domingo, 26 de julho de 2009

Há seis dias que João chegou ao paraíso. Mas ainda não comeu do fruto cobiçado.

Vivera todos seus anos planejando e trabalhando para a viagem. Ouvindo estórias dos que se foram antes dele, olhando os retratos, assistindo televisão, renegando as misérias, os atrasos e as limitações da sua terra, do seu povo, desse lugar sem-jeito.

Aprendeu a assinar o nome na turma da alfabetização solidária para jovens e adultos, providenciou os documentos, vendeu as duas cabras e dois cabritos, comprou a passagem e uma roupa nova, um chapeu, par de botas, carteira marrom, mala com cadeadozinho inseguro.

A mãe chorou desconsolada como se nunca mais fosse revê-lo, o pai olhava com um risco de esperança nos olhos, quando o transporte partiu.

Há seis dias que João chegou no paraíso. Deslumbrado ainda, nomeando as criaturas inúmeras. Quase nu.

Na quinta noite deitou com uma mulher e derramou-se. No sexto dia contou o dinheiro que restava e antes de procurar trabalho com os parentes prontos pra ajudá-lo quis experimentar do fruto cobiçado desde criança.

Gastou quase tudo que lhe restava na carteira marrom pra comprar o desejo. Tudo ali era tão caro, espantou-se. O preço da felicidade....

Trancou-se no quarto e comeu até não poder mais. Empanzinado, morreu. Descansou.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

PROGRAMAÇÃO DA 51ª FESTA ESTUDANTIL DE TRIUNFO (Circuito do Frio)

Programação Oficial da 51ª Edição da Festa dos Estudantes Triunfenses-Festival PE Nação Cultural
Informada pela Sec. Municipal de Turismo em entrevista na Rádio Triunfo FM e pelo blog BOOM TRIUNFO BOOM

PALCO DA PRAÇA CAROLINO CAMPOS
Dia: 25/07 (sábado)

21h00 - Templários
22h00 - Orquestra Universal
23h00 - Lindomar e o Quarteto Forrozão
00h00 - Lecí Brandão
Dia: 26/07 (domingo)
21h00 - Coco do Leitão da Carapuça
22h00 - Ambrosino Martins
23h00 - Sandryno Ferraz e Banda
00h00 - Jorge Ben Jor
Dia: 27/07 (segunda-feira)
21h00 - Delmiro Barros
00h00 - Vozes do Campo
Dia: 28/07(terça-feira)
22h00 - Zezo dos Teclados
00h00 - Genecí de Triunfo
Dia: 29/07 (quarta-feira)
22h00 - Bira Marcolino
00h00 - Bia Marinho
Dia: 30/07 (quinta-feira)
20h00 – Coco Raízes de Arcoverde
21h00 - Banda Vizzu e Gatinha Manhosa
00h00 - Assisão e Banda
Dia: 31/07 (sexta-feira)
21h00 - Neto Melo e Banda
22h00 - Josildo Sá
23h00 - Orquestra Anos Dourados
00h00 - Alcione
Dia 01/08 (sábado)
21h00 - Grupo Vila Nova
22h00 - Petrúcio Amorim
23h00 - Genaílson do Acordeon
00h00 - Antônio dos Oito Baixos
Atração extra: Cavalo de Pau

ARTES CÊNICAS E CULTURA POPULAR
Dia: 28/07 (terça-feira)
10h00 - Outra Vez, Era Uma Vez(Teatro)
19h00 - Igual Sem Igual(Dança)
Dia: 29/07 (quarta-feira)
10h00 - O Sumiço da Galinha Maristela(Teatro)
19h00 - Os Cabras de Lampião(Dança)
Dia: 30/07 (quinta-feira)
10h00 - Presepadas(Circo)
19h00 - A Dona da História (Teatro Adulto)
Dia: 01/08 (sábado)
A partir das 06h00 - Alvorada com a Orquestra Filarmônica de Calumbi e Bacamarteiros do PajeúA partir das
19h00 - Grupo Renascer do Sertão e Bloco das Flores, Mandacaru Dourado e Cia. de Danças Populares de Tuparetama

CULTURA POPULAR/BOSQUE HORÁCIO TIMÓTEO
Dia: 25/07 (sábado)
A partir das 06h00 - Orquestra Isaias Lima e Bacamarteiros de Carnaíba.
A partir das 19h00 - Xaxado Luis Pedro -Maracatu Piaba de Ouro-Banda de Pífanos de Tuparetama - Os Caretas.

Linques do "Patrão"


sábado, 18 de julho de 2009

ESPIA SÓ!


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Bebê chorão, Musica composta por Joãozinho Xixica (ITAPETIM). Clip feito com crianças e pessoas conhecidas, na base do improviso, devido a falta de equipamentos adequados.
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Lima Junior declamando o poema SERTANEJO, de sua autoria, em festival de violeiros de Tuparetama, dia 11 de abril de 2006.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Homenagem ao poeta Valdir Teles

15:00 horas - Festival de Sanfoneiros
17:00 horas: Festival de Repentistas / Cantoria
Lançamento do livro HEREDITARIEDADE do poeta Vinícius Gregório
A partir de 21:00 horas - Apresentação de ACORDE MATUTO, DELMIRO BARROS, NICO BATISTA e BANDA e outros artistas regionais.
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Versos de Valdir Teles:

Estado é pra defender
Todas classes sociais
Rico, pobre, preto ou branco
Que tenha menos ou mais
Que o Poder transforma os homens
Mas nós nascemos iguais

No período do Império
Os barões do feudalismo
Já se apoiavam nas leis
Que regem o capitalismo
Massacrando o proletário
E ferindo o socialismo

Quando acontece uma greve
Em defesa do salário
A polícia vai pra rua
Proteger o empresário
Dar segurança ao patrão
E bater no funcionário

Essa questão dos sem-terras
Podia ter solução
É porque quem não trabalha
Detém a terra na mão
E quem precisa da terra
Não tem um taco de chão

As leis deveriam ser
Criadas por todos nós
Analisadas por todos
Não só ricos e algoz
Por isso o rico é quem manda
Pobre nunca teve voz

Quando acontece um impasse
Entre o pobre e o barão
O Estado mesmo vendo
Que o pobre possui razão
Se ele não ficar omisso
Vai defender o patrão

Onde a burguesia impera
O pobre não vive bem
Liberdade e bem-comum
São teorias de alguém
Porque no capitalismo
Cada um vale o que tem

O Estado é uma máquina
Que tem seus operadores
O Presidente, os Ministros
Prefeitos, Governadores
Só falta usar o poder
Pra o bem dos trabalhadores

Onde o Estado é burguês
Quer a burguesia unida
A concentração de renda
Entre ela dividida
Nem que o proletariado
Fique sem casa e comida

Um país capitalista
Defende a lei dos credores
Beneficia os banqueiros
Ajuda os empregadores
Salva o latifundiário
E oprime os trabalhadores

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Vai um forrozinho bom aí?

Os meninos do VOZES DO CAMPO, de Tuparetama, estarão hoje na programação da FESTA DE ZÉ DANTAS em Carnaíba.

domingo, 23 de setembro de 2007

Grandes Mestres Pernambucanos - ZÉ DO CARMO


ZÉ DO CARMO
[José do Carmo Souza]
1933, Goiana/PE

Filho mais velho de uma família de seis irmãos, Zé do Carmo faz desde menino brinquedos de barro para vender na feira. Os pais moravam nos fundos da Igreja da Misericórdia de Goiana, e ali ele teve os primeiros contatos com a imaginária católica. Morou em Recife, concluiu o curso ginasial e voltou para Goiana com a família, continuando na arte do barro ao mesmo tempo que trabalhava como sacristão na igreja do Rosário dos Homens Pretos.

Começa a fazer anjos "com cara de gente, e não de santo". Zé do Carmo foi estimulado por Gilberto Freire a criar um presépio nordestino, e chegou a fazer a escultura de barro de um Vovô Natalino sertanejo - em vez de Papai Noel - de 2m de altura, andando de carro de boi e não de trenó. A fase dos anjos nordestinos data dos anos 70. Dos anjos de barro que passou para a tela, vieram de início as cores creme, ocre, primeiro feitas com pigmentos da terra e pó de pedra, e depois com tintas industriais. Quando João Paulo II veio ao Brasil, a Arquidiocese lhe ofereceu de presente um conjunto de músicos nordestinos do artista, aos quais ele acrescentou um anjo cangaceiro. A arte de Zé do Carmo, plena de religiosidade e irreverência, vende hoje em galerias de arte apenas o suficiente para fazê-lo sobreviver.
"A situação do artesão no Nordeste é de penúria", constata.

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