sábado, 19 de setembro de 2009

CUIDADO COM O QUE VOCÊ ANDA VENDO...

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

SEMINÁRIO SOBRE CANGAÇO NO CARIRI


I SEMINÁRIO CARIRI CANGAÇO
De 22 a 26 de Setembro de 2009
Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha e Missão Velha

O Cangaço se configura como um dos fenômenos mais intrigantes da história do povo nordestino. Com uma duração de quase 80 anos, teve no Cariri um de seus principais cenários. As cidades de Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha, Jati, Jardim, Aurora, Porteiras e Missão Velha, fizeram parte importante dessa história que teve seu auge na figura de Virgulino Ferreira da Silva, vulgo Lampião.

O Cariri cearense, a partir das cidades de Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha e Missão Velha, irão receber no mês de setembro de 2009, as maiores autoridades sobre o tema Cangaço, no Brasil. (LEIA MAIS AQUI)

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

DOCUMENTÁRIO SOBRE GERALDO BARROS


Dentro da programação do FESTIVAL CENA ABERTA de teatro, em Arcoverde-PE, teremos no dia 14 de setembro a estreia nacional do documentário O MONGE GERAL DO TEATRO de Rodolfo Araújo, sobre esse importante nome do teatro de Arcoverde: autor, ator e diretor Geraldo Barros.

AMANHÃ COMEÇA O FESTIVAL DE TEATRO "CENA ABERTA" EM ARCOVERDE

Com financiamento do FUNCULTURA e apoio do SESC e Prefeitura Municipal, a Tropa do Balaco Baco, com coordenação de Romualdo Freitas, realiza a partir de amanhã a mostra de teatro CENA ABERTA em homenagem a Geraldo Barros.
Grupos e Espetáculos:

1. TEATRO DE RETALHOS – Arcoverde - PE - O DESPERTAR DA PRIMAVERA
2. TROPA DO BALACO BACO – Arcoverde - PE - A PAIXÃO E A SINA DE MATEUS E CATIRINA e VADE RETRO – A HISTÓRIA DO HOMEM QUE VENDEU A ALMA AO DIABO...
3. GRUPO MANDA LÁ DE TEATRO - ASSOCIAÇÃO ESTAÇÃO DA CULTURAArcoverde - PE- FEDERIKA – O ARLEQUIM GUERRILHEIRO
4. GRUPO DA GENTE – GRUDAGE – Cabo de Santo Agostinho - PE - O CAVALO QUE DEFECAVA DINHEIRO e VIVA A NAU CATARINETA
5. COLETIVO ENAMORADOS DE TEATRO – CURSO REGULAR DE TEATRO – Recife – PE - ENAMORADOS - A DEMANDA DO AMOR
6. GRUPO ARTE EM CENA – Caruaru – PE - DEUS DANADO
7. LOUCOS E OPRIMIDOS DA MACIEL – Recife – PE - DO MOÇO E DO BÊBADO LUNA
8. – TROUPE PUXINCÓI, TEATRO E VARIEDADES - Tuparetama – PE - DECRIPOLOU TOTEPOU
9. – TROUP ERRANTE – Petrolina – PE - A DONA DA HISTÓRIA
10. TEATRO DE LIROVSKI – Recife-PE / São Paulo-SP - MERCADORIAS E FUTURO
11. O PESSOAL DO TARARÁ – Mossoró-RN - A PELEJA DO AMOR DO AMOR NO CORAÇÃO DE SEVERINO DE MOSSORÓ e O INSPETOR GERALDO
12. CIA. VICE-VERSA – Rio Branco - AC - PEQUENIQUE NO FRONT
13. CIA. DU P’TIT DOIGT – FRANÇA - TOURS LES JOUR EST UM VOYAGE
14. GRANDE COMPANHIA DE MYSTÉRIOS E NOVIDADES - CÍCLOPE

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

TODA COZINHA FALA...

Toda cozinha fala das raízes e simboliza a região de sua origem.
É o resultado quase mágico da mistura de raças, crenças, idéias e ingredientes locais. Quanto mais presentes e em maiores doses os ingredientes dessa mistura, mais nos deparamos com aquilo que comumente se chama de cozinha típica. Por vias tão tênues como as fumaças dos tachos, caldeirões e panelas que acomodam cores, sabores e perfumes, chega-se à fama geral no lastro da aceitação pública(não é assim com a comida baiana e a mineira ?) ou resguarda-se no nicho do exótico. Toda cozinha típica, qualquer que seja sua aceitação, oferece tempero suficiente para bons livros. Ou pelo menos para uma crônica avulsa como esta.

Quando estávamos coletando material para a publicação de “TUPARETAMA–O LIVRO DO MUNICÍPIO” fomos à procura dessas receitas mais significativas, do modo como eram preparadas antigamente, ensinadas de mãe para filha. Algumas delas nos transmitiu Jacinta Valentim, antiga proprietária de hotel, fabricante de divinos queijos-de-manteiga, broas-de-goma, alfenins e doces-de-leite cujos sabores e qualidades sobrevivem nos resguardos da nossa memória. A família Valentim, aliás, é sinônimo de boa comida desde os tempos em que Tuparetama era apenas o povoado Bom Jesus de Afogados da Ingazeira.

De sabor tradicional temos, por exemplo, o Sarapatel e o já citado Queijo de manteiga. O sarapatel é um prato salgado feito com sangue e fígado de bode, carneiro ou porco, este último sendo considerado o mais delicioso para o prato; o sangue e fígado são escaldados, picados em pedaços pequenos e temperados a gosto; cozinha-se com água até reduzir o caldo, acrescentando-se na finalização sebo torrado. O preparo do queijo de manteiga é mais complicado, mais demorado e exige aquela pitada de talento e aptidão natural para a arte, coisas que nenhum livro de culinária ensina e que, ausente do preparo e do preparador, põe muita comida a perder. Coloca-se o leite para coalhar de véspera. No dia seguinte retira-se a nata, coloca-se a coalhada no fogo brando para ‘ficar esperta’(amornar). A coalhada morna é colocada numa mochila de algodão e dependurada para que todo o soro escorra. Quando adquirida uma grande quantidade de coalhada (este processo pode ser feito durante três dias, sempre acrescentando a nova coalhada à coalhada escorrida já existente na mochila) retira-se toda a coalhada escorrida da mochila. A coalhada é esfarelada e vai para o fogo -com um pouco de leite para retirar o ‘azedo’- num tacho de bom tamanho. Repete-se esse processo colocando mais leite e um pouco de água, mexendo com uma colher de pau até dar o ‘ponto’. Retira-se essa massa cozida do fogo e após esfriar, espreme-se até retirar todo o soro azedo. Em seguida a massa é colocada de volta num tacho, aberta e salgada a gosto. Levada novamente ao fogo brando, vai-se colocando manteiga de gado e mexendo até obter o ponto do queijo.

De origem vegetal nada é mais sertanejo que a imbuzada (detesto essa moda recente entre nós de trocar o velho “i” pelo “u”, “umbuzada ) e doce algum é mais de cá quanto o chouriço. Não dou a receita agora, fico devendo pra depois. Você não está sentindo uma vontade danada de parar essa leitura e beliscar qualquer coisa na cozinha?

sábado, 15 de agosto de 2009

UM MOMENTO PARA PENSAR NA FÉ

BIU DOIDO, O GÊNIO DAS RESPOSTAS GENIAIS

Do blog de Paulo Robério - Poeta Pajeuzeiro

Um andarilho das ruas de São José do Egito,Severino Cassiano, conhecido de todos por Biu Doido e que na verdade não era sempre doido, tinha seus momentos de plena lucidez e era nesses momento que Biu se revelava com suas respostas inesperadas e que jamais alguém imaginaria que pudesse sair de sua boca. O poeta popular de São José do Egito, Arlindo Lopes, transformou algumas destas respostas geniais de Biu doido em poesia:

Certa vez Biu se apresentou
Surpreendendo os demais
Usando duas gravatas
Uma na frente e outra atrás
E dizendo achar pouco
Que se ele fosse louco
Usaria outras mais

Egito de Zé Clementino
Já foi falando sorrindo
Biu usou duas gravatas
Pensando ficar mais lindo.
Egito vou lhe dizer:
Fiz isso pra ninguém saber
Se tô chegando ou saindo

HISTÓRIAS DE BIU DOIDO

Dizem que um certo dia uma mulher ia passando em uma rua de São José, e Biu estava subindo em um poste e ela parou e perguntou a Biu:
- Biu! o que você está fazendo trepado no poste? e sem pausa Biu respondeu:
- Vou chupar manga!
E a mulher intrigada falou:
- Mas Biu, isso aí é um poste, não é um pé de manga não! Ligeiramente Biu disse:
- Mas a manga tá no meu bolso.

Mais uma história de Biu Doido contada em poesia pelo poeta popular Arlindo Lopes

Certa vez no Bar elite
A coca cola acabou
Zé do bar saiu atrás
Do Caminhão que passou
Andando mais na carreira
Descendo e subindo ladeira
Mas o carro não achou

Passou no bar Rangéu
E no bar de Tapioca
Na quitanda do Pedro
Na bodega de Roca
Com Biu se encontrou
E ligeiro perguntou:
- Tu visse o Carro de Coca?

Eu já vi carro virado
Carregado de pipoca
Carro batido e vendido
Na feira de troca-troca
Carro novo com defeito
Vi carro de todo jeito
Nunca vi carro de"coca"
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