terça-feira, 22 de junho de 2010

É SÃO JOÃO? CANTA E DANÇA COM A GRANDE ANASTÁCIA ....

Lucinete Ferreira, mais conhecida como Anastácia, nascida em Recife - PE, é uma das mais gravadas autoras da música nordestina. Sua parceria com Dominguinhos, seu marido por 11 anos, é uma das parcerias de maior sucesso da música brasileira. Saiba mais sobre ela AQUI.

De Onde Vem o Baião
Composição: Gilberto Gil

Debaixo Do barro do chão
Da pista onde se dança
Suspira uma assustança
Sustentada por um sopro divino
Que sobe pelos pés da gente

E de repente se lança
Pela sanfona afora
Pega o coração do menino
Debaixo do barro do chão
Da pista onde se dança

É como se Deus
Irradiasse uma forte energia
Que sobe pelo chão
E se transforma
Em ondas de baião
Xaxado e xote
E balança a trança
Do cabelo da menina
E quanta alegria

De onde é que vem o baião?
Vem debaixo do barro do chão
De onde é que vem O xote e o xaxado?
Vem debaixo do barro do chão

De onde vem a esperança
Assustança espalhando
O verde dos teus olhos
Pela plantação?
Ô, ô vem debaixo
do barro do chão

Coisas do Meu Sertão
Composição: Corumba - Reginaldo Bezerra

Na braúna do meu sertão
Ninguém corta sem rezar
Machado bom vira o gome
Não adianta amolar
De longe se ouve o aço
Tinindo pra se danar
No miolo da braúna
Machado tem quer cortar

Caboclo de minha terra
Comedor de rapadura
É com um braúna velha
Bala de rifle não fura
No mato na vaquejada
No cangaço faz figura
Chapéu de couro quebrado
Cartucheira na cintura

Uma festa de sanfona
Na casa do coronel
Rabeca viola e reco
Pra fazer arrasta pé
Os homem faz a fileira
A mulher não pode xaxar
É bom bonito e tem que vê
As fragatas se arrastar

Forró Dos Coroas
Anastacia

Eu fui num forro la em surubim
e o tocador era ze gamboa
E festa animada igual nunca vi
O salão tava cheio de coroa

Cheio de coroa
Cheio de coroa
Cheio de coroa
Cheio de coroa

Ai meu Deus que coisa boa
Me tiraram pra dançar
Um forró bem balançado
Eu fiquei todo animado
O velho todo assanhado
La no meio do salão
A conversa ficou boa
Ele disse minha filha
De um beijo no coroa

Sai pra la coroa
Sai pra la coroa
Sai pra la coroa
Sai pra la coroa

Eu não beijo velho a toa
Ele disse eu sou velho
Mais tenho vitalidade
Ai ta cheio de moços
Que so vivem de saudade
Nao se alegram com mais nada
Nao tomam sol nem garoa
Aproveite minha filha
a saude do coroa

Chega ca coroa
Chega ca coroa
Chega ca coroa
Chega ca coroa
Ai meu Deus que coisa boa

PROGRAMA PETROBRAS CULTURAL 2010 RECEBE PROJETOS ATÉ 21 DE JULHO

O Programa Petrobrás Cultural 2010 está com inscrições abertas até o dia 21 de julho para projetos de todo o país. O programa conta com uma verba total de R$ 61,2 milhões, para 19 áreas, dentro de três linhas de atuação: Formação; Preservação e Memória; Produção e Difusão.

Confira o edital clicando aqui.

CATÁLOGO DO TEATRO PARA A INFÂNCIA E JUVENTUDE EM PERNAMBUCO

O JORNALISTA LEIDSON FERRAZ (foto) ESTÁ COLETANDO MATERIAL E INFORMAÇÕES PARA A CRIAÇÃO DO CATÁLOGO DO TEATRO PARA A INFÂNCIA E JUVENTUDE EM PERNAMBUCO (2000-2010):

"Olá! Se você participou de algum espetáculo (seja profissional ou amador/estudantil) voltado para o público infanto juvenil, colabore com informações e fotos para registro da nossa história. Hoje faço parte do Núcleo SESCPE de Teatro Para a Infância e Juventude e, numa ideia de José Manoel, estamos preparando um Catálogo para ser lançado no próximo ano, com registro de toda a produção de teatro infanto juvenil de 2000 a 2010 em Pernambuco (as que cumpriram temporada e até mesmo aquelas que só fizeram uma única apresentação para o púbico em geral ou para escolas).

Peço que me mande o questionário abaixo preenchido de cada peça que fez para crianças, além das melhores fotos (em resolução 300dpi, tamanho 10x15, com o nome do fotógrafo e identificação dos artistas em cena). Se não tiver, indique os contatos da produção ou direção para que eu possa entrar em contato. Fico aguardando. E se puder divulgar a outros artistas, agradeço. Felizmente muita gente já contribuiu com dados/imagens. Obrigado aos que já participaram.

Nome do espetáculo:
Ano de estreia:
Realização:
Cidade de origem:
Cidades visitadas (inclusive de outros estados):
Ficha Técnica (somente criadores):
- Texto:
- Direção:
- Trilha sonora (se original):
- Coreografias:
- Plano de luz:
- Cenários:
- Adereços:
- Figurinos:
- Maquiagem:
- Elenco original:
- Intérpretes substitutos:
Prêmios recebidos:
E-mails de contato:
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Mais informações com : Leidson Ferraz - (81) 9292 1316 / 3222 0025.

domingo, 20 de junho de 2010

Lobistas do amianto vencem outra batalha na Câmara dos Deputados.


Matéria copiada DAQUI - O lobby do amianto conseguiu protelar, pela segunda vez seguida, na Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados, a votação do relatório que pede o banimento do mineral no país. O produto, utilizado em larga escala na construção civil em telhas e caixas d’água, movimenta um mercado de R$ 3 bilhões anuais. De acordo com o texto que está na Câmara, o amianto provoca doenças respiratórias fatais, como câncer, e não há limites seguros para sua manipulação por trabalhadores. O acordo firmado entre a bancada pró-amianto e os ambientalistas previa a votação do relatório para ontem, mas uma série de manobras empurrou a decisão para daqui a 15 dias.

Há dois meses, os defensores do relatório pelo banimento do amianto tentam votar o estudo, mas uma série de chicanas regimentais da bancada favorável ao mineral adiam a discussão sistematicamente. Ontem, cerca de 30 ex-trabalhadores do setor, hoje doentes, viajaram 14 horas de Osasco (SP) a Brasília para acompanhar a votação, mas voltaram para casa frustrados. Defensores da extração controlada, como os deputados federais Ricardo Balestra (PP-GO) e Luiz Carreira (DEM-BA), criticaram o documento elaborado por Edson Duarte (PV-BA).

Segundo Balestra, os colegas necessitam de pelo menos 15 dias para analisar com mais profundidade a proposta. “Adiar a votação é quebrar um acordo. Quero que digam que tipo de interesse eleitoral eu tenho na matéria”, reagiu Duarte. O lobby em favor do amianto sustenta a extração controlada em cima de estatísticas econômicas. O setor emprega 170 mil pessoas em sua cadeia produtiva. A única mina em funcionamento no país praticamente sustenta o município de Minaçú (GO). Por isso, os principais defensores do amianto são parlamentares goianos.

Os deputados favoráveis à extração do mineral decidiram estender o debate por mais de uma hora, até o início da sessão ordinária da Câmara, para forçar o adiamento da decisão. A manobra surtiu efeito, mas irritou ex-trabalhadores do amianto e juristas. “Desde 1993 tramitam projetos pedindo o banimento do mineral, em vão. Para salvar 3 mil empregos, estamos condenando 1 milhão de pessoas. Quase 60 países de primeiro mundo, incluindo toda a União Europeia, proibiram o amianto. O país precisa definir uma política pública” reclamou a auditora do Ministério do Trabalho Fernanda Giannasi. A previsão é de que o relatório que pede o banimento do amianto só entre em pauta novamente no início de julho.

Pressão
O presidente da Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto (Abrea)(1), Eliezer de Souza, disse que já esperava pelo adiamento, mas afirmou que vai continuar pressionando os parlamentares via e-mail. “Estamos doentes, não podemos vir de ônibus toda a semana para o Congresso. Esse relatório é sério. A comissão tem a obrigação de acertar esse passivo ambiental e social com o país.” As doenças relacionadas ao amianto demoram até meio século para evoluírem a enfermidades fatais como o câncer de pulmão.

1 - Acordo desfavorável
De acordo com o advogado da Abrea, Mauro Menezes, as empresas que exploravam o mineral, como a Eternit e a Brasilit, adotaram a tática de fechar acordos desfavoráveis aos ex-trabalhadores para evitar indenizações polpudas aos ex-funcionários. “Ainda hoje, depois que esses trabalhadores morrem e nós vamos buscar uma reparação para a família, descobrimos que vários deles assinaram um termo de quitação de direito com as empresas por valores irrisórios”, denuncia Menezes.

(Por Ivan Iunes, Correio Braziliense, 17/06/2010)

Abaixo, vídeos da série AVISOS DA NATUREZA: LIÇÕES NÃO-APRENDIDAS, que mostra como algumas invenções e produtos muito utilizados no século XX trouxeram conseqüências negativas para a saúde do ser humano e para o equilíbrio do meio ambiente. nos três episódios, os males causados pelo amianto, um mineral tóxico que foi descoberto pela indústria da construção civil há cerca de 100 anos.


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A ameaça do amianto
Ullisses Campbell, Da equipe do Correio Brasiliense

Cerca de 2,5 mil brasileiros sofrem com doenças provocadas pelo minério utilizado na fabricação de telhas e caixas d’água. Ministério do Trabalho mostra que 20 mil pessoas têm contato direto com o produto no país

‘‘Os pobres estão mais expostos aos riscos do amianto, porque são os que utilizam telhas e caixas d’água de fibras de cimento’’ - Fernanda Giannasi, auditora do Ministério do Trabalho

O baiano Juvenal Moreira de Sousa, 56 anos, trabalhou a vida toda quebrando pedra. Começou aos 14 anos numa mina no município de Poções, Bahia. Cabia a ele e a outros 120 homens extrair amianto, um minério de estrutura fibrosa altamente cancerígeno, que se encontra encravado no seio das rochas conhecidas como serpentinito. Quando a mina de Poções minguou, em 1967, a empresa em que Juvenal trabalhava mudou-se para o município de Minaçu, em Goiás. Para não ficarem sem emprego, os mineradores migraram junto, de mala e cuia. Inclusive Juvenal.

De tanto inalar pó de amianto, Juvenal está internado em um hospital de Goiânia. Só respira com ajuda de aparelhos. Tem câncer de pulmão, tuberculose, pneumonia dupla, enfisema pulmonar e uma doença de nome tão esquisito quanto perigoso: asbestose. Tudo por conta do amianto, que inalado em forma de pó, aloja-se nos pulmões, transformando os dois órgãos em pedra.

Assim como Juvenal, outras 2,5 mil pessoas têm pelo menos uma das seis doenças que o amianto provoca. Levantamento realizado pelo Ministério do Trabalho atestou que 20 mil pessoas trabalham diretamente com amianto em 216 empresas no Brasil. Uma das maiores, a Eternit, atua cavando o solo brasileiro desde 1939 e tem quatro fábricas — no Paraná, Goiás, Rio de Janeiro e Bahia.

Indenizações

Em 1993, o uso do amianto no Brasil começou a ser questionado por ONGs de meio ambiente voltadas para a qualidade do trabalho. Desde então, a Eternit pagou 1.250 indenizações a trabalhadores por conta de seqüelas. E ainda há mais 1,3 mil ex-empregados à espera de indenização, segundo foi declarado pela própria empresa no Ministério Público do Estado de São Paulo. A Eternit é uma das pioneiras na fabricação de telhas e caixas d’água, principais produtos produzidos a partir desse mineral.

Segundo o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), a extração de amianto avança no país. Em 2003, a produção bateu recorde e chegou a 231,1 mil toneladas. Em relação ao ano anterior, o aumento foi de 18%. O preço médio no mercado doméstico também cresceu (29%). A tonelada custa em média R$ 1,1 mil.

Na guerra do amianto, os que defendem seu banimento ganharam um round na semana passada. O Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) baixou uma resolução considerando os resíduos desse mineral como lixo perigoso. Isso significa que os restos de amianto deverão ser depositados em aterro sanitário especial. Com isso, telhas e outras sobras de construção civil que contenham o mineral não poderão ser jogados fora em contêineres de entulhos para evitar contaminação.

Os governos de São Paulo, Pernambuco, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul proibiram por conta própria o uso do amianto. Mas em todos os estados ainda se extrai o mineral. As empresas que fabricam manufaturados ganharam liminar no Supremo Tribunal Federal (STF) para continuar usando amianto em São Paulo e Mato Grosso do Sul. No Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, o governo deu um prazo que termina no fim de 2004 para as empresas substituírem o amianto por um mineral similar. Em Pernambuco, a proibição é recente e o prazo para abolir acaba no final de 2005.

O uso do amianto no mundo faz parte de uma batalha que parece não ter mais fim. De um lado, a indústria de manufaturados, que ainda não descobriu um isolante térmico tão eficiente e barato quanto o amianto. Do outro, ambientalistas, ONGs e empresas, com interesse em fabricar material substituto, como fibras de plásticos e vegetais, bombardeiam o uso do amianto com estudos e pesquisas alarmantes. Ainda assim, 38 países já baniram o uso desse mineral.

Em São Paulo, Sebastião Aparecido Alves, 68 anos, tem uma história comum a quem passou a vida processando amianto. Durante 30 anos, ele trabalhou em minas, na cidade de Osasco. No seu caso, há um agravante. Ele costumava levar para casa as sobras do minério. Com os restos, pavimentou o quintal e revestiu o forro com chapas lisas de amianto. Fez até estantes. Sebastião sofre de câncer no pulmão, tuberculose e já foi internado quatro vezes só neste ano.

Proibição

Há 65 projetos tramitando em assembléias legislativas de 12 estados pedindo que seja proibido o uso do amianto. No Congresso, outros dez projetos semelhantes foram reunidos ao proposto pelo deputado Fernando Gabeira (sem partido-RJ), que pede o banimento do mineral. ‘‘O amianto em seu estado natural não faz mal a ninguém. O problema começa quando o homem passa a processá-lo’’, explica o geólogo Fábio Von-Hommel, da Universidade Federal da Bahia.

Há 20 anos, a auditora do Ministério do Trabalho Fernanda Giannasi luta para banir o uso do amianto no Brasil. ‘‘Os pobres estão mais expostos aos riscos do amianto, porque são os que utilizam telhas e caixas d’água de fibras de cimento.’’ Ontem, Fernanda denunciou na Agência Nacional de Vigilância Sanitária que uma empresa em Alagoas está usando amianto na fabricação de cosméticos.

A fábrica de mísseis Avibras, com sede em São José dos Campos (SP), usa amianto na ponta dos foguetes. Desde que alguns países passaram a rejeitar tais mísseis, a Avibras passou a fabricar um similar feito de outros materiais. Só o Iraque compra os mísseis de amianto.

Um dos maiores defensores do uso seguro do amianto, o deputado federal Ronaldo Caiado (PFL-GO) diz que há um exagero em relação ao assunto. Ele foi relator da comissão especial e deu parecer contrário ao projeto de Gabeira. Caiado e outros dois deputados que compuseram essa comissão receberam doação em dinheiro da empresa Sama, uma das maiores exploradoras de amianto no Brasil. ‘‘Todos os candidatos que concorreram em Goiás, inclusive o governador Marconi Perillo (PSDB), receberam dinheiro da Sama. Não vejo nada demais nisso. Recebi R$ 100 mil’’, ressalta Caiado. (UC)

MAIS AMOR - Uma mensagem espírita em forma de poesia

Rogas à vida o roteiro
Da Esfera Superior,
E a vida responde sempre:
Meditar com mais amor.
Procurando, desse modo,
Caminho renovador,
Em toda dificuldade,
Apóia com mais amor.

Se esperas pelo futuro
Como ninho aberto em flor,
Arando a terra do sonho,
Trabalha com mais amor.
Recebe, pois, o infortúnio
Com desassombro e valor,
Se a provação recrudesce,
Suporta com mais amor.

Tolera com paciência
A nuvem do dissabor;
Buscando nova alegria,
Ampara com mais amor.
Caluniaram-te a vida?
Perdoa seja a quem for.
Quem vive para a verdade,
Entende com mais amor.

Amigos desavísados
Trouxeram-te sombra e dor?
Diante de todos eles,
Auxilia com mais amor.
Feriram-te as esperanças
Brandindo verbo agressor?
Não critiques nem te queixes...
Espera com mais amor.

Ante o jogo de ilusões
Que o mal te venha a propor,
No cultivo da humildade,
Resiste com mais amor.
Se desejas alcançar
A comunhão do Senhor,
Arrima-te à caridade
E serve com mais amor.

Xavier, Francisco Cândido; Baccelli, Carlos A..
Da obra: Brilhe Vossa Luz.
Ditado pelo Espírito Casimiro Cunha.


Do blog do Centro Espírita Missionários da Luz

sexta-feira, 18 de junho de 2010

DE SARAMAGO

"Acho que todos nós devemos repensar o que andamos aqui a fazer. Bom é que nos divirtamos, que vamos à praia, à festa, ao futebol, esta vida são dois dias, quem vier atrás que feche a porta – mas se não nos decidirmos a olhar o mundo gravemente, com olhos severos e avaliadores, o mais certo é termos apenas um dia para viver, o mais certo é deixarmos a porta aberta para um vazio infinito de morte, escuridão e malogro.

“Cada vez mais sós”, in Deste Mundo e do Outro, Ed. Caminho, 7.ª ed., p. 216

Do blog do escritor

MORRE JOSÉ SARAMAGO

do TERRA: Morreu nesta sexta-feira (18) o escritor português e prêmio Nobel de literatura José Saramago, aos 87 anos, na cidade de Tías, Lanzarote, Espanha, onde morava desde 1993.
José Saramago havia tido uma noite tranquila e a morte ocorreu por volta das 8h desta sexta-feira, após tomar seu café da manhã ao lado da mulher, a tradutora Pilar del Río. Eles estavam conversando quando o escritor começou a sentir-se mal e logo depois faleceu. Nos últimos anos, ele foi hospitalizado em várias oportunidades, principalmente deivdo a problemas respiratórios.

José de Sousa Saramago nasceu na aldeia portuguesa de Azinhaga, província de Ribatejo, no dia 16 de novembro de 1922, embora no registro oficial conste o dia 18. Filho dos camponeses sem terra José de Sousa e Maria da Piedade, mudou-se para Lisboa aos 2 anos, onde viveu grande parte de sua vida.

O escritor deveria ter sido registrado com o mesmo nome do pai, mas o tabelião acrescentou o apelido pelo qual o chefe da família era conhecido na aldeia, Saramago, que também dá nome a uma planta que serve de alimento para os pobres em tempos difíceis.

Saramago concluiu os estudos secundários em uma escola técnica, mas não pode cursar a universidade por dificuldades financeiras. Sua primeira experiência profissional foi como mecânico. Fascinado pela literatura desde jovem, visitava com grande freqüência a Biblioteca Municipal Central Palácio Galveias, na capital portuguesa. Foi só aos 19 anos, com dinheiro emprestado de um amigo, que conseguiu comprar pela primeira vez um livro.

Além de mecânico, o escritor português trabalhou como desenhista, funcionário público, editor, tradutor e jornalista. Durante doze anos, foi funcionário de uma editora, onde ocupou os cargos de diretor literário e de produção.

Publicou o seu primeiro romance, Terra do Pecado, em 1947. Em 1955, começou a fazer traduções de autores como Hegel, Tolstói e Baudelaire para aumentar os rendimentos. Seu próximo livro, Clarabóia, foi rejeitado pela editora e permanece inédito até hoje.

O escritor só publicaria um novo livro, Os Poemas Possíveis, (1966), dezenove anos depois do primeiro. Entre 1972 e 1973, foi comentarista político do Diário de Lisboa, coordenando durante alguns meses o suplemento cultural do jornal. Em um espaço de cinco anos, publicou sem grande repercussão mais dois livros de poesia, Provavelmente Alegria (1970) e O Ano de 1993 (1975).

O escritor fez parte da primeira diretoria da Associação Portuguesa de Escritores. Entre abril e novembro de 1975 foi diretor-adjunto do Diário de Notícias, quando os militares portugueses, reagindo ao que consideravam os excessos da Revolução dos Cravos, demitiram diversos funcionários. A partir de 1976, o escritor português passou a viver exclusivamente de seu trabalho literário.

No ano seguinte, o autor voltou a escrever romances, gênero que o tornou mundialmente conhecido. A partir desta época, sua produção literária cresce consideravelmente, mas é em 1980 que Saramago dá uma grande guinada em sua produção literária, com a publicação de Levantado do Chão.

Segundo diversos críticos, a obra marca o início do estilo que o consagrou, destacado por frases e períodos extensos, que as vezes ocupam mais de uma página e são pontuados de maneira anti-convencional. Os diálogos entre os personagens costumam aparecer inseridos nos próprios parágrafos que os antecedem, de forma a extinguir o uso de travessões em seus livros.

Com a censura do governo português à apresentação do livro O Evangelho Segundo Jesus Cristo (1991) para o Prêmio Literário Europeu sob alegação de que a obra ofendia os católicos, o escritor mudou-se para a ilha de Lanzarte, nas Canárias.

Em 1993, Saramago começou a escrever um diário, Cadernos de Lanzarote, em cinco volumes. Dois anos depois, publicou o romance O Ensaio Sobre a Cegueira, que foi transformado em filme em 2008, com direção assinada por Fernando Meirelles.

No mesmo ano em que publicou Ensaio Sobre a Cegueira, recebeu o prêmio Camões e em 1998, foi laureado com o prêmio Nobel de literatura, o primeiro dado a um escritor de língua portuguesa.
"Estava no aeroporto prestes a embarcar quando chegou a notícia de que tinha ganho o Prêmio Nobel. Houve um momento de alegria, os meus editores de Madrid, que estavam comigo, abraçaram-me. Depois encaminhei-me na direção da saída e, por mais estranho que pareça, era um corredor muito comprido e deserto. Eu com a minha malinha de mão, com a minha gabardina no braço, passei de repente da alegria enormíssima da notícia que tinha recebido, para a solidão mais completa. Naquele momento a sensação que tive, claro que eu dava por mim numa grande alegria, era uma espécie de serenidade: pronto aconteceu", afirmou o escritor sobre o prêmio.

Considerado por especialistas um mestre no tratamento da língua portuguesa, em 2003 o escritor português foi considerado pelo crítico norte-americano Harold Bloom como o mais talentoso romancista vivo. Seus livros foram traduzidos para mais de vinte línguas, como sueco, romeno e húngaro.

Comunista ferrenho, Saramago teve sua carreira pontuada por polêmicas causadas por suas opiniões sobre religião, terrorismo e conflitos. Em entrevista ao jornal O Globo, Saramago criticou a posição de Israel no conflito contra os palestinos, afirmando que "os judeus não merecem a simpatia pelo sofrimento por que passaram durante o Holocausto". A Anti-Defamation League (ADL), um grupo judaico que defende direitos civis, caracterizou estes comentários como sendo anti-semitas.

O ano de 2004 destaca-se pela publicação de Ensaio Sobre a Lucidez. No ano seguinte, Saramago escreveu As Intermitências da Morte, em que divaga sobre a vida, a morte, o amor e o sentido, ou a falta dele, da nossa existência, fazendo uma crítica a sociedade moderna. O escritor lançou também As Pequenas Memórias, em 2006, A Viagem do Elefante, 2008, e Caim, no fim do ano passado. O último retorna ao tema da religião em um romance que lembra seu controvertido O Evangelho Segundo Jesus Cristo (1991), obra que despertou forte polêmica em Portugal, país de grande tradição católica.

No início do ano, José Saramago lançou uma nova edição do livro A Jangada de Pedra (1986), que teve toda a sua renda revertida para as vítimas do terremoto no Haiti.
Atualmente estava preparando um livro sobre a indústria do armamento. "Não será sobre o Corão, mas será sobre algo tão importante quanto todos os corões do mundo: por que não há greves na indústria do armamento. Uma greve na qual os operários digam: 'Não construímos mais armas'", afirmou, em entrevista em novembro.

Saramago no cinema
Em 2008, o cineasta Fernando Meirelles fez o filme Ensaio sobre a Cegueira (Blindness), baseado no livro homônimo do escritor, lançado em 1995. A produção abriu o Festival de Cannes do ano em que foi lançada.
No elenco estão os veteranos Julianne Moore, Mark Ruffalo, Danny Glover, Gael García Bernal e a brasileira Alice Braga. O filme foi gravado em Toronto (Canadá), Montevidéu (Uruguai) e São Paulo (Brasil).
Família

Saramago casou-se pela primeira vez em 1944 com Ilda Reis, com quem teve uma filha, Violante, que nasceu em 1947. O escritor permaneceu casado com Ilda por 26 anos. Após se divorciar, em 1970, iniciou um relacionamento com a escritora portuguesa Isabel da Nóbrega, que duraria até 1986.
Em 1988, o prêmio Nobel de Literatura casou-se novamente com a jornalista e tradutora espanhola María Del Pilar Del Río Sánchez, com quem permaneceu até a sua morte.

Obras publicadas
Poesia
Os Poemas Possíveis, 1966
Provavelmente Alegria, 1970
O Ano de 1993, 1975

Crônica
Deste Mundo e do Outro, 1971
A Bagagem do Viajante, 1973
As Opiniões que o DL Teve, 1974
Os Apontamentos, 1976
Viagens a Portugal, 1981
Diários
Cadernos de Lanzarote I, 1994
Cadernos de Lanzarote II, 1995
Cadernos de Lanzarote III, 1996
Cadernos de Lanzarote IV
Cadernos de Lanzarote V
Teatro
A Noite, 1979
Que Farei Com Este Livro?, 1980
A Segunda Vida de Francisco de Assis, 1987
In Nomine Dei, 1993
Don Giovanni ou O Dissoluto Absolvido, 2005

Conto
Objeto Quase, 1978
Poética dos Cinco Sentidos - O Ouvido, 1979
O Conto da Ilha Desconhecida, 1997

Romance
Terra do Pecado, 1947
Manual de Pintura e Caligrafia, 1977
Levantado do Chão, 1980
Memorial do Convento, 1982
O Ano da Morte de Ricardo Reis, 1984
A Jangada de Pedra, 1986
História do Cerco de Lisboa, 1989
O Evangelho Segundo Jesus Cristo, 1991
Ensaio sobre a Cegueira, 1995
A Bagagem do Viajante, 1996
Todos os Nomes, 1997
A Caverna, 2000
O Homem Duplicado, 2002
Ensaio Sobre a Lucidez, 2004
As Intermitências da Morte, 2005
As Pequenas Memórias, 2006
A Viagem do Elefante, 2008
Caim, 2009

Prêmios
Portugal
Prêmio da Associação de Críticos Portugueses por A Noite, 1979
Prêmio Cidade de Lisboa por Levantado do Chão, 1980
Prêmio PEN Clube Português por Memorial do Convento, 1982 e O Ano da Morte de Ricardo Reis, 1984
Prêmio Literário Município de Lisboa por Memorial do Convento, 1982
Prêmio da Crítica (Associação Portuguesa de Críticos) por O Ano da Morte de Ricardo Reis
Prêmio Dom Dinis por O Ano da Morte de Ricardo Reis, 1986
Grande Prêmio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores O Evangelho Segundo Jesus Cristo, 1992
Prêmio Consagração SPA (Sociedade Portuguesa de Autores), 1995
Prêmio Camões, 1995

Itália
Prêmio Grinzane-Cavour por O Ano da Morte de Ricardo Reis, 1987
Prêmio Internacional Ennio Flaiano por Levantado do Chão, 1992

Inglaterra
Prêmio do jornal The Independent por O Ano da Morte de Ricardo Reis, 1993

Internacionais
Prêmio Internacional Literário Mondello (Palermo), pelo conjunto da obra, 1992
Prêmio Literário Brancatti (Zafferana/Sicília), pelo conjunto da obra, 1992
Prêmio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores (APE), 1993
Prêmio Consagração SPA (Sociedade Portuguesa de Autores), 1995
Prêmio Nobel da Literatura, 1998



UM CONTO DE SARAMAGO: 
O conto da ilha desconhecida 

Um homem foi bater à porta do rei e disse-lhe, Dá-me um barco. A casa do rei tinha muitas mais portas, mas aquela era a das petições. Como o rei passava todo o tempo sentado à porta dos obséquios (entenda-se, os obséquios que lhe faziam a ele), de cada vez que ouvia alguém a chamar à porta das petições fingia-se desentendido, e só quando o ressoar contínuo da aldraba de bronze se tornava, mais do que notório, escandaloso, tirando o sossego à vizinhança (as pessoas começavam a murmurar, Que rei temos nós, que não atende), é que dava ordem ao primeiro-secretário para ir saber o que queria o impetrante, que não havia maneira de se calar. Então, o primeiro-secretário chamava o segundo-secretário, este chamava o terceiro, que mandava o primeiro-ajudante, que por sua vez mandava o segundo, e assim por aí fora até chegar à mulher da limpeza, a qual, não tendo ninguém em quem mandar, entreabria a porta das petições e perguntava pela frincha, Que é que tu queres. O suplicante dizia ao que vinha, isto é, pedia o que tinha a pedir, depois instalava-se a um canto da porta, à espera de que o requerimento fizesse, de um em um, o caminho ao contrário, até chegar ao rei. Ocupado como sempre estava com os obséquios, o rei demorava a resposta, e já não era pequeno sinal de atenção ao bem-estar e felicidade do seu povo quando resolvia pedir um parecer fundamentado por escrito ao primeiro-secretário, o qual, escusado se ria dizer, passava a encomenda ao segundo-secretário, este ao terceiro, sucessivamente, até chegar outra vez à mulher da limpeza, que despachava sim ou não conforme estivesse de maré.

Contudo, no caso do homem que queria um barco, as coisas não se passaram bem assim. Quando a mulher da limpeza lhe perguntou pela nesga da porta, Que é que tu queres, o homem, em lugar de pedir, como era o costume de todos, um título, uma condecoração, ou simplesmente dinheiro, respondeu, Quero falar ao rei, Já sabes que o rei não pode vir, está na porta dos obséquios, respondeu a mulher, Pois então vai lá dizer-lhe que não saio daqui até que ele venha, pessoalmente, saber o que quero, rematou o homem, e deitou-se ao comprido no limiar, tapando-se com a manta por causa do frio. Entrar e sair, só por cima dele. Ora, isto era um enorme problema, se tivermos em consideração que, de acordo com a pragmática das portas, ali só se podia atender um suplicante de cada vez, donde resultava que, enquanto houvesse alguém à espera de resposta, nenhuma outra pessoa se poderia aproximar a fim de expor as suas necessidades ou as suas ambições. ( continue a leitura AQUI )

quinta-feira, 17 de junho de 2010

SÃO JOÃO DO GONZAGÃO 2010 EM IGUARACY


Do site de Nill Junior:  A Prefeitura Municipal de Iguaracy divulgou com detalhes a programação do São João do Gonzagão 2010. Este ano, a organização do evento diz ter priorizado atrações ligadas ao forró pé-de-serra. Também será mantida a tradicional programação dos cafés da manhã com muita comida típica nos bairros da cidade. Para agradar as comunidades de Jabitacá e Irajaí, a Prefeitura também definiu atrações para estas localidades.
Confira toda a programação :
Dia 18– Sexta-feira
05h00 Café da manhã no bairro São Sebastião
Dia 19– Sábado
05h00 Café da manhã no bairro Frei Damião
Dia 20– Domingo
05h00 Café da manhã na Vila da COHAB
Dia 21 – Segunda - feira
05h00 Café da manhã em Irajaí
19h00 Apresentações Culturais da Comunidade
22h00 Show com Nando e os Manos
Dia 22– Terça-feira
05h00 Café da manhã em Jabitacá
19h00 Apresentações Culturais da Escola Municipal Judite Bezerra
22h00 Show com Sandrino Feraz
Dia 23– Quarta-Feira
05h00 Café da manhã na praça Antonio Rabelo
19h00 Apresentações Culturais na Praça Antonio Rabelo em Iguaracy com: Educandário Nossa Senhora das Graças, Grupo AJI, Cia de Dança Filhos do Sol e Banda Filarmônica Poeta Heleno Louro.
23h00 – Nico Batista
Dia 24– Quinta-feira
23h00 – Delmiro Barros
01h00 – Nando e Os Manos
Dia 25– Sexta-feira
19h00 Apresentações Culturais na Praça Antonio Rabelo em Iguaracy com os Programas Sociais do Governo Municipal de Iguaracy, Secretária de Desenvolvimento e Assistência Social
23h00 – Maciel Melo
01h00 – Nando e os Manos
Dia 26- Sábado
19h00 Apresentações Culturais na Praça Antonio Rabelo em Iguaracy Concurso de Quadrilha que tem por finalidade valorizar, difundir e incentivar uma das mais populares manifestações culturais da época junina.
23h00 – Vozes do Campo
Dia 27- Domingo
23h00 – Nádia Maya
01h00 – Lindomar Souza
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