérias-primas que todos os brasileiros (e o mundo) usam, demandam e necessitam! Se você almoçou hoje, agradeça a um agro! Se você usou roupas, agradeça a um agro. Se você andou de carro, agradeça a um agro. Se você está hoje de ressaca por conta do churrasco de ontem, agradeça a um agro! Mais que isso, se você fez alguma dessas coisas, você é agro!
Este é o ponto no qual quero chegar. O Movimento Sou Agro é muito bem feito, é muito rico e tem grande aceitação no público em geral. No entanto, muitos dos argumentos usados para sensibilizar a sociedade são ingênuos, falaciosos e também perigosos, que em nada melhoram a relação da agricultura com a população ou com os outros setores produtivos da sociedade.
Só sou Agro porque existe o Bio
A produção de bens de consumo não é exclusividade da agricultura. Na verdade, a maior parte dos produtos derivados de produtos agrícolas só chega a nós porque outros setores produtivos desenvolveram a tecnologia necessária ao seu beneficiamento e transformação. Não é porque uso o vaso sanitário que sou Deca, tão pouco sou Sony porque ouço músicas ou sou Intel porque digito no teclado do meu computador. Dizer que todo brasileiro é agro porque consume um produto derivado de algo produzido em uma fazenda é desmerecer a complexidade da nossa sociedade, é desconhecer o intricado caminho da produção, bem como o papel dos diferentes atores nesse processo. É muita presunção acreditar que apenas a agricultura é relevante na sociedade brasileira. Se um carro usa etanol, não foi a agricultura que desenvolveu o motor que utiliza esse combustível, tão pouco os teares que produzem os tecidos. A própria agricultura depende fortemente de outras indústrias, como a química, sem as quais a atividade agrícola pode se tornar inviável.
Se este argumento é válido, somos todos Bio, afinal de contas respiramos gases produzidos por organismos fotossintetizantes que independem do nosso cultivo. O melhoramento de variedades agrícolas depende do conhecimento acerca do patrimônio genético da natureza. A fertilidade e estrutura do solo dependem fortemente dos microrganismos envolvidos na ciclagem de nutrientes e na formação da matéria orgânica. Populações de animais daninhos são eficientemente controlados por predadores naturais. Um morcego insetívoro ingere diariamente o seu próprio peso em mariposas e outros insetos que se alimentam de culturas agrícolas. A produtividade de diversos cultivares, notadamente de frutas, depende de polinizadores. Na verdade, a agricultura é o setor produtivo que mais depende de serviços ambientais para ser viável. Sem água, sem polinizadores, sem condições climáticas propícias, não existe maquinário, insumo ou reza brava que funcione… Se é agro, é bio, antes de mais nada. É uma pena que ainda existam grupos que não consigam entender o óbvio ululante.
Sou Agro, sou falacioso…
O Movimento Agro reúne alguns dos grupos mais poderosos da agropecuária brasileira. Grupos que tradicionalmente se beneficiam de vultosos financiamentos de bancos públicos. Grupos que representam proprietários de grandes nacos do território nacional.
O objetivo do Movimento Agro é, aparentemente, trivial. É buscar apoio social entre as pessoas que moram nos ambientes urbanos e que podem não entender a importância da agricultura na suas vidas. Bancado por grandes grupos, contrataram artistas globais “simpáticos” e conhecidos da população urbana para convencer que a agricultura praticada por eles é linda… Hum…
Segundo dados dos censos agropecuários, mais de 80% das propriedades rurais do Brasil são caracterizadas como familiares. No entanto, a despeito da grande superioridade numérica, esse tipo de fazenda ocupa menos de um quarto da superfície total das fazendas brasileiras. Ou seja, menos de 20% dos fazendeiros brasileiros detêm 3/4 das terras agrícolas do país. Mesmo assim, as propriedades rurais familiares são responsáveis por 70% da produção brasileira de alimentos e empregam muito mais que os grandes proprietários.
Desta forma, é claro que existe um grande conflito social no Brasil. De um lado, pequenos proprietários que trabalham muito, produzem com mais qualidade e investem na mão de obra e na diversificação de produtos. De outro lado, grandes proprietários que vivem de financiamentos públicos, produzem em grandes monoculturas, investem em maquinário e têm dinheiro para montar grandes peças midiáticas visando atingir um público específico.
Desta forma, tenho dúvidas que esse Agro realmente cresça forte e saudável. Esse Agro me parece ser o mesmo que acredita que “desenvolver” é fagocitar territórios inteiros e rapidamente convertê-los em paisagens monótonas, mantidas à custa de muita química e muita água. Que não consegue entender que os serviços ambientais são bens comuns, que não devem ser privatizados ou degradados. Uma agricultura que tenta convencer que é mais valiosa que a natureza, que a conservação de nascentes, que a manutenção de reservas legais. Que visa ocupar as áreas de proteção permanente, que ambiciona incorporar todas as fatias de terra do Brasil ao seu “modelo” de produção, de desenvolvimento, de crescimento. Uma agricultura baseada no abandono de terras degradadas para adquirir novas terras nas fronteiras agrícolas, que também serão abandonadas no futuro. Uma agricultura que deixou para trás mais de 300 mil de hectares degradados e improdutivos apenas no bioma Cerrado. Um modelo arcaico de agricultura depredatória, que repete uma lógica criada nos anos 70, onde alguns acreditavam que o único destino do Brasil era se tornar o celeiro do mundo.
Sou Agro, sou perigoso?
A história é rica em exemplos onde grupos humanos que se consideravam, por alguma razão obscura, superiores ou melhores que outros grupos humanos, causaram grandes conflitos, muitos dos quais resultaram em guerras e massacres. Argumentos vazios e falaciosos, agindo sobre as emoções das pessoas, levaram ao massacre de judeus na Europa nos anos 40, no assassinato de tutsis pelos hutus em Ruanda, no extermínio de albaneses pelos sérvios no Kosovo.
A agricultura é importante e realmente deve ser valorizada, mas todo cidadão brasileiro possui direitos e deveres. É normal acreditarmos que nosso trabalho é importante, que nosso trabalho engrandece, mas nunca devemos minimizar a importância do trabalho alheio, por menos que o entendamos. O Movimento Agro é proselitista e visa criar a sensação de que apenas a agricultura cresce no Brasil, que todo brasileiro deve algo a eles. Qual é o objetivo final do Movimento Agro? Criar na sociedade a sensação de que a agricultura não deve ser fiscalizada? Que a legislação ambiental agride a bela agricultura e que certas leis, como o Código Florestal, apenas servem para punir o nobre, trabalhador e essencial fazendeiro? Calma lá…
Realmente espero que o objetivo deste movimento não seja esse. No sítio do movimento lemos que “o Brasil pode perfeitamente ser a potência dos alimentos, da energia limpa e dos produtos advindos da combinação da ciência com a nossa megabiodiversidade” e que o “setor gera benefícios para toda a sociedade para pautar o futuro do Brasil com base no desenvolvimento sustentável”. Espero que a supracitada combinação de ciência com “megabiodiversidade” não seja entendida pelo movimento apenas como a produção de organismos geneticamente modificados, visando somente a produtividade agrícola, mas sim a conservação da biodiversidade e dos processos ecológicos-evolutivos responsáveis por sua manutenção, nem que o tão batido “desenvolvimento sustentável” seja apenas o sustento do desenvolvimento agrícola.
A questão da agropecuária vai muito além do Movimento Sou Agro. A maior parte do território brasileiro está nas mãos de proprietários rurais. Existem mais de 5 milhões de fazendas espalhadas por todo o território nacional. É impossível fazer conservação de biodiversidade no Brasil sem o apoio dos agricultores, da mesma forma que a conservação necessita trazer benefícios para quem está no campo. O Brasil, país detentor da maior biodiversidade do planeta, também é uma potência agrícola. Essa é a maior prova de que não existe nada de errado em produzir e conservar. Produzir de verdade e conservar de verdade. Não existe incompatibilidade nisso.
A agricultura e a pecuária, como diversas outras atividades, sempre dependeram de serviços ambientais e do meio ambiente equilibrado para seu sucesso. A agricultura depende da oferta de água, depende da polinização, depende da conservação do solo, depende de um clima previsível. Conheço muitos proprietários rurais que percebem isso e entendem que podem compatibilizar a produção agrícola com a preservação dos processos ecológicos (e dos organismos que os mantêm) em suas propriedades. Nunca houve incompatibilidade entre produção e conservação. A quem interessa alimentar essa celeuma? Certamente não interessa à sociedade brasileira.
Para garantir que a conservação e a produção andem juntas, é necessário, antes de tudo, seriedade na ocupação do território. Isso significa não apenas planejamentos patrocinados pelos governos em grandes escalas territoriais, mas também na ocupação do solo nas fazendas. A preocupação com a conservação do solo, a manutenção das matas ribeirinhas, o cuidado com a água e a vegetação é uma prova do respeito do proprietário com sua própria terra, com a sustentabilidade da terra que ele vai deixar para os seus filhos.
O agro que respeita será recompensado
A economia está mudando. Os mecanismos econômicos de pagamento por serviços ambientais estão sendo refinados e em pouco tempo estarão operando. Proprietários que contribuem com a conservação destes serviços podem receber receitas relevantes pelo simples fato de terem conservado atributos ambientais em suas propriedades. Diversos serviços podem ser explorados nas propriedades rurais onde existam atributos ambientais relevantes. Basta que proprietários empreendedores e conscientes atuem em tais oportunidades. O preconceito de algumas poucas pessoas dos diferentes setores (conservacionista e agrícola) em nada contribui para a percepção de tais oportunidades.
Certas abordagens de pesquisa, como o estabelecimento de “Parques do Pleistoceno”, podem demonstrar a importância da pecuária em pastagens nativas no Brasil e, porque não, na relevância do gado para o aumento da diversidade vegetal e o controle de incêndios florestais? O agronegócio contribuiu fortemente para que raças de gado nacionais, como o robusto, leve e manejável caracu e os resistentes curraleiros, os quais se adaptam às pastagens nativas e a uma enormidade de fontes de alimento, fossem substituídos por zebuínos criados em sistemas de monoculturas de gramíneas exóticas. É esse o Brasil que cresce saudável?
O Brasil é um país agrícola. Todo brasileiro reconhece a importância da agricultura. No entanto, o brasileiro reconhecerá cada vez mais a importância dos agricultores que entendem e contribuem para a conservação do patrimônio natural do Brasil, que enxergam o futuro e pensam nos filhos dessa terra.
* Este texto contou com excelentes sugestões de Fernando Fernandez.
Reuber Brandão é biólogo e doutor em ecologia, leciona manejo de fauna e manejo de áreas protegidas na Universidade de Brasília. Estuda répteis e anfíbios com paixão. Analista Ambiental do IBAMA entre 2002 e 2006.

TEM FESTA E TEM MAIS CULTURA EM OUTUBRO NO PAJEÚ


PARA QUEM GOSTA DE DANÇA E ESTÁ EM RECIFE

terça-feira, 30 de agosto de 2011

O novo som de Clayton Barros, o motor musical da extinta Cordel do Fogo Encantado


OS SERTÕES


        Clayton Barros - voz, violão, guitarra 
        Rafael Duarte - voz, baixo 
        Deco Trombone - sopro 
        Perna - bateria 

       Clayton Barros é um músico brasileiro, violonista, vocalista e compositor, ex-integrante da banda Cordel do Fogo Encantado. Em 2010, com o final da banda, Clayton começou um novo projeto onde ele deixa transbordar toda a sua criatividade e inspiração. 
       A banda é composta pelo vocalista e violonista Clayton Barros, Deco Trombone, da banda Ska Maria Pastora, do baixista Rafael Duarte, do grupo Rivotrill, e do baterista Perna, da banda Radistae. O repertório é baseado em composições próprias, além de interpretações de Zé Ramalho e Les Baxter. De acordo com Clayton, as músicas foram compostas ao longo da trajetória do Cordel do Fogo Encantado e outras feitas após o fim da banda, em fevereiro de 2010. 
     “A inspiração para novas músicas parte de viagens e discussões sobre o tempo, as cidades e seus paradoxos”. 
       Os Sertões já articula apresentações no Recife e em outros Estados. Ainda esse ano a banda pretende trabalhar na gravação e no lançamento de um CD. 
       Clayton Barros é um artista completo, cheio de poesia e inspiração, vale a pena ver o seu novo trabalho surgindo. 

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SEXTA-FEIRA TEM O 8º BALAIO CULTURAL EM TUPARETAMA


sexta-feira, 19 de agosto de 2011

FESTIVAL DE CANTADORES PAJEÚ DAS FLORES


3 cidades do Pajeú sediarão o I Festival de Cantadores do Pajeú dos Flores Em Afogados da Ingazeira (21/08)  e Tabira (28/08) acontecerão as eliminatórias, e em São José do Egito (06/09) a FINAL.  O evento terá as presenças de poetas renomados e de vários declamadores, além de programação variada (veja cartaz).
 

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

CIA. DE DANÇAS POPULARES DE TUPARETAMA INICIA NESTE SÁBADO A CARAVANA OLHA A PISADA!

Começa neste sábado, dia 13, a programação oficial do projeto OLHA A PISADA! da Cia. de Danças Populares de Tuparetama.


A comunidade rural do Alto de São Jorge (São José do Egito) foi a escolhida para o início do projeto e recebe as atividades da Caravana OLHA A PISADA!. Pela manhã haverá a OFICINA gratuita de MOBILIDADE e DANÇA POPULAR (EXPRESSÃO CORPORAL) EM PERNA-DE-PAU. À noite o público assistirá a apresentação do espetáculo DANÇANDO NAS ALTURAS. As ações acontecerão em espaço aberto, na área livre em frente à Capela do povoado.

OLHA A PISADA! está entre os projetos que foram classificados para o Prêmio de Dança Klauss Vianna 2010, referentes à circulação nacional de espetáculos e a outras atividades de dança.O Prêmio Klauss Vianna é uma ação fundamental de incentivo à produção artística, à circulação de espetáculos e à formação de público para a dança no Brasil. Seu nome é uma homenagem ao bailarino, coreógrafo, ator, diretor, professor e crítico de teatro e de dança Klauss Vianna (Belo Horizonte, MG, 1928-1992), que criou um método precursor de preparação corporal para artistas cênicos.

A Associação dos Integrantes da Companhia de Danças Populares de Tuparetama é o único grupo pernambucano entre os selecionados, com Olha a Pisada! Caravana "Dançando nas Alturas" em comunidades rurais do nordeste.

OLHA A PISADA! é uma caravana cultural que vai percorrer 12 comunidades rurais do nordeste durante o 2º semestre de 2011, com o espetáculo de danças em pernas-de-pau DANÇANDO NAS ALTURAS tendo como atividade complementar a Oficina de mobilidade e dança popular em pernas-de-pau:

SACO DO ROMÃO – Flores-PE
VILA DO TIGRE – Santa Terezinha-PE
POÇO DA CRUZ – Ibimirim-PE
VILA TRAPIÁ – Riacho das Almas-PE
CAIÇARA- Ingazeira-PE
ALTO SÃO JORGE- São José do Egito-PE
SÍTIO PENDÊNCIA - Soledade-PB
ASSENTAMENTO MANDACARU- Sumé- PB
DEPENDÊNCIA-Ouro Velho-PB
ALTO DO TAMANDUÁ – Poço das Trincheiras-AL
AVILAR-Jundiá-AL
MALHADA GRANDE- Paulo Afonso-BA


Com a caravana OLHA A PISADA! essas comunidades rurais terão acesso a espetáculos e oficinas que promovam o intercâmbio de grupos e artistas e o fortalecimento da dança como linguagem de expressão, de integração e de identidade regional.

Informações:  Cia. de Danças Populares de Tuparetama

VEJA O BLOG DO PROJETO CLICANDO AQUI

sábado, 23 de julho de 2011

SAUDADE! ALBUM DE FIGURINHAS DA COPA DE 82

O futebol brasileiro não vai bem. Está perdendo até nos Jogos Militares. Por isso nada melhor do que voltar ao passado e relembrar nossa infância e nosso orgulho quando a seleção encantava a todos, mesmo quando perdia.  E não é que "navegando" pela Internet encontrei este post no blog BEM LEGAUS!  Se você tem mais de 30 anos, certamente teve um album desses:


Álbum da Copa de 82


CLIQUE AQUI PARA VER O ALBUM COMPLETO - Link

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Gays em novelas: Censura ou público imaturo para a discussão?

FAMOSIDADES
FAMOSIDADES
Por TAYNARA MAGAROTTO
SÃO PAULO - Dizem por aí que teledramaturgia, em geral, tem como uma de suas missões abrir a discussão sobre questões polêmicas, quebrar preconceitos e falar sobre tabus. Beijo entre um homem e uma mulher aconteceu, fez sucesso e hoje é totalmente aceito. O nu também foi uma grande etapa a ser ultrapassada, e é colocado no ar atualmente como nunca e encarado de forma normal pelos telespectadores. Mas há uma coisa que ainda não é discutida nas telinhas. Sim, voltamos para o ponto do beijo gay.
Depois de um tempo sem tocar no assunto profundamente, e evitar imagens mais íntimas entre personagens do mesmo sexo, a TV brasileira resolveu abordar a temática homossexual com mais força este ano. Atualmente, o Brasil acompanha duas novelas que abordam – ou abordavam até esta semana – o mundo gay: “Insensato Coração”, da Globo, e “Amor & Revolução”, do SBT.
Desde seu início, a novela global contou a história de três personagens gays: Eduardo (Rodrigo Andrade), Roni (Leonardo Miggiorin) e, por último, Hugo (Marcos Damigo). Nas últimas semanas, o público pôde ver uma maior aproximação entre Edu e Hugo e cenas que induzem o telespectador a pensar que os namorados passaram a noite juntos e se beijaram na boca. Mas o beijo, o abraço, o sexo não são mostrados em cena.
Em “Amor & Revolução”, a história chega a ser parecida, mas há um diferença que vale registrar. O romance de duas mulheres, Marcela (Luciana Vendramini) e Marina (Giselle Tigre), já foi bem exposto e até rolou beijo na boca em horário nobre da TV brasileira. A sequência, no dia que foi exibida, ficou entre os assuntos mais falados nas redes sociais.
Porém, no início desta semana, a Rede Globo determinou que a história dos homossexuais Eduardo e Hugo “fosse completamente esfriada no folhetim”. Além disso, segundo o jornal "Folha de S.Paulo", a emissora pediu silêncio aos autores e atores, para que não levantassem nenhuma bandeira relacionada ao assunto  homossexualidade.
O mesmo jornal publicou uma matéria em que contava que o SBT também pediu para os atores “baixarem a bola” quando o assunto for o relacionamento entre as gays Marcela e Marina. Além disso, a novela “Amor & Revolução” já teve algumas cenas de uma aproximação maior entre as personagens vetadas pela emissora.
Divulgação/Sergio Santoian
Divulgação/Sergio Santoian
Há quem diga que a televisão é um meio de comunicação que atinge todos os públicos, independente de sua cor, sexo, classe social ou orientação sexual. Porém, vale destacar que o relacionamento homoafetivo não é necessariamente mostrado como realmente é.
Em tempos de lei de reconhecimento legal da união homoafetiva sendo aprovada no país, será que o público está preparado para encarar cenas de beijo, nudez e até sexo entre pessoas do mesmo sexo? Ou, na verdade, são as emissoras de TV que não querem arriscar seus valiosos números de audiência colocando no ar o que pode não agradar muita gente? Será uma auto-censura?
Famosidades conversou com Rodrigo Andrade, ator que dá vida a Eduardo na novela “Insensato Coração”. Além de ter um namorado (Hugo, vivido por Marcos Damigo), o personagem estava em intenso conflito com sua mãe, Sueli (Louise Cardoso), que sofreu assim que soube da orientação sexual do filho.
Questionado se essa não seria a hora de arriscar e colocar no ar cenas mais quentes de Eduardo e Hugo, como nudez, o ator se mostrou esperançoso. “A Globo tem um grande padrão de qualidade. Ela tenta fazer uma imagem que não vai agredir. Cena de homens nus vai chocar. A gente já está no crescente. Uma hora isso vai rolar, sim, do mesmo jeito que rola cenas de sexo entre homem e mulher... Mas vai levar um tempo para ser uma coisa natural”, disse.
Rodrigo também comentou que é favor do beijo gay na novela, mas ponderou: “Eu faria, mas não acho necessário. Porque a história entre Eduardo e Hugo já está muito bem contada. É uma história de amor. Não são dois adolescentes. Eles se amam, se apaixonaram. Igual um homem se apaixona por uma mulher. Quando a gente se apaixona por homem e mulher, a gente vai atrás, chora, briga. Acho que o beijo é um símbolo importante de carinho, atenção. Um beijo fala mais do que mil palavras. Se rolasse beijo seria legal. A sociedade precisa parar de ver isso como uma coisa absurda. Acho uma bobagem essa polêmica [de beijos gays em novela]. Se rolasse, acho que conseguiria mostrar para a sociedade que é normal e que não vai machucar ninguém. Acho um pouco difícil. Mas se não rolar, não vou me sentir frustrado”.
Reprodução
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Mas parece que a homofobia e a homossexualidade não são causas a serem criticadas, apoiadas ou, simplesmente, discutidas nas novelas brasileiras. Pelo menos não ainda. Na tarde da última terça-feira (19), a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) enviou um comunicado à Rede Globo criticando a posição da emissora de censurar a novela:
“Entendemos que, longe de estar fazendo uma apologia, a novela está cumprindo um papel importantíssimo como veículo informativo, servindo para desmistificar a homossexualidade perante a sociedade em geral, contribuindo para modificar as atitudes que fazem prevalecer a homofobia. Censurar neste momento parte do teor que já vinha sendo anunciado pela própria emissora mesmo antes da novela ir ao ar, nos parece um recuo que apenas serve para referendar a mensagem que a própria novela estava passando: a homofobia ainda está predominante em nossa sociedade”.
Procurada pelo Famosidades, a assessoria da novela global respondeu às críticas sobre censura de sua trama:
“Em primeiro lugar, a obra não é de terceiros. É da TV Globo que contrata autores para escrever as suas histórias que leva ao ar a todos os brasileiros. Logo, não se pode falar em censura porque a obra é nossa. No nosso entendimento, a causa é a diversidade e o respeito às diferenças, e não propriamente a homossexualidade ou a heterossexualidade, ou quaisquer outras formas de orientação individual. A ciência - incluindo Freud - reconhece que a sexualidade, com suas variantes éticas e morais - é baseada na singularidade. Nossas tramas registram a afetividade e o preconceito, mas não cabe exaltação. Cabe, sim, combater a intolerância, o preconceito e a discriminação contra elas, o que temos estimulado cotidianamente inclusive por meio de campanhas. Porém, a livre sensibilidade artística é a única medida possível para delinear a ousadia criativa, o que vale para toda e qualquer situação ou tema. Esse desafio torna-se ainda mais difícil quando se trata de respeitar uma audiência não-segmentada, múltipla em suas expectativas e preferências”.
Reprodução
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Na real, Gilberto Braga e Ricardo Linhares avisaram, antes mesmo da novela se iniciar, que iam narrar histórias homoafetivas ao longo do folhetim, e parece que receberam mesmo um "pedido" para dar um breque na história romântica de duas pessoas do mesmo sexo.
Perguntado como era o assédio do público na rua, Rodrigo Andrade disse que a reação das pessoas é “bem bacana”. “A repercussão ficou muito grande na rua. Sempre uma resposta muito positiva. Até hoje ninguém veio com o preconceito, com piadinhas de mau gosto. Já está ficando comum. Já vieram até homossexuais conversar comigo, dizendo que se identifica com Eduardo. Teve até um homem que me disse que até parecia que Gilberto Braga sabia as palavras que a mãe dele usou quando mostrou a cena da conversa entre Eduardo e sua mãe, Sueli”, contou ele ao Famosidades.
“Insensato Coração” não começou a abordar um assunto apenas com a mídia e os telespectadores, não. Até os personagens tiveram uma mudança de visão sobre homossexualidade com a trama, como Rodrigo. “Mudei muito, muito, muito. Cresci como ser humano. Antes da novela, nunca tive preconceito, mas era um mundo desconhecido pra mim. Se eu visse um link sobre um assunto em um site, por exemplo, não parava para ler. Não me chamava atenção”, admitiu.
Porém, o ator mudou quando começou a estudar para o personagem e percebeu o quanto ruim para a sociedade é o preconceito sexual. “Me sinto agredido também quando vejo notícias de pessoas que batem em homossexuais. Sou totalmente contra a homofobia. Levanto a bandeira e não vejo problema nisso”, disparou ele, que ressaltou que está “representando um ser humano de bem, de caráter”.
Na novela global, a censura vale somente para os personagens Hugo e Eduardo. Espevitado, cheio de humor e com cenas um tanto caricaturadas do cotidiano de um gay, Roni (vivido por Leonardo Miggiorin) terá suas cenas sem nada de censura.
Vale destacar que, nessa semana, o Ministério da Justiça decidiu manter a classificação indicativa de “Insensato Coração”, não recomendada para menores de 12 anos. O órgão público avalia que a novela tem exibido conteúdo de relevância social, principalmente para valorização e respeito aos direitos homossexuais.
Mas parece que não é isso o que está acontecendo, não é?! Em 2011, temos a impressão de que estamos vivendo sob censura, sob medo constante de "ferir" o outro com algo "fora do comum". Resta-nos saber se as emissoras brasileiras que resolveram tocar na ferida, e mostrar quem machuca e quem é machucado, estão com medo de se aprofundar ainda mais nessa experiência, ou se é o público que ainda não está preparado para aceitar o assunto.

Funarte investirá mais de R$ 100 milhões em projetos culturais

Fonte: FUNARTE

O presidente da Fundação Nacional de Artes, Antonio Grassi, anunciou na segunda-feira, 18 de julho, os programas de fomento às artes em 2011. Serão investidos mais de R$ 100 milhões em projetos nas áreas de teatro, dança, circo, música, artes visuais e de integração entre as artes. O encontro foi na Sala Sidney Miller, no Rio de Janeiro, e contou com a presença da secretária de Cidadania Cultural, Marta Porto; do representante regional do Ministério da Cultura, André Diniz; da bailarina e coreógrafa Angel Vianna; dos atores Paulo Betti e Cristina Pereira, além de profissionais da área da cultura.

Com orçamento quase 50% maior que o do ano passado, será lançado até o fim de agosto o Prêmio Myriam Muniz, uma das principais ações de estímulo à produção teatral no país. O investimento no programa, que em 2010 foi de R$ 7 milhões, passou este ano para R$ 10 milhões. Além disso, estão programadas a retomada do projeto Mambembão, de estímulo à circulação de espetáculos; a reabertura do Teatro Dulcina, no dia 2 de agosto; e a estreia sul-americana do espetáculo “Uma flauta mágica”, de Peter Brook, em setembro (que faz parte da programação especial do Teatro Dulcina).

Também serão lançadas as novas edições do Prêmio Klauss Vianna de Dança e do Prêmio Carequinha de Estímulo ao Circo, cada um com investimento de R$ 4,5 milhões; e, ainda, do Programa Rede Nacional de Artes Visuais, que contará com R$ 1,9 milhão. Em outubro, será realizada a 19ª Bienal de Música Contemporânea Brasileira, considerada a mais importante mostra de música erudita do país.

Com o objetivo de descentralizar a política de fomento, o programa Microprojetos Mais Cultura Rio São Francisco, concederá prêmios de R$ 15 mil para que pequenos produtores possam viabilizar seus projetos. O investimento total do programa é de R$ 16,2 milhões.

Outra novidade é a digitalização do acervo Walter Pinto, um dos maiores empresários do Teatro de Revista, e que será também transformado em livro. A ação faz parte do projeto Brasil Memória das Artes, que conta com patrocínio da Petrobras no valor de R$ 1 milhão. Com a digitalização de seu acervo, a Funarte preserva e torna acessível ao público, através da internet, a memória cultural brasileira.

No fim de agosto, deverão ser divulgados os resultados dos Prêmios ProCultura, com investimentos de R$ 48 milhões nas áreas de teatro, dança, circo, artes visuais e música. E, ainda no mês de julho, começa o processo de seleção de projetos para a ocupação de dezenove espaços culturais da Funarte. Além disso, estão mantidos o apoio à literatura, à fotografia, à criação em música erudita e à circulação de música popular, além das oficinas de capacitação técnica e artística em diferentes segmentos.

Durante o evento, o presidente da Funarte fez questão de apresentar ao público a Triga de Ouro, prêmio máximo da Quadrienal de Praga, o maior evento de cenografia do mundo. O troféu foi conquistado pela participação brasileira no evento. “Mais do que um prêmio para a Funarte, é um prêmio ao talento e ao trabalho do artista brasileiro”, definiu Grassi. Sobre as ações da Funarte, ele disse que são vários os desafios, mas cabe à instituição, em trabalho integrado com o Ministério da Cultura e outras secretarias, avançar nas conquistas.

7º BALAIO CULTURAL DE TUPARETAMA


Conheça o blog do Balaio:  www.balaioculturaltuparetama.blogspot.com

terça-feira, 19 de julho de 2011

FUNDARPE DIVULGA programação do Pernambuco Nação Cultural Sertão do Pajeú

Fonte: FUNDARPE


53ª Festa dos Estudantes acontece de 23 e 30 de julho. Festival também chega a sete cidades da região com atividades artísticas e de formação

O Sertão do Pajeú irá se transformar no centro cultural do Estado a partir do próximo sábado. Entre os dias 23 e 31 de julho, a caravana do Pernambuco Nação Cultural (FPNC) chega à região levando uma programação variada que engloba atividades artístico-culturais e de formação. O evento terá como polo a cidade de Triunfo que realiza pela 53ª edição sua festa mais concorrida: a Festa dos Estudantes. 

Seguindo o conceito da descentralização artística, o festival também chega a seis municípios do Pajeú: Afogados da Ingazeira, Carnaíba, Tabira, Serra Talhada, São José do Egito, Tuparetama e no distrito de Jericó (Triunfo). Oferecer uma programação que valorize as tradições culturais da região ao mesmo tempo em que são apresentados novos artistas e formatos é a proposta do Pernambuco Nação Cultural. 

Na edição do Sertão Central, além dos shows que acontecerão em Triunfo, no palco montado na Praça de Eventos, apresentações de artes cênicas, plásticas, fotografia, dança, teatro, audiovisual, entre outras linguagens, se espalharão por todas as cidades, criando um clima de imersão cultural que é uma das marcas do FPNC."A qualidade e a quantidade das manifestações na região do Sertão do Pajeú, com poetas repentistas e grupos quilombolas reforça a riqueza cultural que o festival vai tentar potencializar. A intensão é envolver toda a região com esse evento", diz o secretário de Cultura Fernando Duarte. O secretário lembra que o foco na produção artística do Pajeú será ampliado ainda pelo Festival de Cinema de Triunfo, que acontecerá de 15 a 20 de agosto, com mostras competitivas de longas e curtas nacionais". O Festival de Cinema, no mesmo período, promoverá o 3º Encontro de Cineclubles de Pernambuco, e o 2º Seminário Desenvolvimento Sustentável do Audiovisual no Nordeste.

CONFIRA ABAIXO A PROGRAMAÇÃO COMPLETA do Festival Pernambuco Nação Cultural do Sertão do Pajeú , DIVULGADA HOJE PELA FUNDARPE:

TRIUNFO
Shows - Palco Principal - Praça de Eventos
Sábado - 23/07  Ambrosino Martins (PE),  Fim de Feira (PE) e Raça Negra (RJ)
Domingo - 24/07 Forró Global (PE), A Roda (PE) e Luiza Possi (SP)
Segunda - 25/07 Wassab (PE), Estuário (PE) e A Trombonada (PE)
Terça - 26/07 Karina Spinelli (PE), Belo Xis (PE) e Galeria do Ritmo (PE)
Quarta - 27/07 Kerigma (BA) e 4 por 1 (RJ)
Quinta - 28/07 Orquestra Edição Extra (PE), Assisão (PE), Radiola Serra Alta (PE) e Frejat (RJ)
Sexta - 29/07  Fabrício Ramos e os Templários (PE), Criolo (SP), China (PE) e Geraldinho Lins (PE)
Sábado - 30/07 Junior e Forró Mió (PE), Bia Marinho (PE), Trio Nordestino (BA), Maciel Melo (PE) e Falamansa

Artes Cênicas
Apresentações de Grupos de Cultura Popular : Domingo, 24 de julho - Coreto - 20h
Apresentações de Dança : Quarta a sexta, 27 a 29 de julho - Cine Teatro Guarany - 19h


Artes Plásticas
Exposição "O Santo é de Barro" - Domingo a sábado - 24 a 30 de julho - Rua Manoel Pereira Lima - Dia todo


Patrimônio
Pernambuco na memória: conte aqui a sua história - Segunda a sábado - 25 a 30 de julho - Coreto - 16h às 23h


Artesanato
Caminhão do Artesanato - Sábado a sábado - 25 a 30 de julho - Rua Manoel Pereira Lima - Dia todo


Literatura
A Gente da Palavra com os poetas Miró, Vitória Gabrielle, Mariane Bigio e Felipe Jr - Terça a quinta-feira - 26 a 28 de julho - Ruas de Triunfo - Dia todo


Música
Apresentações de Bandas Filarmônicas e Serenata de rua - Grupo Trovadores de Triunfo - Quarta-feira, 27 de julho - Coreto - 20h


Cultura Popular
Encontro de Bonequeiras- Quinta-feira, 28 de julho - Escola São Vicente - 08h
Encontro de Reisado, Pastoril e São Gonçalo- Quinta-feira, 28 de julho - Coreto - 18h
Encontro de Cocos e Afoxé Yamim Balé Gilê- Sexta-feira, 29 de julho - Coreto - 20h
Acorda Povo e Encontro de Bacamarteiros- Sábado, 30 de julho - Cine Teatro Guarany - 06h
Cortejo com Tabaqueiros, Caretas e Orquestra de Isaías- Sábado, 30 de julho - Coreto - 14h


Fotografia
Exposição "Um olhar sobre os Pontos de Cultura de Pernambuco"- Sexta a sábado, 25 a 30 de julho - Centro Cultural Padre Ibiapina - 09h às 17h


Exposição "Fonofotografia"
Sexta a sábado, 25 a 30 de julho - - Manhã
Visitação do acervo fotográfico da cidade de Triunfo - Diana Rodrigues Lopes
Sexta a sábado, 25 a 30 de julho - Avenida Prof. Pompylio Wanderley, 20 - Centro - 09h às 12h e de 14h às 17h
Varal Fotográfico do 3 Prêmio Pernambuco Nação Cultural - Cidades: paisagens contemporâneas
Terça a sábado, 23 a 30 de julho - Praça de Eventos

AFOGADOS DA INGAZEIRA


Audiovisual
Mostra de Cinema "O Imáginario do Sertão"- Terça-feira, 26 de julho - Cine São José - 19h
Programação: Até o sol raiá de Fernando Jorge e Leandro Amorim, O jumento santo e a cidade que se acabou antes de começar de Leonardo Domingues e William Paiva, Incenso de Marcos Hanois, Bode Movie de Tarciano Valério, Do morro? de Myckaela Plotkin e Rafael Montenegro, O Sertão de Zé do Mestre de Tila Chitunda e Coco de improviso e a poesia solta no vento de Natália Lopes (Ponto de Cultura TC e Laboratório de Intervenção Artística - LAIA)

Mostra de Cinema "O Imáginario do Sertão"
Quarta-feira, 27 de julho - Cine São José - 19h- Programação: Faço de mim o que quero de Petrônio de Lorena e Viajo porque preciso volto, porque te amo (longa metragem) Marcelo Gomes e Karin Ainouz

Encerramento da Oficina Realizando em 1 Minuto
Sexta-feira, 29 de julho - Cine São José - 17h
Programação: Velho Samba da Ilha de Chico Egídio (Ponto de Cultura Cine Raiz) e As toadas do Mestre Zé de Bibi de Janaína Félix e Micheli Santana (Ponto de Cultura Ação Cultural - Projeto Seu Zé)

Música
Quinta Cultural - apresentação do Grupo de Flauta Doce Infantil do Pajeú, Banda de Pífanos Santo Antônio e Rabecado
Quinta-feira, 28 de julho - Cine São José - 20h

CARNAÍBA

Fórum Regional de Cultura
Segunda, 25 de julho - Escola Estadual João Gomes Reis - 08h30

Cultura Popular
Encontro Cultural das Comunidades Quilombolas do Sertão do Pajeú
Quinta-feira, 28 de julho - Quilombo Eufrasino José da Silva - 09h às 12h e 14h às 18h30


Música
Apresentações de Bandas Filarmônicas - Filarmônica Santo Antônio (Carnaíba), Filarmônica Maestro Israel Gomes (Carnaíba) e Banda Musical Isaías Lima (Triunfo)- Terça-feira, 26 de julho - Praça de Eventos - 19h
Apresentações de Cultura Popular- Sexta, 29 de julho - Praça de Eventos - 19h

FLORES


Música
3ª Copa Pernambucana de Bandas e Fanfarras - Realização Secretaria Estadual de Educação
Domingo, 31 de julho - Cidades de Flores - Manhã

SERRA TALHADA


Cultura Popular
Apresentação de Grupos de Xaxado: Bandoleiros de Solidão, Luiz Pedro, Renascer do Sertão, Cabras de Lampião- Quinta-feira, 28 de julho - Pátio da antiga Estação Ferroviária - 19h

Música
Encontro de Bandas de Garagem: Banda Kaêra, Banda Doppamina, Banda No Sense, Banda Metal Milícia, Andranjos, Combo Percussivo´- Sexta-feira, 29 de julho - Pátio da antiga estação ferroviária - 19h
Palestra Estratégias para construção de carreira musical com Gilmar Bola 8 (Nação Zumbi)
Sala Multimídia do Museu do Cangaço, 29 de julho, 17h

TABIRA


Cultura Popular
Apresentação de Grupos de Samba de Coco- Terça-feira, 26 de julho - Praça Gonçalo Gomes - 20h


Literatura
Encontro literário com poetas e repentistas (Mesa de Glosas)- Quarta-feira, 27 de julho - Auditório da Escola Estadual Alves Cavalcanti - 19h


Música
Encontro de Trios Pé de Serra e Declamadores- Quinta e sexta-feira, 28 e 29 de julho - Praça Gonçalo Gomes - 20h

TUPARETAMA


Cultura Popular
Balaio Cultural: Paulo Matricó, Vozes do Campo, Adelmo Aguiar e Denilson Nunes, Afoxé Alafim Oyo, Rodriguinho do Acordeon e Os Forrozeiros, Dida Sanfoneiro e seu regional
Sábado, 30 de julho - Palco da Academia da Cidade - 19h

SÃO JOSÉ DO EGITO


Cultura Popular
Quintal da Cantoria- Quinta-feira, 28 de julho - Marcelo's Bar - 20h

UMA FESTA IMPERDÍVEL: NOITE DE FORRÓ E POESIA EM TABIRA

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