quarta-feira, 11 de novembro de 2009

A REVOLUÇÃO DO MOXOTÓ

Por: Alberto Oliveira (alberto@livrariaexpressa.com.br)

Segundo dados do IBGE (2007) o município de Sertania-PE, contava com cerca de 356 Empresas, que empregavam aproximadamente 1.448 pessoas, com salário médio mensal de R$. 1.700,00. Acho que é o cenário ideal para se começar a Revolução.
Cidade com uma efervescência cultural como poucas, a conheço desde os anos de 1965, quando ali cheguei.
...E até hoje perdura em seus recantos, becos, ruas e vielas, um fazer cultural que impressiona. Começar por ali a Revolução é o mínimo que posso fazer para quem me acolheu como filho...
No próximo dia 19.11 voltarei à Princesa do Moxotó, convidado que fui para proferir palestra no Festival Literário do Sertão, que se realizará nos Salões do tradicional Colégio Olavo Bilac de saudosa e eterna lembrança. Rever salas e corredores e, talvez, me deparar com o espírito do meu amigo Waldemar Cordeiro.

Tenho fé e esperança que esta moda vai pegar.

Outras cidades, a partir do exemplo de Sertãnia, irão realizar também seus festivais literários.
Pode até ser que futuros Governantes disponibilizem vales culturais para os Professores ali radicados, a exemplo do que vem acontecendo nas Bienais do Livro de Pernambuco. Não custa nada acreditar nisto.
Mesmo porque a sensibilidade não deve ser faculdade única e exclusiva dos poetas...
Vou rever a Rua Velha e degustar uma galinha de cabidela com xerém e me lambuzar todo com a graxa escorrendo entre meus dedos.

E a Revolução?

A Revolução é a da palavra.
Vou levar um Plano que de tão simples, espero não provocar ciumeiras descabidas como as ocorridas anteriormente. Mas aí já é outra história...
O Projeto prevê – um aviso: Já está registrado – a instalação de MINI-LIVRARIAS EXPRESSAS em todos os guichês de caixa das empresas sertanienses. Sem nenhum custo para os Estabelecimentos que adotarem a iniciativa. E dentro dos Equipamentos que serão fornecidos exclusivamente pela LIVRARIA EXPRESSA, os produtos dos Fazedores de Cultura de Sertânia.

E Sertânia se preparando para o Vale Cultura.
É evidente que o Plano será exposto para o Poder Público Municipal. Que será convidado a ser Parceiro do Projeto. E entenderá que a iniciativa poderá despertar a atenção da mídia, pela sua originalidade e pioneirismo.
Uma sugestão que levaremos para o Poder Público Municipal diz respeito à concessão de descontos, em termos percentuais, sobre o IPTU que é devido por cada Estabelecimento comercial da Princesa do Moxotó, que adotar o Projeto.
Se aprovado o Plano pelos Fazedores de Cultura de Sertânia, os produtos culturais dos meus companheiros deixarão de ser empilhados em um canto de sala de suas residências.
Implantado em Sertânia, o Projeto começará a voar.

Serra Talhada será o próximo Município a acolher o Projeto, sob as bênçãos de um certo Capitão Virgulino. Há possibilidades do fazer cultural não depender apenas da figura do estado. Se ele vier, tudo bem. Se não vier, tudo bem. Também.
[Foto: vista aérea de Sertânia]

Futura lança série “QUE EXPLORAÇÃO É ESSA?”


O Canal Futura lança uma nova série que aborda a questão da exploração sexual infanto-juvenil através de pequenos vídeos com manipulação de bonecos. O lançamento em Pernambuco acontece nesta quinta-feira (12), às 9h, no Cinema da Fundação Joaquim Nabuco. O projeto é resultado de uma longa trajetória de pesquisa e parcerias realizadas pela mobilização comunitária do Canal.
Fonte: ARCA

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Amigo desaparecido

Provocações de Raimundo

NÃO LHE SOLTO MAIS
(Antônio Barros/Ceceu)

Moreno não faça isso
Deixe desse reboliço
Não mexa comigo não, viu
Quero respeito comigo
Já cortaram o meu umbigo
Não sou mais menino não, viu
Eu sou duro,
Sou maduro,
E também muito seguro
Ainda posso dar no couro
Você vai gostar
Vai se apaixonar
Vai cair no choro
Mais é aí que o couro come
Vou mostrar que sou é homem
Como é que um homem faz

Dou-lhe uma rasteira
Lhe castigo na esteira
Não lhe solto mais

Depois não adianta
Você gemer
Você gemer
Você chorar
A gente bebe água
Quando sente sede
Cabelo se assanha
Quando o vento dá
Olha moreno esse teu cheiro
Se juntar com o meu tempero
Vai ser bom demais

Dou-lhe uma rasteira
Lhe castigo na esteira
Não lhe solto mais!

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

PADRE CÍCERO É O TEMA DO FESTIVAL DO MINUTO

Festival do Minuto 2009: Faça um vídeo de até 1 minuto sobre o PADRE CÍCERO e concorra a R$ 3 mil em prêmios. Inscrições até 30 de novembro!

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CULTURA COMO DIREITO - Entrevista com Célio Turino

O secretário de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura, Célio Turino, lançará na próxima quarta-feira, dia 11, o livro Ponto de Cultura, o Brasil de cima para baixo, no Itaú Cultural, em São Paulo. Ele fala a Cultura e Mercado sobre sustentabilidade dos Pontos, sobre os entraves burocráticos e aponta para uma nova relação entre Estado e Cultura.

Celio Turino responde o ping-pong de Buenos Aires, onde esteve negociando a implantaçao de Pontos de Cultura na América Latina, como demanda dos movimentos sociais. Ele diz que já existe projeto de lei no parlamento, de autoria da senadora Marisa Severo, do PSDB, o que atesta a amplitude e aceitação do programa.

Turino conta que no recente Congresso de Cultura Ibero-americana e na reuniao de cúpula, com os ministros, saiu a resolução de adotar o programa Cultura Viva como política pública para todos estes países. O tema vai para a pauta do encontro de chefes de estado, em Lisboa, daqui um mês.

Leonardo Brant - O Cultura Viva é comemorado, inclusive internacionalmente, como a grande novidade em termos de políticas culturais. O que muda na relação entre Estado e cultura com o programa?
Célio Turino - É isso que tento explicar no livro. Está acontecendo um processo de transformação não somente da sociedade, como também do Estado, que se molda a partir de baixo, daí o título.
LB - Na sua avaliação, o programa conseguiu cumprir o que propôs, não em termos de metas quantitativas, mas em termos de empoderamento da sociedade civil, de conquista de autonomia dos grupos culturais?
CT - Acredito que sim, ainda é um processo, mas percebo este empoderamento, tanto que são os próprios pontos que estão assumindo diversas questões, como a Lei Griô.
LB - Como você enxerga a sustentabilidade futura dos pontos de cultura?
CT - Uma vez Ponto, sempre Ponto. Cultura é processo.
LB - Eles dependerão sempre do suporte do Estado?
CT - Sim, cultura como direito e centralidade nas políticas sociais. Cabe ao Estado garantir este fluxo contínuo.
LB - Existe lugar no mercado para ações culturais fora do eixo?
CT - Sem dúvida, mas principalmente a partir das novas relações econômicas (comercio justo, trabalho colaborativo, economia solidária).

Leia a entrevista completa AQUI.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

A IDÉIA MAIS IDIOTA DA SEMANA

Externando sua homofobia, o vereador do município de Serra Talhada José Pereira de Souza apresentou projeto que torna crime contra o patrimônio público o uso pejorativo dos elementos culturais do cangaço, visando com isso atingir o movimento de ativistas homossexuais de Serra Talhada, responsável pela versão estilizada dos cangaceiros de Lampião - o CANGAGAY.

A notícia foi divulgada no blog do jornalista de Afogados da Ingazeira, Magno Martins, que também não disfarçou seu preconceito contra o movimento: "A iniciativa do vereador de Serra Talhada tem lá suas razões: na recente passeata gay do município, o evento só virou notícia nacional porque o movimento Cangagay se vestiu de rosa e usou todos os elementos da indumentária do bando de Lampião. Até os cantis de metal que o rei do cangaço usava nas suas fugas da polícia pela caatinga ganharam a forma de cabaças cor-de-rosa. Puro deboche!"

Ou seja, deboche contra homossexuais pode. Deboche de homossexual não pode!

No blog de Nill Junior, que reproduziu a nota, o leitor Gilberto Moura, que não homossexual nem é ativista do movimento, deixou o seguinte comentário:

"Elementos culturais do cangaço" é a frase mais idiota do dia, que está apenas começando. Desde quando vereador tem competencia para legislar em materia penal? Agora danou-se! Esse povo de Serra Talhada deveria era estudar melhor a história desse bandido pois assim o fazendo iria tomar conhecimento de muito do que se ocultou por trás daqueles bailes no meio do mato, regados a conhaque Napoleon e uisque White Horse, onde dançavam macho com macho e o fuzuê depois que estavam todos de pileque".

MOSTRA DE CINEMA EM AFOGADOS DA INGAZEIRA

Afogados da Ingazeira recebe a Mostra de Cinema Bela Caatinga no Cine Teatro São José, Conjunto Residencial Miguel Arraes e comunidade rural da Varzinha, nesta quarta (04) e quinta-feira (05). O objetivo da Mostra é levar à população do semi-árido longas e curtas que tem a Caatinga como cenário e o homem da região como personagens. A exibição de filmes coloca em evidência a potencialidade cultural, ambiental e econômica da Região.
O projeto foi idealizado pelo Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga, recebe o patrocínio do Banco do Nordeste e Fundarpe; e tem o apoio da Loja Maçônica Arquitetos da Paz e Secretaria Municipal de Educação.

A Mostra de Cinema é gratuita e aberta a toda população.

Serviço:
QUARTA-FEIRA (04/11)
LOCAL: Cine Teatro São José
HORÁRIO: Das 10 ás 12h e das 14 às 18h
LOCAL: Povoado da Varzinha
HORÁRIO: Às 20h

QUINTA-FEIRA (05/11)
LOCAL: Cine Teatro São José
HORÁRIO: Das 09 ás 12h e das 14 às 18h
LOCAL: Conjunto Residencial Miguel Arraes
HORÁRIO: Às 20h

Fonte: ASCOM/ Assessoria de Comunicação
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