quarta-feira, 21 de março de 2007

A BÊNÇÃO, POETA - Ascenso Ferreira

Sozinho, de noite,
nas ruas deserta
do velho Recife
que atrás do arruado
moderno ficou...
criança de novo
eu sinto que sou:

- Que diabo tu vieste fazer aqui, Ascenso?

O rio soturno
tremendo de frio,
com os dentes batendo
nas pedras do cais,
tomado de susto
sem poder falar...
o rio tem coisas
para me contar:

- Corre, senão o Pai-do-Poço te pega, condenado!

Das casas fechadas
e mal-assombradas
com as caras tisnadas
que o incêndio queimou
pelas janelas esburacadas
eu sinto, tremendo,
que um olho de fogo
medonho me olhou:

- Olha que o Papa-Figo te agarra, desgraçado!

Dos brutos guindastes
de vultos enormes
ainda maiores
nessa escuridão...
os braços de ferro,
pesados e longos,
parece quererem
suster-me do chão!

- Ai! Eu tenho medo dos guindastes
por causa daquele bicão!

Sozinho, de noite,
nas ruas desertas
do velho Recife
que atrás do arruado
moderno ficou...
criança de novo
eu sinto que sou:

- Larga de ser vagabundo, Ascenso!


Ascenso Ferreira

A RESPEITO DA PRODUÇÃO DE BIOCOMBUSTÍVEIS - II

Manifesto
Tanques Cheios às custas de Barrigas Vazias.
A Expansão da Indústria da Cana na América Latina


Nós, representantes de entidades e movimentos sociais do Brasil, Bolívia, Costa Rica, Colômbia, Guatemala e República Dominicana, reunidos no seminário sobre a expansão da indústria da cana na América Latina da Via Campesina, constatamos que: o atual modelo de produção de bioenergia é sustentado nos mesmos elementos que sempre causaram a opressão de nossos povos: apropriação de território, de bens naturais, de força de trabalho.

Historicamente a indústria da cana serviu de instrumento para a manutenção do colonialismo em nossos países e a estruturação das classes dominantes que controlam até hoje grandes extensões de terras, o processo industrial e a comercialização. Este setor se baseia no latifúndio, na superexploração do trabalho (inclusive no trabalho escravo) e na apropriação de recursos públicos. O setor se estruturou no monocultivo intensivo e extensivo, provocando a concentração da terra, da renda e do lucro.

A indústria da cana foi uma das principais atividades agrícolas desenvolvida nas colônias. Permitiu que setores que controlavam a produção e a comercialização conseguissem acumular capital e com isso contribuir para a estruturação do capitalismo na Europa. Na América Latina, a criação e o controle do Estado, desde o século XIX, continuaram a serviço dos interesses coloniais. Atualmente, o controle do Estado por este setor é caracterizado pelo chamado
"capitalismo burocrático". A indústria da cana definiu a estruturação política dos Estados nacionais e das economias latino-americanas.

No Brasil, a partir dos anos 70, quando houve a chamada "crise" mundial do petróleo, a indústria da cana passa a produzir combustível, o que justificaria sua manutenção e expansão. O mesmo ocorre a partir de 2004, com o novo Pró-Álcool, que serve principalmente para beneficiar o agronegócio.

O governo brasileiro passa a estimular também a produção de biodiesel, principalmente para garantir a sobrevivência e a expansão de grandes extensões de monocultivo da soja. Para legitimar essa política e camuflar seus efeitos destruidores, o governo estimula a produção diversificada de biodiesel por pequenos produtores, com o objetivo de criar o "selo social". As monoculturas têm se expandido em áreas indígenas e em outros territórios de povos originários.

Em fevereiro de 2007, o governo estadunidense anuncia seu interesse em estabelecer uma parceria com o Brasil para a produção de biocombustíveis, caracterizada como principal "eixo simbólico" na relação entre os dois países. Essa é claramente uma face da estratégia geopolítica dos Estados Unidos para enfraquecer a influência de países como Venezuela e Bolívia na região. Também justifica a expansão de monocultivos da cana, soja e palma africana em todo o território latinoamericano.

Aproveitando-se da legítima preocupação da opinião pública internacional com o aquecimento global, grandes empresas agrícolas, de biotecnologia, petroleiras e automotivas percebem que os biocombustível representam uma fonte importante de acumulação de capital. A biomassa é apresentada falsamente como nova matriz energética, cujo princípio é a energia renovável. Sabemos que a biomassa não poderá realmente substituir os combustíveis fósseis e que tampouco é renovável.

Algumas características inerentes da indústria da cana são a destruição do meio ambiente e a superexploração do trabalho. Utiliza-se principalmente da mão-de-obra migrante. Portanto, estimula processos de migraão, tornando os trabalhadores mais vulneráveis e dificultando ainda mais sua organização. O duro trabalho no corte da cana tem causado a morte de centenas de trabalhadores.

As mulheres trabalhadoras no corte da cana são ainda mais exploradas, pois recebem salários mais baixos ou, em alguns países, omo na Costa Rica, não recebem seu salário diretamente. O pagamento é feito ao marido ou companheiro. É comum também a prática do trabalho infantil em toda a América Latina, assim como a exploração de jovens como principal mão-de-obra no estafante corte da cana.

Os trabalhadores não têm nenhum controle sobre a pesagem de sua produção e conseqüentemente de seu salário, pois são remunerados por quantidade de cana cortada e não por horas trabalhadas. Esta situação tem sérios efeitos para a saúde e causa até mesmo a morte
de muitos trabalhadores por fadiga, pelo trabalho excessivo que demanda o corte de até 20 toneladas de cana por dia.

A maioria das contratações é terceirizada por intermediários ou "gatos". Isso dificulta a possibilidade de reivindicação dos direitos trabalhistas, pois não existe um contrato formal de trabalho. A figura do empregador é escondida nesse processo, que nega a própria relação de trabalho.

O Estado brasileiro estimula a utilização de terras dos assentamentos de reforma agrária e de pequenos agricultores, que atualmente são responsáveis por 70% da produção de alimentos, para produzir biocombustíveis, comprometendo a soberania alimentar.

Portanto, assumimos o compromisso de:

Ampliar e fortalecer as lutas dos movimentos sociais na América Latina e no Caribe, por meio de uma articulação entre as organizações dos trabalhadores existentes e as entidades de apoio.

Denunciar e combater o modelo agrícola baseado no monocultivo concentrador de terra e renda, destruidor do meio ambiente, responsável pelo trabalho escravo e a super exploração da mão de
obra. A superação do atual modelo agrícola passa pela realização da Reforma Agrária ampla que elimine o latifúndio.

Fortalecer as organizações de trabalhadores rurais, assalariados e camponeses para construir um novo modelo alicerçado na agricultura camponesa e na agroecologia, com produção diversificada, priorizando o consumo interno. É preciso lutar por políticas de subsídios para a produção de alimentos. Nosso principal objetivo é garantir a soberania alimentar, pois a expansão da produção de biocombustíveis agrava a situação de fome no mundo. Não podemos manter os tanques cheios e as barrigas vazias.

São Paulo, 28 de fevereiro de 2007

Fonte: reporterbrasil.com.br

Contos curtíssimos, do blog de Aleksandra, essa moça que tem o dom e o fervor necessários para escrever bem.

terça-feira, 20 de março de 2007

DIA MUNDIAL DA ÁGUA



UNIVERSIDADE DA ÁGUA

AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS

Portal do Dia Mundial da Água (UNESCO)

Dia Mundial da Água no Semi-árido


DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DA ÁGUA


1. A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.

2. A água é a seiva do nosso planeta. Ela é a condição essencial de vida e de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceder como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado no Art. 30 de Declaração Universal dos Direitos Humanos.


3. Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo a água deve ser manipulada com racionalidade, preocupação e parcimônia.


4. O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação da água e dos seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente, para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos por onde os ciclos começam.


5. A água não é somente uma herança dos nossos predecessores, ela é sobretudo um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do Homem para as gerações presentes e futuras.


6. A água não é uma doação gratuita da natureza, ela tem um valor econômico: é preciso saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.


7. A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e diascernimento, para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração de qualidade das reservas atualmente disponíveis.


8. A utilização da água implica o respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo o homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo Homem nem pelo Estado.


9. A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.


10. O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

INCLUA AÍ NOS TEUS FAVORITOS: FORRÓ EM VINIL

Um blog indispensável para quem gosta de música sertaneja autêntica e também para quem busca raridades do forró nordestino.
Quase todo dia o pessoal está disponibilizando arquivos completos de LPs que a gente não encontra fácil não... por exemplo:

Tem o 78 rpm de Luiz Gonzaga com a homenagem ao velho sanfoneiro Januário, seu pai. (foto)

Tem o instrumental sebo nas canelas de João do Pife, colocado no blog hoje mesmo.

domingo, 18 de março de 2007

A RESPEITO DA PRODUÇÃO DE BIOCOMBUSTÍVEIS - 1

Ilustração de Ingrid Hanusová /revista carbusters
A utilização de parcela crescente das terras agriculturáveis do mundo para o plantio de matéria prima de biocombustíveis levanta questão sobre os problemas da fome e da falta d’água que atingem cerca de um bilhão de pessoas.
Texto de Verena Glass - Carta Maior
O etanol, combustível muito em voga depois da recente divulgação das perspectivas sombrias do aquecimento global, há tempos tem jogado um papel importante no cenário agrícola mundial, uma vez que se trata de energia produzida, basicamente, a partir da cana de açúcar, do milho e de madeira.
Para o mercado internacional, é fato que o etanol é muito mais uma alternativa aos altos preços do petróleo do que uma preocupação ambiental, o que alimenta todo tipo de especulações sobre o seu potencial de crescimento. Segundo o pesquisador Luis Cortez, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o mercado mundial produz atualmente algo como 40 bilhões de litros de etanol; para se substituir 10% da gasolina no mundo, será preciso aumentar este volume para cerca de 150 bilhões de litros.
No Brasil, responsável hoje pela produção de cerca de 16 bilhões de litros de álcool combustível, a cana ocupa uma área agrícola de cerca de 5,5 milhões de hectares. Num exercício de futurismo, Luiz Cortez avalia que, se se planejasse atingir no país a marca de 110 bilhões de litros anuais – meta proposta ano passado por Jeb Bush, irmão do presidente dos EUA, para todo o continente americano -, os canaviais teriam que ocupar 75 milhões de hectares, o que ultrapassaria os 55 milhões que perfazem toda a área usada hoje pela agricultura nacional. Portanto, para o mercado o grande desafio agora é detectar os potenciais campos de biocombustível para atender a crescente demanda.
Segundo o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID, cujo presidente, Luis Alberto Moreno, lançou recentemente, junto com o ex-Ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, e o mesmo Jeb Bush, a Comissão Interamericana do Etanol), a União Européia estaria fora do jogo, já que teria que utilizar 70% de sua área agriculturável para atingir a meta de 10% de substituição dos fósseis por etanol. Já os EUA, que querem trocar 20% da gasolina por etanol até 2017, mesmo utilizando o potencial máximo de sua agricultura para a produção de milho(matéria prima usada no país), chegariam apenas aos 15%.
Já a América Latina, afirma o BID, apresenta as condições ideais de clima e espaço para a produção de matéria prima (cana e milho). “Com o Brasil na liderança da produção de etanol, uma densidade demográfica baixa, no geral com clima úmido, e o potencial de melhorar a eficiência da agricultura, a América Latina apresenta grandes vantagens no sentido de se tornar um grande produtor de biocombustível”, avalia o banco, apostando também em inovações tecnológicas que permitirão produzir com maior eficiência etanol de madeira e celulose.
As vantagens para os países latinos, diz o BID, são geração de postos de trabalho nos diferentes estágios de produção do combustível, e fortalecimento das economias nacionais. O banco reconhece, no entanto, que haverá impactos negativos, como “concentração de terra, redução de empregos [no campo] por conta da mecanização, e aumento dos preços dos insumos agrícolas”. Por outro lado, “o agronegócio terá seu lucro assegurado”, bem como os grandes monocultivos e distribuidores de combustível.
Por fim, África e Ásia fecham, ainda com menor peso, as apostas para o mercado de etanol. Pioneira na África do Sul, a empresa Ethanol África, uma holding composta de várias multinacionais, traça um esboço do que espera da região. “Os africanos têm o potencial de se tornar os Árabes da indústria de biocombustíveis. Temos um potencial para utilizar vastas áreas deste continente massivo para produção destes combustíveis, só precisamos de água e fornecimento de energia”, diz Johan Hoffman, diretor executivo da empresa, que já programou a construção de oito usinas na África do Sul.
Em um mundo onde, de acordo com as Nações Unidas, 1 bilhão de pessoas sofre de fome crônica e má nutrição, e 24 mil morrem diariamente de causas relacionadas a esses problemas – entre estes, 18 mil são crianças -, faz-se necessário questionar se as terras do planeta se destinarão preferencialmente a atender aos cerca de 800 milhões de proprietários de automóveis, ou à garantia da segurança alimentar mundial. E mais, se o Sul continuará a desempenhar o papel de fornecedor da matéria prima necessária para possibilitar ao Norte manter seu padrão de consumo.
O caso mais conhecido de impactos da demanda por etanol sobre a segurança alimentar vem ocorrendo no México, atualmente grande fornecedor de milho para fabricação de biocombustível para os EUA. Nos últimos anos, a exportação do grão levou a um aumento exponencial (em algumas regiões chegou a 100%) do preço da tortilla de milho, base da alimentação de mais de 50% da população mexicana. Em proporção parecida, também houve aumento da ração animal (gado, aves, suínos e outros) e das sementes para plantio.
O questionamento a se fazer então, segundo o jornalista econômico americano Ronald Cook, é: “se os preços do milho vem crescendo até 55% ao ano, isso não aumentará o preço da carne, do frango, do peixe, do leite e dos ovos? Ou do cornflakes, do óleo de milho, e demilhares de outros alimentos que usam o grão como base? [Nos EUA], desde 2000 o preço da carne subiu 31%, do ovo 50%, do adoçante de milho, 33% e do cornflakes, 10%”.
“Distúrbios” na produção, oferta e preços de alimentos são um fenômeno comum onde os investimentos em biocombustíveis têm aumentado. Kelly Naforte, membro da coordenação do MST em Ribeirão Preto (SP), o maior pólo canavieiro do país, constata que, há muito,a maior parte dos alimentos consumidos no município vem de fora. Nos últimos anos, até frutas e legumes não são mais produção própria, afirma. “Ainda temos alguns pequenos agricultores [produtores de alimentos] na região, mas a cana e o eucalipto estão fechando o cerco sobre eles também”, comenta Kelly.
A observação do diretor executivo da Ethanol África, Johan Hoffman, de que “só precisamos de água e fornecimento de energia” para transformar o continente africano em um gigante bioenergético, contém um elemento interessante: a produção de matéria prima para o etanol, e a fabricação do próprio combustível, é dependente de uma grande oferta de água.
Segundo o consultor ambiental e editor da revista inglesa New Scientist, Fred Pearce, “a cana é uma das culturas mais sedentas do planeta. Na maior parte do mundo, utiliza-se caros sistemas de irrigação que têm atingido grandes rios e lençóis freáticos. A medida de consumo da cana é de 600 toneladas de água para uma tonelada de produto”. Atualmente, adenda, 1 bilhão de pessoas não tem acesso à água potável.
Segundo o pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, José Maria Ferraz, os gastos de água embutidos tanto na produção de cana quanto na do próprio etanol – na produção de um litro de álcool gasta-se 13 litros de água, e ainda sobram 12 litros de vinhoto, sub-produto extremamente poluente normalmente utilizado na adubação dos canaviais – não é considerada no preço de venda, o que, do ponto de vista econômico, é uma grande desvantagem para o produtor, uma vez que a água está se tornando um bem altamente valorizado.
Em que medida os governos e o mercado têm direito de transformar a agricultura de produtora de alimentos em produtora de combustível é um debate ético urgente. Ou, mais que ética, quando esta em jogo a sobrevivência mais básica da população mundial e seu direito fundamental à comida e à água, a questão se torna política. Perante as ameaças do aquecimento global, potencializado por um doentio e insustentável padrão de consumo principalmente dos países ricos, não se pode deixar de acessar todo e qualquer instrumento que se contraponha à catástrofe ambiental. Mas há que se pesar quais são realmente as mudanças mais necessárias: se o hábito de comer e beber dos mais pobres, ou a insanidade consumista dos mais ricos.

Com informações do boletim Inovação Unicamp

DOS GRANDES MESTRES PERNAMBUCANOS

Hall do Edifício Residencial Valfrido Antunes- Recife-PE - 1962 (detalhe)

Escravatura (detalhe) - Painel na Rua Joaquim Nabuco- Recife-PE

sábado, 17 de março de 2007

PORQUE É TEMPO DE UMBU NOS TERREIROS DO SERTÃO

Ah, os frutos da foto são imbu cajá, bons para sucos mas não ideais para a imbuzada que pede imbu do mato, daquele redondo, polpudo.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...