sexta-feira, 17 de julho de 2009

Homenagem ao poeta Valdir Teles

15:00 horas - Festival de Sanfoneiros
17:00 horas: Festival de Repentistas / Cantoria
Lançamento do livro HEREDITARIEDADE do poeta Vinícius Gregório
A partir de 21:00 horas - Apresentação de ACORDE MATUTO, DELMIRO BARROS, NICO BATISTA e BANDA e outros artistas regionais.
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Versos de Valdir Teles:

Estado é pra defender
Todas classes sociais
Rico, pobre, preto ou branco
Que tenha menos ou mais
Que o Poder transforma os homens
Mas nós nascemos iguais

No período do Império
Os barões do feudalismo
Já se apoiavam nas leis
Que regem o capitalismo
Massacrando o proletário
E ferindo o socialismo

Quando acontece uma greve
Em defesa do salário
A polícia vai pra rua
Proteger o empresário
Dar segurança ao patrão
E bater no funcionário

Essa questão dos sem-terras
Podia ter solução
É porque quem não trabalha
Detém a terra na mão
E quem precisa da terra
Não tem um taco de chão

As leis deveriam ser
Criadas por todos nós
Analisadas por todos
Não só ricos e algoz
Por isso o rico é quem manda
Pobre nunca teve voz

Quando acontece um impasse
Entre o pobre e o barão
O Estado mesmo vendo
Que o pobre possui razão
Se ele não ficar omisso
Vai defender o patrão

Onde a burguesia impera
O pobre não vive bem
Liberdade e bem-comum
São teorias de alguém
Porque no capitalismo
Cada um vale o que tem

O Estado é uma máquina
Que tem seus operadores
O Presidente, os Ministros
Prefeitos, Governadores
Só falta usar o poder
Pra o bem dos trabalhadores

Onde o Estado é burguês
Quer a burguesia unida
A concentração de renda
Entre ela dividida
Nem que o proletariado
Fique sem casa e comida

Um país capitalista
Defende a lei dos credores
Beneficia os banqueiros
Ajuda os empregadores
Salva o latifundiário
E oprime os trabalhadores

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Vai um forrozinho bom aí?

Os meninos do VOZES DO CAMPO, de Tuparetama, estarão hoje na programação da FESTA DE ZÉ DANTAS em Carnaíba.

domingo, 23 de setembro de 2007

Grandes Mestres Pernambucanos - ZÉ DO CARMO


ZÉ DO CARMO
[José do Carmo Souza]
1933, Goiana/PE

Filho mais velho de uma família de seis irmãos, Zé do Carmo faz desde menino brinquedos de barro para vender na feira. Os pais moravam nos fundos da Igreja da Misericórdia de Goiana, e ali ele teve os primeiros contatos com a imaginária católica. Morou em Recife, concluiu o curso ginasial e voltou para Goiana com a família, continuando na arte do barro ao mesmo tempo que trabalhava como sacristão na igreja do Rosário dos Homens Pretos.

Começa a fazer anjos "com cara de gente, e não de santo". Zé do Carmo foi estimulado por Gilberto Freire a criar um presépio nordestino, e chegou a fazer a escultura de barro de um Vovô Natalino sertanejo - em vez de Papai Noel - de 2m de altura, andando de carro de boi e não de trenó. A fase dos anjos nordestinos data dos anos 70. Dos anjos de barro que passou para a tela, vieram de início as cores creme, ocre, primeiro feitas com pigmentos da terra e pó de pedra, e depois com tintas industriais. Quando João Paulo II veio ao Brasil, a Arquidiocese lhe ofereceu de presente um conjunto de músicos nordestinos do artista, aos quais ele acrescentou um anjo cangaceiro. A arte de Zé do Carmo, plena de religiosidade e irreverência, vende hoje em galerias de arte apenas o suficiente para fazê-lo sobreviver.
"A situação do artesão no Nordeste é de penúria", constata.

Andar com fé eu vou....

Dois meses sumido... Raimundo "subiu".
Andou/andei desatento e destempossibilitado de blogar.
Mas agora acho que vamos adiante, com fé nada desfalece.

Para refletir antes de respirar

Da eterna necessidade

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